
Edomir Martins de Oliveira é Vice-Presidente Nacional da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA - APB
Era época da Páscoa, quando o comércio expõe ao público os chamados “Ovos de Páscoa” e “Coelhos de Páscoa”, e outros derivados de chocolate que atraem tanto o consumidor. Tanto a compra como a venda desses produtos que deixam felizes os consumidores, em nenhum produto é feita menção a uma homenagem ao Cristo Ressurreto, que é o alvo principal das comemorações.
“Esses produtos relembram a ressurreição de Jesus Cristo que é um símbolo da vida sob a morte”. Essas reflexões eram feitas por duas mães que se encontraram casualmente, em um supermercado, onde produtos de Páscoa eram oferecidos em abundância.
Depois dos cumprimentos de praxe, vieram aquelas conversas triviais e uma dizia à outra que acabara de ver seus filhos caminhando alegremente, de mãos dadas.
Nessa conversa das mães, veio a alegria de rememorar o primeiro encontro dos filhos. E começaram a relembrar aquele momento.
Presenciaram, então, um episódio interessante, em que um adolescente queria saber, perguntando à mãe, porque o coelho era representante da Páscoa. Então, essa terceira mãe explicou-lhe que é o coelho associado à Páscoa porque foi o primeiro ser vivo a ver a ressurreição de Cristo, pois houvera ficado preso no túmulo com o corpo do Salvador. Quando Maria Madalena chegou lá, ao amanhecer de domingo, levando material para ungir o corpo do Mestre, o libertou. Então, o coelho saiu e ficou encarregado de iniciar a boa nova da ressurreição, levando ovos para as crianças, segundo uma lenda.
O ENCONTRO DOS FILHOS
Lembraram, então, que eles se encontraram pela primeira vez, há meses, em um laboratório de análises clinicas onde ele fazia uns exames de rotina para cumprir as exigências de uma empresa multinacional para a qual, por concurso, houvera sido aprovado e ia tomar posse.
A mãe que o acompanhava, logo percebeu que seu olhar de timidez que lhe era peculiar, estava agora se superando indo em direção a uma jovem moça, alta, tipo corpo manequim, de cabelos negros, sorriso contagiante que ela mesma também muito apreciara. Esta jovem fora escolhida entre várias candidatas para desempenhar suas atividades na área da saúde em uma afamada Academia de Pilates. Como professora na área da saúde que era, foi selecionada, e estava acompanhada da senhora sua mãe.
Logo as mães, enquanto aguardavam a vez para atendimento dos filhos, iniciaram uma conversa e vez por outra se atinham aos olhares trocados entre os filhos, que a estas alturas já eram acompanhados de sorrisos, e que iniciaram também uma conversação que se desenvolvia mais a cada momento.
Até que em dado momento, as mães começaram a trocar indagações uma a outra sobre esses olhares que passavam a ser significativos, e uma indagava da outra porque esse casal de filhos estava conversando com tanta alegria. Era a primeira vez que viam seus filhos tão interessados em troca de conversas com terceiros.
Como estavam na vez para serem chamados para os exames, despediram-se e confessaram mutuamente que esperavam nova oportunidade para que voltassem a conversar. Trocaram número de telefone e foram fazer seus exames.
Na data marcada para receber os resultados, lá estavam eles trocando mensagens telefônicas, e combinando horário para se encontrarem, o que ocorreu com enorme alegria para ambos.
Recebidos os resultados dos exames, tomaram posse dos empregos que lhes estavam destinados. Apresentaram-se ao setor de RH, para receber as instruções das chefias sobre o que deveriam fazer. Despediram-se e combinaram que a noite falariam, o que realmente aconteceu.
A jovem professora foi instruída a fazer o acompanhamento
de três alunos para orientá-los no que deveria ser feito.
Coincidentemente, uma das alunas era a mãe que acompanhara o tímido filho para fazer os exames de laboratório para assumir o emprego na multinacional. Expandindo toda a sua simpatia, a mãe do jovem mostrou-se muito alegre em ter sido reconhecida, e no decorrer do exercício trocaram algumas palavras.
A mãe/aluna recebeu da jovem professora a informação de que desejava ter uma sogra com a simpatia dela. Ela então retribuiu a gentileza dizendo-lhe que lhe augurava os melhores votos de felicidades. O filho houvera lhe dito que ficaria feliz se ela encontrasse com a professora e lhe transmitisse o seu abraço, que o fez com muito prazer.
Daí em diante a professora passou a chamar-lhe de minha sogra querida e ao final da aula, pediu-lhe que levasse ao seu filho, o seu abraço. A mãe agradeceu.
Um aluno, que acompanhara a conversa, disse então à professora que tratasse mesmo muito bem aquela senhora, pois poderia ser mesmo que desse certo o romance dos seus sonhos, e sogra e nora dificilmente se entendem bem. Ele ainda acrescentou que conhecia fatos entre nora e sogra que culminaram em briga feia. A professora lembrou que sua mãe sempre lhe dizia que Rute e Noemi, narradas na Bíblia era, exemplo de nora e sogra que se amavam.
O ENCONTRO DAS MÃES
No sábado, as duas mães que moravam no mesmo bairro, se encontraram em Supermercado quando faziam suas compras para manutenção do lar. Pararam, conversavam, quando de repente, foram surpreendidas por seus filhos que de mãos dadas, estavam na sessão de ovos de Páscoa. Como o tempo passa amiga! E continuavam:
-É a Páscoa que relembra a Crucificação de Jesus Cristo e a sua Ressurreição. É a época em que os cristãos têm o maior respeito e admiração por esse dia que é o mais importante no calendário litúrgico do cristianismo.
Então as mães comentavam entre si: - “O sorriso de felicidades que nossos filhos comunicam entre si traduzem também o amor que os invade. Nossos filhos haverão de ser muito felizes!”. As preces das mães estavam feitas e seus vaticínios proclamados e coração de mãe não se engana diz o ditado popular.
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