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Mundo 20GIROS

FACETUBES/20GIROS - Edição de 31 de julho de 2026

Notícias de AGORA: literatura, arte, cultura, pesquisa e tecnologia em circulação

31/07/2026 17h31 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Redes Informativas c/Facetubes
A estreia da mais irreverente colunista do Brasil: CREUZA DOS PRAZERES
A estreia da mais irreverente colunista do Brasil: CREUZA DOS PRAZERES

Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes

FACETUBES/20 GIROS
Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes

ARTE E EXPOSIÇÕES
1. Casa de Nhozinho transforma o Bumba Meu Boi em território de memória. Exposição discute como a principal manifestação popular maranhense é preservada, interpretada e apresentada.
“Do Terreiro ao Museu” reúne objetos, documentos e elementos expográficos relacionados às diferentes formas de brincar o Bumba Meu Boi. A mostra aproxima tradição e contemporaneidade sem retirar dos grupos populares o protagonismo sobre suas próprias narrativas. O visitante é convidado a compreender a memória não como algo imóvel, mas como uma construção coletiva permanentemente renovada.

2. Museu contemporâneo também educa, questiona e produz identidade. Mostra maranhense evidencia que conservar objetos representa apenas uma parte das responsabilidades dos museus.
Ao apresentar diferentes narrativas sobre o Bumba Meu Boi, a Casa de Nhozinho transforma o acervo em espaço de interpretação histórica. Essa perspectiva aproxima museus, escolas, pesquisadores, mestres populares e comunidades responsáveis pela continuidade das tradições. Preservar um patrimônio significa também permitir que ele seja revisto, debatido e transmitido às novas gerações.
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão — “Do Terreiro ao Museu”.

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Business as Usual, 2018. Courtesy Tyburn Gallery.// https://africanah.org/alberta-whittle-barbados/

3. Alberta Whittle transforma memória e resistência em “Feitiço de esperança” Ensaio de Marina Dias Teixeira examina a produção multimídia da artista nascida em Barbados.
A obra de Alberta Whittle relaciona as heranças do tráfico transatlântico ao racismo institucional, à supremacia branca e à emergência climática. Vídeo, performance, fotografia, aquarela, bordado e colagem formam uma produção voltada à resistência, ao autocuidado e à reconstrução coletiva. Radicada em Glasgow, a artista também passou pelo Brasil em 2026, durante uma residência artística realizada em Salvador.
Fonte: Revista ZUM — “Feitiço de esperança”. Imagem: Business as Usual, 2018, cortesia da Tyburn Gallery.

 

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4. Bvlgari leva coleção permanente de alta joalheria ao Brasil. Boutique de São Paulo torna-se o primeiro espaço da América Latina a manter peças especiais da marca.
A seleção reúne mais de vinte criações produzidas com diamantes, rubis, esmeraldas, turmalinas e outras pedras preciosas. As peças são concebidas como obras vestíveis, combinando escultura, desenho, arquitetura, tradição artesanal e pesquisa de materiais. A presença permanente da coleção também revela a crescente importância do mercado brasileiro para o segmento internacional do luxo.
Fonte: Exame — “As obras de arte vestíveis da Bvlgari”.

5. Ayako Rokkaku apresenta primeira exposição individual na América do Sul.“Playful, Stormy, Continuing” reúne pinturas produzidas durante residência artística realizada em São Paulo.
A exposição da artista japonesa ficará aberta entre 20 de agosto e 3 de setembro, no Taller Zaragoza, em São Paulo.
Conhecida por pintar diretamente com as mãos, Rokkaku constrói figuras e paisagens sem desenhos preparatórios ou composições predeterminadas. A mostra reúne aproximadamente quinze trabalhos inéditos e marca o retorno da Baró Galeria à programação cultural paulistana.
Fonte: SP–Arte — “Playful, Stormy, Continuing”.

 

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LITERATURA E LIVROS
6. Prêmio Biblioteca Nacional cria categoria dedicada à crônica.Prêmio João do Rio passa a integrar as treze categorias da edição de 2026 da tradicional premiação literária.
A Fundação Biblioteca Nacional incluiu definitivamente os livros de crônicas entre os gêneros contemplados pelo concurso. A homenagem reconhece João do Rio como figura fundamental da crônica, da reportagem e da observação da vida urbana brasileira. Encerradas as inscrições, as obras passam pelas fases de habilitação, apresentação de recursos e avaliação das comissões julgadoras.
Fonte: Fundação Biblioteca Nacional — Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2026.

7. Autores independentes conquistam espaço no Prêmio Biblioteca Nacional. Obras publicadas de maneira independente podem concorrer, desde que atendam às exigências estabelecidas no edital.
A edição de 2026 aceita livros em primeira edição, escritos em português e publicados entre maio de 2025 e abril de 2026. Os autores independentes precisam apresentar ISBN válido e comprovar o cumprimento das regras do Depósito Legal. Cada uma das treze categorias oferece prêmio de R$ 30 mil ao autor ou profissional vencedor.
Fonte: Fundação Biblioteca Nacional — Inscrições e categorias.

8. BiblioBR amplia o mapa das bibliotecas brasileiras. Plataforma reúne informações sobre bibliotecas públicas, comunitárias e vinculadas ao sistema nacional.
O cadastro procura identificar a estrutura, o funcionamento, a gestão e as atividades desenvolvidas pelas bibliotecas espalhadas pelo país. As informações auxiliam a formulação de políticas públicas e facilitam a participação das instituições em editais e programas governamentais. O sistema também permite emitir certificação para bibliotecas que apresentem a documentação exigida pelo Ministério da Cultura.
Fonte: Ministério da Cultura — Guia da Plataforma BiblioBR.

Colunista queridíssima no Brasil todo: CREUZA dos PRAZERES // "Na contramão do imaginário".

OS BABADOS DE CREUZA
Na Contramão do Imaginário: colunista Creuza dos Prazeres

1. Muitos músicos brasileiros, inclusive alguns do Maranhão, estão furiosos com relação à recente descoberta de que alguns setores que promovem grandes shows integram uma "marfia", onde todos os contratados pertencem à uma mesma lista e são oferecidos para muitotas localizades brasileiras a preços milionários. Babado Forte!

2. Além da virilha da Xuxa (muito comentada após a estreia de seu show nacional), um erro decepcionante arrasou com a entrada trinunfal da artista. A nave em que ela entra no show não funcionou como deveria. "Eu tava arrasada que a nave não fez o que tinha que ter feito. Não tinha nenhuma luz acesa. A nave passou na cabeça das pessoas sem luz".

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3. Dione MS Rosa feliz com o lançamento de mais uma obra de sua autoria. O lançamento oficial: 31 de julho em ebook pela Amazon.  "Quando o amor floresce" é uma novela medieval. Com certeza, um babado forte.

4. Os Tropix celebram Gilberto Gil e Caetano Veloso em São Luís Nesta terceira edição os brotos Gabriel Oliveira e Vik Nobre prestam tributo ao tropicalismo e as origens da banda maranhense. O grupo sobe ao palco do Privilege Hall neste sábado, dia 1º.

5 . Este babado é fortíssimo. Bumba meu boi representa o Maranhão em festival nacional. Sim, grupos maranhenses participam do 62º Festival Nacional do Folclore de Olímpia, em São Paulo, entre 1º e 9 de agosto. Um evento com mais de 130 apresentações gratuitas e cerca de 2.800 artistas. Vixe, nem quero estar lá e olhar aqueles índios massudos e lindos. e as índias também, né, pro povo hétero!

6. As gatas Ana Regina Arcanjo e Lygia Peçanha saíram nas ruas do Reviver catando histórias. e olha aí o que resultou? Uma bela obra que reúne memória, oralidade, espiritualidade e cultura popular, criada a partir de uma entrevista, o livro percorre histórias sobre Tambor de Crioula, encantarias, culinária e vida urbana. O babado forte é que esse livro valoriza a narrativa valoriza saberes e afetos frequentemente excluídos das versões oficiais sobre patrimônio e espaço público.

7. GentttÊÊÊ. quem não viu nas redes aqueles abraços e amassos dos jogadores da seleção espanhola, campeã do Mundo, em Ibiza? Vixe. Babado fortíssimo. Especialmente para dois deles: um, o autor do gol que deu a vitória da Espanha. Outro, o louríssimo. E foi ele quem disse: "a segurança masculina também significa não ter medo de manifestar afeto por outro amigo". Saindo de fininho, tá?

8. Gritaram e espeniaram os figurisnistas que não foram consultados pela mãe do fôfo Medina. Ela simplesmente esnobou os grandes da moda e alugou um vestido na loja de Brechó de uma amiga e pronto! Modelo verde com plumas em uma das mangas. Ela entrou na cerimônio e só ouviu "cuxichos". Disseram que era uma camisola. Pode? Tudo preparado pelos granfinos de plantão que não foram consultados. Ha Ha Ha. achei foi bom!

Bioque em grande estilo.

9. Esmeralda Costa, titular da coluna Cordel Brasileiro esmocionada ao ler o grande projeto do poeta cordelista Pedro Sampaio (vice-presidente da APB-CE): "Fortaleza Tricentenária". O homem é brabo. Com impressionantes 300 estrofes, o cordel percorre a trajetória da antiga vila erguida à sombra de um forte até a moderna metrópole que se tornou referência nacional em diversos aspectos. A narrativa contempla fatos históricos, personagens ilustres, manifestações culturais, artistas, humoristas, lendas populares e os 121 bairros da capital, compondo um verdadeiro mosaico poético que valoriza tanto a grande história quanto as memórias cotidianas do povo fortalezense.

10. Lançamento de fôlego será o de Bioque Mesito, em São Luís do Maranhão. Veja o card aqui nesta coluna. Um poeta que não tem grilo na cabeça e nem preguiça na pena. Genial e arretado até a última gota. Sucesso.

11. Gente. Chocadérrima. estava tomando um café aqui perto da Feira do Poeta, no Largo da Ordem (Curitiba-PR), alvorassadíssima pela estreia hoje de minha coluna no famossérrimoooo Facetubes quando ouvi na mesa do lado um casal de maranhenses. Um deles disse: "O Francisco Baia é um 'puta' de um poeta. Já lançou um livro e quer lançar outro. Poesias sentimentalíssimas...e bla bla bla". Baia querido. Que bom ouvir que tu és do Maranhão e é poeta. Falei com meu chefe aqui e ele rasgou elogios pra tu, bichinho bom. Ele me mostrou tua foto. Lindérrimo, viu! 

12. Poeta e ativista cultural, a acadêmica Nauza Luza Martins, da APB-DF é uma das mais autênticas formadoras de opinião deste país, através de suas respeitáveis e chiquérrima antologias que já descobriram grandes nomes da poesia. Mulher de luta, vencedora, arretada. Uma nordestina de fibra que venceu e ainda vence coisas debochadas, vixe, fazendo da vida uma esteira de vitórias. Viu? Tu pensa que eu não te conheço e não sei de teu charme, boneca? Meu amplexo. Meus kisssssssss.

EDITORIAL
Agosto confirma que o livro continua no centro da cultura. Calendário de lançamentos mostra a convivência entre autores consagrados, novas traduções e obras recuperadas. A chegada de títulos internacionais e brasileiros demonstra que o mercado editorial permanece capaz de produzir expectativa e debate público. Mais do que alimentar listas de consumo, os lançamentos renovam o encontro entre leitores, livrarias, editoras, tradutores e bibliotecas. O livro resiste porque não depende somente da novidade, mas de sua capacidade de reorganizar antigas perguntas diante do presente. “Sem despedidas”, de Han Kang, transforma trauma histórico em literatura. Romance da vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2024 revisita um dos episódios mais violentos da história sul-coreana. A narrativa acompanha Kyung-ha, escritora que deixa Seul e segue para a ilha de Jeju, onde milhares de pessoas foram mortas entre 1948 e 1949. Na casa de sua amiga Inseon, ela encontra documentos, sonhos e memórias relacionados à história de uma família atingida pelo massacre. Com intensa prosa poética, Han Kang transforma a luta contra o esquecimento em reflexão sobre a fragilidade e a permanência da vida humana.
Fonte: Bravo! — “Lançamentos de livros mais aguardados de agosto de 2026”. 

 

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“Sem despedidas”, de Han Kang. Nobel de Literatura de 2024.

 

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BABADOS MAIS FORTES
Projeto levou grupos populares e manifestações culturais a diferentes espaços da região histórica de São Luís.
A programação reuniu Bumba Meu Boi, Tambor de Crioula, artesanato, música e expressões religiosas durante os meses de junho e julho. As atividades foram distribuídas por diferentes pontos da Praia Grande, ampliando a circulação de artistas, brincantes e visitantes. A experiência mostrou como a ocupação cultural pode unir patrimônio histórico, turismo, economia criativa e pertencimento comunitário.
A força das manifestações maranhenses não pode permanecer limitada aos meses de junho e julho.
Projetos de ocupação cultural demonstram que grupos tradicionais podem movimentar cidades, escolas e comunidades durante todo o ano. A continuidade das apresentações favorece a transmissão dos conhecimentos entre gerações e gera trabalho para artistas e produtores. Transformar celebrações sazonais em políticas permanentes é preservar o patrimônio sem convertê-lo em simples atração turística.
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão — Caminhos da Cultura.

GELMA aproxima canções juninas e literatura maranhense. Mostra analisou histórias, personagens e referências culturais presentes nas tradicionais toadas do Maranhão. “Os tambores ecoam na Literatura Maranhense” reuniu pesquisadores, escritores e convidados em torno da música popular do Estado. A iniciativa demonstrou que as letras das canções juninas também podem ser estudadas como memória, narrativa e produção poética. Ao aproximar literatura e oralidade, o GELMA amplia o reconhecimento acadêmico e cultural das composições produzidas pelos brincantes.
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão — Caminhos da Cultura.

DIREITOS AUTORAIS E ACADEMIAS
Maranhão mantém unidade de atendimento para registro autoral. Biblioteca Pública Benedito Leite integra a rede regional do Escritório de Direitos Autorais. A unidade atende autores e titulares interessados em receber orientação sobre o registro formal de suas produções intelectuais. O registro não cria a autoria, mas constitui importante elemento de prova em disputas relacionadas à titularidade de uma obra. O serviço possui especial relevância para escritores, pesquisadores, compositores e integrantes de instituições literárias maranhenses.
Fonte: Fundação Biblioteca Nacional — Unidades regionais do Escritório de Direitos Autorais.

Registro de obras intelectuais pode ser solicitado pela internet. Plataforma do Gov.br permite encaminhar pedidos de registro e averbação ao Escritório de Direitos Autorais. O serviço contempla textos literários, pesquisas, músicas, fotografias, audiovisuais, desenhos e outras produções protegidas pela legislação. O requerente informa os dados da autoria, anexa a obra e acompanha digitalmente as diferentes etapas da solicitação. A certidão emitida pelo órgão confirma as informações declaradas e oferece maior segurança jurídica ao autor ou titular.
Fonte: Gov.br — “Registrar ou averbar direitos autorais na Biblioteca Nacional”.

 

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Sesc promove formação sobre línguas e culturas indígenas. Curso apresenta a diversidade dos povos originários a partir da história, das línguas e dos diferentes letramentos. A atividade é conduzida por Aly David Arturo Yamall Orellana, educador e pesquisador amazônida da nação Guarani. A proposta combate a ideia de uma identidade indígena única e evidencia a pluralidade cultural existente entre povos e territórios. O conhecimento das línguas originárias também contribui para rever narrativas escolares marcadas por apagamentos e generalizações.
Fonte: Sesc São Paulo — “Letramentos indígenas: história, línguas e diversidade cultural”.

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FACETUBES/20 GIROS
editoria-Geral c/curadoriade Mhario Lincoln, jornalista e poeta, editor-sênior da Plataforma Nacional do Facetubes.

 

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