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Mote e Glosa. Lindicássia Nascimento escreve: “Patativa Vive no Canto do Sertão/05 de março”

“Em forma de homenagem, deixo aqui em versos brejeiros inspirados na sua poesia, celebrando o legado de quem nasceu do sertão e fez do mundo seu terreiro de versos.”

05/03/2026 às 08h45
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mote e glosa: Lindicássia Nascimento
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Mote e glosa: Lindicássia Nascimento

Lindicássia Nascimento é uma técnica em fruticultura, educadora popular, poeta e cordelista cearense, reconhecida por sua atuação cultural como cirandeira do Cordel do Cariri. Ela é ativa na cena poética, engajada na educação popular e na preservação da cultura nordestina.  É poeta, cordelista e integra o coletivo Cirandeiras do Cordel do Cariri. Educadora popular, frequentemente associada à literatura de cordel e à valorização das tradições do Cariri.

Hoje o Nordeste amanhece lembrando um dos seus maiores cantadores de palavras: Patativa do Assaré. Poeta que fez do sertão escola, da vida poesia e da simplicidade um caminho profundo de sabedoria.
Patativa não escreveu apenas versos, ele traduziu o chão, a luta do povo, a beleza da roça, a esperança que brota mesmo em tempo de seca. Sua voz segue viva, ecoando nos cantos, nos cordéis e no coração de quem acredita na força da palavra.

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Concepção poética: mhl/GinaiFT

Em forma de homenagem, deixo aqui em versos brejeiros inspirados na sua poesia, celebrando o legado de quem nasceu do sertão e fez do mundo seu terreiro de versos.

SOU VERSO DE PATATIVA
NASCIDO EM RIBA DO CHÃO

Nas asas do passarinho
Sobrevoando o nordeste
Na poesia inconteste
Pouso firme e me alinho
No aconchego do ninho
Aqueço o meu coração
Dou cria a inspiração
Início a narrativa

SOU VERSO DE PATATIVA
NASCIDO EM RIBA DO CHÃO.

Meu verso é como a cortina
De chuva no mês de maio
É quá poema no gaio
D'uma pranta nordestina
Dessas que nasce e domina
Quarqué imaginação
Como luz na escuridão
Nescessária e criativa
SOU VERSO DE PATATIVA
NASCIDO EM RIBA DO CHÃO.

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No terreiro da memória
Onde o sertão se revela
Cada palavra é janela
Pra cantar nossa história
Da luta faço a vitória
Com fé e dedicação
Regando com emoção
A semente intuitiva 
SOU VERSO DE PATATIVA
NASCIDO RIBA DO CHÃO.

Sou canto de passarada
Quando o sol rompe a manhã
Sou a voz de quem não ganha
Mas não foge da estrada
Sou raiz bem agarrada
Nessa seca e nesse chão
Feito forte tradição
Que o tempo nunca cativa.
SOU VERSO DE PATATIVA
NASCIDO RIBA DO CHÃO.

Se um dia a voz silencia
E o poeta vai embora
A palavra não demora
Logo volta em poesia
Vive em quem canta e confia
Na força da tradição
Que brota do coração
Da alma mais sensitiva
SOU VERSO DE PATATIVA
NASCIDO RIBA DO CHÃO.


Um salve a Patativa do Assaré!!!!

 

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Lindicássia Nascimento Há 3 meses Barbalha-CE Eita como é bom cantar o poeta e sua poesia! Gratidão, grande Mestre, por compartilhar aqui a nossa poesia brejeira, em homenagem ao grande ícone da poesia sertaneja, Patativa do Assaré.
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