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Cultura POESIA & FELICIDADE

SÁBADO POÉTICO: poetas convidados de alguns Estados mostram poesias de vários gêneros.

Sábado Poético

23/01/2021 10h45 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: ML
Nauza Luza Martins
Nauza Luza Martins

SÁBADO POÉTICO

As irmãs poetisas: homenagem especial

Ambas pertencem a Academia Literária Internacional de Poetas e Escritores - ALIPE: Nauza, Cadeira 94  e Maura, Cadeira 89.

A poeta Nauza Luza Martins (Brasília DF) tem dois livros de poemas publicados “Jogo de Palavras”/2017 e “Interlúdio Poético”/2020, ambos pela Ed. Chiado Books. É coautora em 26 Antologias Poéticas com temas diversos, algumas em fase de publicação e com previsão de lançamento ainda este ano.

Escreve de uma forma irreverente, sem perder a sutileza. Seu estilo poético é eclético e cosmopolita, trazendo sempre, para o nosso deleite, temáticas diversificadas que abrangem costumes, lugares, curiosidades, culturas do mundo inteiro, e, suas vivências. Tudo isso compõe sua personalidade poética. 

Seus poemas possuem linguagem clara sem perder a erudição, com pinceladas de sedução, encantos e controversos sentires existenciais. Sentires estes, que acabam por dar um toque mágico instigante às suas composições. Também é interessante ressaltar, a intimidade poética desta poeta incrível com a lua, entre seus escritos percebe-se uma cumplicidade salutar com esse ser lunar. 

Seus sentimentos e pensamentos clássicos líricos são perceptíveis em cada verso e em cada estrofe de suas composições como um todo. Portanto, há de se considerar a leitura dos ensaios poéticos da poeta Nauza Luza Martins, uma fascinante viagem ao mundo místico imaginário Nauzaluzano.

NO PÔR DO SOL VEJO VOCÊ

Nauza Luza Martins

Contemplo mais um pôr do sol

Do nosso lugar favorito

Lanço meu olhar sem curvas nem distrações

Fixo no horizonte onde o sol se põe

Elegante, colorido com seus raios brilhantes

Surgem tantas lembranças...tantas!

Você não está aqui. Nada é mais como antes.

 

Preciso guardar minha saudade

Para buscar nas estrelas

Uma fagulha de você onde estiver

Se não encontrar, resta a lua

A lua – meu talismã me levará aonde eu quiser

Minha mente fervilha engendrando maneiras

Inspirando um jeito para que eu seja sua.

 

Elevo meu olhar ao longe, vejo você por toda parte

Aqui, neste lugar, onde juntos tantas vezes

Apreciamos o pôr do sol lindo em seus matizes

Esperando para ser visto em seu glorioso ensejo

Nos inspirou belas canções e poesias de amor

Descrevendo nossos gostosos momentos juntos

Parece até que se alegrava em nos admirar felizes.

 

(Lua de Vênus)

Direitos reservados à autora: Nauza Luza Martins 

Lei nº 9.610, de 19/02/1998

Maura Luza Frazão.

& Maura Luza Frazão (MA): É difícil falar sobre a poeta Maura Luza Frazão de forma resumida. Maura nasceu para brilhar. Sempre se diferenciou por seus posicionamentos frente à vida, família, amizades, trabalho. Maura tem foco, não se fixa na dor, ama sua família e seu trabalho como Educadora realizando um trabalho de excelência em sua ampla área de atuação como Pedagoga e Psicopedagoga.

Maura é diligente, raciocínio rápido, culta, amante da leitura, prima pelo melhor em tudo o que faz. Protetora de seu mundo, de sua própria vida e de sua família.

Maura tem muitos sonhos, luta para realizá-los, renasce a cada dia. Sua vida é a própria definição de renascimento. Nunca se cansa de enveredar por novos caminhos, por novas emoções, novas conquistas, agregando valores aos desafios que se apresentam a ela.

"Fiz-lhe um desafio. Ela murmurou, tripudiou, tentou se justificar dizendo que eu era a poeta da família. Não aceitei tal argumento. Eu a conheço bem. Somos irmãs e almas gêmeas. Herdamos da nossa mãe o mesmo amor e paixão pela leitura. Passava da hora. Joguei duro. Pronto. Maura despertou. Escreveu seu primeiro poema “Minha Essência”. Li e pasmei. Maura, finalmente, capitulou e se reencontrou na poesia", confessa a irmã Nauza Luza.

Assim, não há porque não aplaudi-las com intensidade. Agora, Maura, por seu primeiro livro solo de poemas “Nuances de uma Essência” no estilo SPINA, nova forma poética, justo que, se identificou com o mesmo e nele brilha como uma estrela em ascensão. É coautora em 21 Antologias Poéticas de temas diversos, algumas em fase de publicação e com previsão de lançamento ainda este ano. E agora, com EXCLUSIVIDADE, o primeiro poema escrito por Maura Luza. Que #honra ser publicado pelo Sábado Poético/Facetubes.

MINHA ESSÊNCIA

Maura Luza Frazão

Muitas vezes me sinto a divagar...

Em pensamentos e devaneios existenciais

Aprendi com o tempo a ser essa pessoa 

Que todos acreditam compreender

Uma pessoa amável e fácil de conquistar...

Amável sim..., contudo, fácil?

Nem pensar!

 

Muitas vezes preciso esconder

Minha essência de mulher forte

Num cenário onde a fraqueza é protagonista

Permeado por pessoas lamurientas

Onde uma mulher firme... 

E de ideais desmistificados de tabus

Precisa quase sempre...esconder a sua essência.

 

Muitas vezes me sinto cheia de espaços vazios

Inquieta com algumas certezas intrínsecas ao meu ser

Em alguns momentos o arquétipo da mulher virtuosa

Em uma sociedade machista...

Em outros a menina... a mulher... a esposa... a amante....

Ou então, apenas EU!

E minha essência real e plena de mulher.

 

Muitas vezes me divirto pensando...

Me perco em meus devaneios...e me pergunto

O que fariam todos à minha volta

Se pudessem me ver como verdadeiramente SOU?

Simplesmente mulher - firme, forte, inteligente

Sagaz e com uma boa pitada de alta autoestima

Que sonha com um mundo livre de limites de expressão!!!

 

Da Antologia Registros Femininos – Chiado Books. 

Maura Luza Frazão. São Luís/MA/Brasil.

 

Destaques poéticos da semana

Letícia Mariana.

Leticia Mariana (RJ/RJ)

Letícia é brasileira, mora no Rio de Janeiro e tem 20 anos de idade.

Escritora, palestrante e criadora de conteúdo na internet. Acadêmica da Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil (ACILBRAS), ocupando a cadeira número 280, tendo como seu Patrono o Comendador Maestro Caaraura, sendo também assistente administrativa da academia.

Autora da obra ‘Entre Barbantes’, publicada em 2018 pela Editora Multifoco sob o selo ‘Birrumba’. Congressista no ‘Congresso Universal de Escritores’, sede em Lima, Peru. Participa de encontros virtuais internacionais e também de debates em rádios brasileiras.  

 

Eterno penar

Letícia Mariana

Os poetas da janela,

Eterno penar!

Eu, poetisa dos mortos,

E do enclausurar!

Vivo em papéis sentidos,

Quartel e sensações!

Descanso sem destinos,

Almofada sob espinhos.

Lágrimas que alegram,

Numa eternidade que grita.

Bebo sem álcool,

Mas o efeito está em mim.

Sou o sim,

O não,

E o tudo!

Sou mulher no escuro,

E homem na poesia.

Sou feminina,

Mas não me quero?

Eterno penar,

Sou o fim do tormento,

E também o iniciar,

Do lamento!

 

 

Destaques Maranhenses:

Francisco Tribuzi.

Francisco Tribuzi (São Luís/MA, 24 de janeiro de 1953). Poeta brasileiro. Autor do livro Verbo Verde (1978), também dos inéditos: Azulejado (poesia), Tempoema (poesia) e Sob a ponte (contos). Possui publicações em jornais, revistas e antologias, como Hora de Guarnicê, Poetas da Ponte, A Poesia Maranhense no Século XX (org. Assis Brasil) e Atual Poesia do Maranhão (org. Arlete Nogueira Machado). A produção literária de F.T. foi destacada em As Lâmpadas do Sol (ensaio de Carlos Cunha) e Um degrau (revista literária da UFMA). Filho do poeta Bandeira Tribuzi. Prepara uma publicação que reúne seus trabalhos inéditos. (MA).

 

Domingo

  Francisco Tribuzi 

 

O domingo é uma fogueira 

Queimando as cinzas das horas mortas

Com seu silêncio escorrendo da goteira

Feito  a solidão se escondendo atrás das portas

 

O Domingo parece uma chuva passageira

Lavando levando  as horas mortas

Sumindo a solidão derradeira

Entre portos perdidos de suas rotas.

 

 

JB do Lago.
JB do Lago.

JOÃO BATISTA GOMES DO LAGO (MA):Desde muito cedo JOÃO BATISTA DO LAGO teve contato com o universo da literatura, sobretudo a Poesia, que, segundo ele, “faz parte da natureza do maranhense, a ponto das pessoas se tratarem pelo codinome comum a todos de ‘Poeta’ ao se encontrarem ou passarem umas pelas outras”. Essa característica maranhense, segundo o autor, “fez com que eu me tornasse um poeta compulsivo, mas ao mesmo tempo desenvolvi uma severa autocrítica”. Em razão disso, diz ele: “apesar de ter produzido, ao longo de todos esses anos, em torno de cinco mil versos, aproximadamente, nunca me achava capaz de publicar um livro; tenho em mente que a minha poesia está sempre na iminência de ser completada, melhorada, atualizada e contextualizada no meu presente… no meu campo real”. E sintetiza: “Penso que agora estou pronto para publicar um livro de poesias!”.

Ao falar mais especificamente do caráter literário da sua poética JOÃO BATISTA DO LAGO revela que se considera um poeta “surracionalista” (palavra cunhada pelo filósofo Gaston Bachelard), ou seja, “tal qual no surrealismo utilizo as palavras como objeto para alcançar o objetivo de uma ‘experienciação’ para uma nova realidade experimental, sacando-a do campo da simples epistemologia e introduzindo-a no campo da ontologia pura, na qual é operante uma meta-estética da fenomenotécnica; minha proposta é ultrapassar a simples qüididade da palavra e do texto no que se refere à essencialidade ou a substancialidade – seja geométrica, estética ou gramatical. Ora, isso sugere a desverbalização da palavra em si, de si e para si, o que significa a desconstrução do discurso da palavra ou do texto homófono, para constituí-lo e fixá-lo como ‘sujeito’ do discurso substancial, real e concreto, em síntese, ontológico”.

DESENCONTROS

João Batista do Lago

Vão, minh'asas,

E diz a ela, por favor,

Que a esperei pela noite inteira.

Diz a ela, diz a Jaci,

Que as montanhas modernas

A esconderam de mim;

E que o senhor do tempo

Ciumento e carrancudo

Fez do nosso encontro trovões e relâmpagos.

Vão, minh'asas,

Diz a ela, diz a Jaci,

Que amanhã estarei aqui.

 

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Edmilson Sanches.

Convidado Especial: Edmilson Sanches

Consultor/Palestrante na empresa Consultoria. Trabalhou como Consultor na empresa Associação Comercial e Industrial de Imperatriz - ACII (2004 / 2006). Trabalhou como Editor na empresa Instituto Imperatriz 2001/2003. Trabalhou como Assessor da Presidência - Brasília - DF (último cargo) na empresa Banco do Nordeste do Brasil S. A. (1979 / 1996). Trabalhou como Secretário de Desenvolvimento na empresa Prefeitura Municipal de Imperatriz (1997 / 1999). Estudou Psicopedagogia (pós-graduação) ( não-concluída) na instituição de ensino Ministério do Exército / Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estudou Administração e Negócios (pós-graduação) na instituição de ensino UMC - Fortaleza, Ceará. Estudou Bacharelado em Administração Pública na instituição de ensino Universidade Estadual do Maranhão. Estudou Update in Organizational Behavior (seminário) na instituição de ensino Wharton School of Business. Estudou Direito (Não concluído) na instituição de ensino Universidade Federal do Ceará (UFC) - Fortaleza, Ceará. Estudou Letras na instituição de ensino Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. Estudou Comunicação para o Desenvolvimento Regional - Cátedra UNESCO na instituição de ensino Universidade Metodista de São Paulo. Estudou Administração Pública (aperfeiçoamento) na instituição de ensino UNEB, Brasília-DF. Frequentou Colégio São José - (Contabilidade) - Caxias (MA). Mora em Imperatriz.

 

VIA

 

À parecença de Cristo

de Paulo

Pedro

Francisco

viajo

caminho

ando

ando

ando.

 

Tal qual o Salvador,

que nem gente santa

-- mas não a eles igual --,

eu pecador

prego 

(“De que adianta?!”)

conhecimento

futuro

esperança

positividade.

Amor.

 

Ide

e pregai.

 

Assim,

ando

ando

ando.

 

Também se plantam

flores

com os pés.

 

EDMILSON SANCHES

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