Nota do autor de "A BULA DOS SETE PECADOS"
Sinto-me envolvido na fluidez cachoeirante de Joema Carvalho ao passear por sobre as páginas do meu livro, como se numa trilha selvagem, descobrindo clareiras num deserto cheio de verde. Confesso que fiquei deveras embevecido com a caracterização interpretativa de cada poema, frase ou excerto. Tudo indica que Joema precisou despir-se do conceitual analógico para mergulhar na lagoa da minha estupidez - ou não - quando quem ama realmente pode ser estúpido? Esquizofrênico? Perpetuar, a partir dalí, algo único, intocável, imutável? Aí está o joio e o trigo. Joema Carvalho analisou a 'bula' como algo que não cura. Não pode curar, não fala dos remédios. Mas do amargor do remédio tentando curar a ferida do amor perdido. Sim! Apaixonei-me inúmeras vezes. Uma paixão amorosa e carinhosa. Doei-me inúmeras vezes. Mas, quando me deparei com algo diferente dessa paixão, isso, ao invés de abrir o coração, chagou-o, como se uma cruz pesada tivesse que carregar diante das ilusões de paixões descomunais. E dos maus que causei a quem se dispôs a me fazer companhia. Nessa análise da ‘bula’, Joema Carvalho restitui o meu pé de jatobá, antes que o transformasse na restinga original de minha sobrevivência cercado por um mundo ilógico, repetitivo, incentivador do não querer. Joema capinou a essência e me restituiu a alegria de tê-lo escrito, como uma catarse.
Obrigado,
Mhario Lincoln.
A Bula dos Sete Pecados de Mhario Lincoln
Joema Carvalho
Uma bula que “orienta o usuário sobre o uso seguro de um medicamento” através de poemas, prosas e excertos. Uma dinâmica sensação de sedução através de palavras quando elas se combinam com paixão e amor. Um “Shakespeare Apaixonado” e latente. Àquele que expressa o onde todos querem chegar em seu ápice supremo – “minha cabeça, dou-a ao cadafalso que a guilhotina corte a jugular de uma saudade desatina”....”imerso em chamas, dependente, indulgente”.......”poeta que pisou em flores para matar paixões”....”ultimamente sinto que teus braços têm gosto de fuga”....”trespassa-me a alma e seguirei a nota da luz”. “Avermelhou meu lume ...do choro de tua saudade”...”Enfoderando-se”...então...“De chá em chá”, o insucesso de quem busca uma “Bula” mágica para aquilo que não tem cura... Trânsito direto através da ponte do passado clássico, recente e atual, sob um mesmo tema....”hecatombe de todos os meus amores, meu sofrer. Nuances .... buscando a força da manopla. Homérica luta dos quixotes a procura de prazer”....”A la Bonaparte....por paixão, tornei-me enclausurado”.
Morte da noite: dengue ou dengo?
Eu & Ele, um micro que se envolve no macrocosmo, se camufla com fatores e elementos naturais e místicos. Lindo e forte!
Seguindo na ponte através do tempo, o que perdemos e o que ganhamos com o nosso processo evolutivo: “Bíblia Sagrada, La Fontaine, Stanislaw, Maiakovski, Dante, Quixote....mais fácil do que ler um livro é ir ao cinema com uma amiga”. Parece que estamos passando por outro grande passo da história - Atropelamos e perdermos conteúdos, em troca de relampejos resumidos virtuais. O local do “não visto”, onde tudo passa despercebido, fez-me acreditar na existência de Atlântida e de tantas outras civilizações, transmitidas como se fossem meras lendas.
Enfim...”o clarim de combate, destarte, deve soar na consciência de todo Homem que tem semeado a Terra, no equinócio do vai-e-vem”.
“Só mais um louco....Esqueço de ti. Eva ou Adão”...um nó na ordem lógica do que foi dito, “só mais um louco” em meio a tantos esquizofrênicos e/ou psicopatas sem tratamento, soltos na sociedade. Vida longa aos loucos que se assumem e se tratam com arte!!
“Ode a pandora” instiga outro texto a partir do texto do Mhario sobre este mito. “A que tem todos os dons de pensar” jamais manteria portas, janelas, caixas fechadas. Sempre é e será motivada pela curiosidade e criatividade, custe o que custar.
“Cupidos da agonia...felizes os que ouviram, da flecha no peito, o zunido ...infelizes os que desconheceram seu cupido...e morreram vivendo uma vida, que nunca viveram”. Este trecho continua nos “Excertos Meus”: ”Não deixe ninguém discutir sua relação, cada um tem sua digital e seu coração”. Somos joias raras e não podemos depender de algo ou alguém. A vida sempre segue.
Cheio de espiritualidade e conexão com o sagrado, respeito com as suas origens, terra natal - Maranhão, família e amigos. Emocionante o “Saudade, que nada” feito para sua mãe. Antecipa em uma reflexão o contexto gerador da pandemia em que nos encontramos em “A Ficção Endiabrada na Construção do Homem/Humanidade”, texto que nos engole na sua fluidez e lucidez.
“Sextou” o texto, de quem nunca para independente do dia da semana. Incansável meta de fazer florir a beleza em palavras e a suavidade do sussurro do som da alma, expressa através do mais íntimo de quem escreve com verdade.
==============
Leiam o conteúdo da plataforma: www.facetubes.com.br
Jazz&Swing A volta de Augusto Pellegrini com mais um capítulo de seu livro “As cores do Swing”
Facetubes Award Texto de Alexandre Lago (AML) recebe prêmio da Editoria Literária da Plataforma do Facetubes
São João/Maranhão Bumba meu boi, quadrilhas, artesanato e memória oral fazem do S.João maranhense, uma identidade brasileira.
Ensaios/Educação E-BOOK: Literatura, memória e discursos em trânsito: poéticas, identidades e resistências
E-BOOK/UFMA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MENORES EM QUATRO AUTORES CONTEMPORÂNEOS (Parte II)
Educação “PEQUENOS CORPOS VIOLADOS: A VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA MENORES” (Parte III) Mín. 8° Máx. 16°
Mín. 7° Máx. 12°
Chuvas esparsasMín. 5° Máx. 14°
Tempo nublado
Coluna de Cordeiro Filho “Beco da Pacotilha arrumado para receber visitantes”, na nova coluna de Cordeiro Filho
José Claudio Pavão Santana “A SAUDADE DE UMA CAMISA”, texto de Claudio Pavão Santana
Joizacawpy Costa A festa das poderosas mulheres maranhenses na suiça
ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA SERGIO TAMER: “Estados Terroristas: a face oculta da Guerra Moderna”