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Silvânia Tamer toma posse e é patrona da Cadeira de número 35 da Academia Poética Brasileira

A nova confreira APB-MA tem um currículo invejável como marchande e descobridora de novos talentos artísticos brasileiros.

02/06/2026 às 11h40 Atualizada em 02/06/2026 às 11h51
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes.
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Presidente da OAB-MA e Dr. Alberto Tavares entregam o Diploma da Academia POética Brasileira, Cadeira 35 a confreira SILVÂNIA CERQUEIRA TAMER
Presidente da OAB-MA e Dr. Alberto Tavares entregam o Diploma da Academia POética Brasileira, Cadeira 35 a confreira SILVÂNIA CERQUEIRA TAMER

Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes.

Nota da Redação: a segunda parte serão mostradas fotos do evento./Fotos neste matéria: Clayton Monteles

A posse de Silvânia Maria Cerqueira Lima Tamer na Academia Poética Brasileira nasce, nos dois discursos, como ato de reconhecimento cultural e como leitura de uma trajetória. O discurso de acolhimento, assinado por Mhario Lincoln, com inserções de Edomir Martins de Oliveira, desloca a cerimônia do protocolo para o campo da verdade cultural. Ao apresentar Silvânia como marchande, curadora, promotora de artistas e fundadora da Cadeira 35 da APB/MA, o texto afirma que a vida acadêmica não se limita ao verso escrito, mas alcança também a tela, a curadoria, a mediação estética e a defesa de obras que precisam atravessar o tempo.

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A fala da empossanda responde a esse acolhimento com gratidão, fé e consciência de responsabilidade. Silvânia situa sua entrada na Academia como continuidade de uma vida dedicada à arte, à leitura, à família, ao Maranhão e à circulação da cultura como encontro humano. Entre os dois discursos, forma-se o eixo da solenidade: a APB recebe uma mulher cuja obra não está apenas no acervo que promoveu, mas nas pontes que ajudou a construir entre artistas, leitores, instituições e público. É nesse ponto que a posse ultrapassa a homenagem individual e se transforma em gesto de memória

  ****

 

Discurso de acolhimento a Silvânia Maria Cerqueira Tamer
Por Mhario Lincoln, presidente da Academia Poética Brasileira
Com inserções informativas de Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente nacional executivo

Senhoras e senhores,
confreiras e confrades,
autoridades presentes,
familiares, amigos da arte, da cultura e da palavra,

A Academia Poética Brasileira se reúne hoje para cumprir um gesto que ultrapassa a formalidade de uma posse. Recebemos, nesta Casa, Silvânia Maria Cerqueira Tamer, marchande e curadora de arte, mulher cuja trajetória se firmou pela constância, pelo trabalho e por uma rara capacidade de reconhecer valor onde muitos ainda enxergavam apenas promessa.

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Recebemos, com reconhecimento e alegria, Silvânia Maria Cerqueira Tamer, promotora cultural, marchande, curadora de arte e, a partir deste momento, acadêmica da Academia Poética Brasileira. Mais do que ocupar uma cadeira, Silvânia chega para fundar uma presença. Por isso, a APB lhe concede não apenas a merecida vaga acadêmica, mas também a honra de ser Patrona e fundadora da Cadeira 35 da APB/MA.

Por contribuição de Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente nacional executivo, registra-se que Silvânia Tamer é referência nacional e internacional, por sua contribuição ao fortalecimento do nome do Maranhão no campo da arte, especialmente por meio de seu trabalho como marchande e curadora.

Nascida em 7 de maio de 1962, em Miracema do Tocantins, filha de pais maranhenses e vivendo há 41 anos em São Luís, Silvânia Tamer fez do Maranhão não apenas sua morada, mas um território de ação cultural. Essa origem ajuda a compreender, também, a ligação de Silvânia com a beleza, a natureza, a harmonia e o olhar sensível que mais tarde se projetaria em sua vida cultural.

Desde 1998, quando iniciou sua atuação nas artes plásticas, Silvânia construiu um caminho respeitado no cenário artístico maranhense, especialmente por meio da Silvânia Tamer Galeria de Arte, espaço em que atua como marchande e curadora, promovendo artistas novos e consagrados nas áreas da pintura, da escultura, da literatura e da poesia.

Por isso seu nome foi o escolhido, porque toda Academia de Letras, quando se respeita, não existe apenas para guardar nomes. Existe para compreender trajetórias. E há trajetórias que não se explicam somente por cargos, diplomas, salões ou eventos. Explicam-se por uma constância silenciosa, por uma fidelidade à cultura e por uma capacidade rara de perceber valor antes que o aplauso o confirme.

Silvânia Tamer pertence a essa linhagem.

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Seu trabalho no campo das artes plásticas revela uma qualidade que a Academia  de Letras não poderia deixar de reconhecer: o olhar de quem vê antes. O olhar de quem não se limita a contemplar a obra pronta, mas acompanha o artista em seu processo, em sua dúvida, em sua maturação, em sua travessia pública. A marchande verdadeira não é apenas intermediária entre obra e mercado. É, muitas vezes, a primeira leitora do gesto criador.

No caso de Silvânia, esse ofício ganhou densidade. A curadoria exercida por ela sobre a obra de Fransoufer, por exemplo, comprova uma atuação que ultrapassa o episódio e alcança a permanência. Em torno dessa parceria, exposições, circulação institucional, memória visual do Maranhão e projeção artística formaram um caminho de respeito.

Ao lado de Fransoufer, sua galeria e sua trajetória abrigam nomes como Ednilson Costa, Naza, Nonato, Dora Parente, Edymar Santos, Edimar Nardaci, Dila, Péricles Rocha, Fernando P., Rogério Pelegrini, Victor Rêgo, Luzinei e Alfredo Araújo, entre outros representantes da arte contemporânea e regional. Cada nome citado aqui não é ornamento. É sinal de uma vida dedicada à circulação da beleza, ao estímulo da criação e à defesa de uma cultura que precisa de quem a compreenda antes mesmo de explicá-la.

Vale explicitar que num país onde tantos talentos se perdem por falta de orientação, Silvânia compreendeu que a arte precisa de abrigo, método, circulação e defesa. Descobrir talento é dom. Organizar uma carreira é trabalho. Preservar uma obra no tempo é missão. E ela tem exercido essas três dimensões com firmeza profissional, sensibilidade e consciência cultural.

Por isso, ao recebê-la, a Academia Poética Brasileira reconhece em Silvânia Tamer uma das grandes marchandes de sua geração no Brasil, especialmente pela precisão de seu olhar na identificação de novos talentos e pela competência com que transforma vocações artísticas em trajetórias visíveis, respeitadas e duradouras. Não se trata aqui de um elogio circunstancial. Trata-se de uma leitura substancial de seu percurso.

A história da arte ensina que o artista não caminha sozinho. Ao lado da criação, existe sempre alguém capaz de abrir portas, sustentar pontes, organizar encontros, proteger o valor da obra contra a pressa do mercado e contra a distração do tempo. O verdadeiro mediador da arte não administra apenas quadros. Ajuda a organizar destinos.

É nesse sentido que a presença de Silvânia entre nós ganha significado acadêmico.

Acrescento um item histórico: a Academia Poética Brasileira nasceu para reconhecer a palavra, mas também para acolher as formas superiores da criação humana. A poesia não vive apenas no verso. Vive na tela, na cor, na curadoria, na escolha, na montagem de uma exposição, na defesa de um artista, no gesto de conduzir uma obra até o olhar do público. Quando a arte encontra quem a compreenda, ela deixa de ser objeto isolado e passa a ser acontecimento cultural.

Silvânia tem sido parte desse acontecimento.

Sua presença também engrandece esta Casa por sua atuação em outros campos da vida intelectual. Há ainda uma dimensão humana que não pode ficar fora desta saudação. Há 11 anos, Silvânia integra o grupo feminino de leitura Entre Livros e Conversas, iniciativa dedicada ao incentivo à leitura, ao convívio, à reflexão e a ações solidárias. Essa informação revela algo essencial. A cultura, para ela, não é apenas vitrine. É encontro. É partilha. É vínculo. É uma maneira de aproximar pessoas por meio da palavra, da escuta e da presença.

Mas é também ao lado do marido, prof. Dr. Sérgio Tamer, que ela igualmente constrói “uma trajetória ligada à educação, à cultura, às relações humanas e ao compromisso com a vida intelectual. Também assinala o prof. Edomir Martins de Oliveira, que sua “(...) profícua atuação tem contribuído para as letras maranhenses não apenas por sacerdócio, mas também pela formação e presença pública de de suas atividades homéricas”.

O nome Silvânia traz, desta forma, uma sonoridade suave e melódica. Essa observação, também lembrada pelo professor Edomir, diz que “há pessoas cujo nome passa a significar uma forma de estar no mundo”. E isso é mais que certo porque Silvânia, o nome encontra a pessoa. A serenidade encontra a ação. A delicadeza encontra a obra. A beleza encontra o serviço.

Silvânia vem para ser integrante, mas também para fundar a Cadeira 35 da APB/MA. Lembro, destarte, que a cadeira acadêmica é símbolo, mas é também compromisso. Ela pede memória, presença e continuidade. Pede que cada ocupante acrescente à instituição não apenas seu nome, mas sua obra de vida.

Que esta cadeira, sob seu patronato, seja uma casa aberta ao belo, ao talento, à coragem estética e à defesa dos artistas que ainda aguardam quem os veja com justiça. Porque Silvânia chega como uma autêntica obra de vida.

Mhario Lincoln é presidente da Academia Poética Brasileira.

 

***

O DISCURSO DA EMPOSSANDA

Inicialmente, agradeço a Deus pela graça de me permitir viver este momento tão especial em minha vida. Recebo meu ingresso na Academia Poética Brasileira com profunda gratidão, emoção e humildade, reconhecendo que cada conquista da nossa caminhada é também fruto da fé, do amor e das oportunidades que Deus coloca em nosso caminho.

Cumprimento com muito carinho os confrades e confreiras da Academia Poética Brasileira, as autoridades aqui presentes, os representantes do meio cultural, jurídico, acadêmico e literário, os amigos queridos e os familiares que me acompanham neste momento tão especial, representados pelo meu esposo, Sergio Tamer, pela equipe da SVT Faculdade, por minha filha Amanda e meu genro Daniel, além do meu filho Rafael e sua família, que residem em Brasília e que, mesmo distantes, estão comigo em pensamento e no coração.

Receber a indicação para integrar esta Academia foi motivo de grande alegria e emoção. Sinto-me profundamente honrada em passar a ocupar uma cadeira nesta instituição que valoriza a cultura, a arte, a literatura e, especialmente, a poesia como instrumentos de sensibilidade, reflexão e transformação humana.

 

A Academia Poética Brasileira, fundada em 27 de março de 2016 e presidida pelo renomado jornalista, escritor e poeta Mhario Lincoln, que hoje preside esta solenidade acompanhado de sua esposa Veridiana, nasceu com o propósito de fortalecer a produção literária, incentivar novos talentos e manter viva a chama da poesia em nosso país.

Trata-se de uma instituição literária e cultural sem fins lucrativos, com sede em Curitiba-Paraná, concebida para atuar também no ambiente virtual, trazendo uma proposta moderna e inovadora dentro do universo das academias literárias brasileiras. A Academia utiliza a internet como espaço de publicação, circulação, memória e convivência intelectual, permitindo que textos, obras, homenagens, posses e debates alcancem leitores no Brasil e no mundo. Sua plataforma digital fortalece ainda mais o intercâmbio cultural e amplia o alcance da literatura e da poesia contemporâneas.

Ao longo dos anos, a Academia consolidou-se como um importante espaço de valorização cultural, reunindo escritores, poetas, intelectuais e amantes das artes que acreditam no poder das palavras como forma de construção de memória, identidade e afeto.

Tenho grande admiração pelo trabalho desenvolvido pelo presidente Mhario Lincoln, cuja trajetória é marcada pela dedicação à comunicação, à literatura e à cultura brasileira. Sua sensibilidade e seu compromisso em abrir espaço para tantos escritores e poetas merecem nosso respeito e reconhecimento.

A composição desta Academia revela justamente a diversidade cultural e intelectual que tanto enriquece o nosso país. Aqui convivem diferentes histórias, estilos, experiências e olhares sobre a vida, unidos pelo amor à palavra escrita e pela missão de preservar e difundir a cultura.

Para mim, que há muitos anos atuo no cenário cultural maranhense como marchande e curadora de arte, este momento possui um significado ainda mais especial. A arte sempre esteve presente em minha trajetória como uma ponte entre pessoas, emoções e histórias. Ao longo dessa caminhada, tive a oportunidade de conviver com artistas plásticos, escritores, músicos, poetas e tantas pessoas talentosas que fortaleceram minha convicção de que a cultura transforma vidas, aproxima gerações e humaniza a sociedade.

A poesia, em especial, possui uma força singular. Ela consegue alcançar lugares da alma onde, muitas vezes, a razão não consegue chegar. A poesia acolhe, emociona, denuncia, eterniza memórias e nos permite enxergar beleza até mesmo nos momentos mais difíceis da vida.

Presidente APB, com a empossanda Silvânia, com o marido Sergio Tamer.

Vivemos tempos de muita rapidez, excesso de informações e relações cada vez mais superficiais. Por isso, instituições como a Academia Poética Brasileira tornam-se ainda mais importantes. Elas preservam a escuta, a sensibilidade, o pensamento e o diálogo por meio da literatura e da arte.

Quero também registrar minha gratidão aos confrades e confreiras pela confiança e pelo acolhimento. Recebo esta honraria com humildade, respeito e o compromisso de continuar contribuindo, dentro das minhas possibilidades, para a valorização da cultura e das artes em nosso Maranhão e em nosso país.

Agradeço igualmente à minha família, que sempre compreendeu minha dedicação ao universo cultural e artístico. Nenhuma conquista acontece sozinha. Cada palavra de incentivo, cada gesto de apoio e cada presença afetiva foram fundamentais ao longo da minha caminhada.

Meu caro presidente Mhario Lincoln, finalizo esta breve fala dizendo que ocupar a cadeira nº 35 representa, para mim, não apenas uma honra pessoal, mas também uma responsabilidade: a de continuar acreditando na arte, na cultura e na poesia como caminhos de encontro, memória e esperança.

Muito obrigada a todos pela presença, pelo carinho e por compartilharem comigo este momento tão significativo da minha vida.

 

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Rogério RondonHá 4 dias São Luís / MAParabéns, caríssima Silvana Tâmer! Os discursos são belíssimos e retratam uma verdadeira conquista!! A posse na cadeira da APB representa anos de dedicação, pesquisa e experiência, que vem a ser coroada com esse reconhecimento cultural e literário. Desejo muito sucesso nessa nova trajetória!!! Grande abraço !!
Fernandes Há 6 dias São Luís Uma mulher que reúne todas as qualidades e atributos necessários para ocupar esse posto. Com mérito, traz prestígio à função e contribui de forma significativa para todos ao seu redor, sendo uma profissional exemplar em tudo o que faz. Parabéns pelo reconhecimento e pelo excelente trabalho! ????
Mercia FreireHá 1 semana MaSilvania sempre foi uma mulher muito especial: inteligente, sensível, determinada e responsável… Não é nenhuma surpresa ter sido reconhecido seu talento, seu olhar apurado as artes. A conheço há muitos anos e me sinto honrada de te- la como amiga querida e a vi crescer aqui em São Luís em sua caminhada no meio das artes. Ela é merecedora e a felicito pelo reconhecimento e consequentemente a ocupação da cadeira 35 da Academia Poética Brasileira. Agora ela é imortal????????????????
Élle Marques Há 1 semana SANTA INÊSCongratulações a mais nova representante imortal da APB Felicitações à confraria.
Silma LimaHá 1 semana Palmas/TOMinha querida e amada irmã parabéns pela homenagem merecida. É de grande responsabilidade ocupar um lugar como esse, mas é merecedor . Você desde sempre vem defendendo a arte com toda a sua essência. Com a era da IA precisamos resgatar as pessoas a voltarem a ter o gosto, o zelo pela arte, porque arte e vida. Estaremos sempre aqui te incentivando e acompanhando esse trabalho grandioso que você tem feito durante todos esses anos Estais a ocupar essa cadeira por merecimento.
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