
Nota do Editor ML: Trabalhar com livros físicos numa época em que os laptops e kindles assumem quase 75% das vendas do setor e similares neste país, seguindo uma tendência inevitável do mundo moderno, torna-se uma tarefa árdua e bem difícil. Exemplo nos vem de duas super-livrarias com pedidos judiciais de sobrevivência, como a Cultura e a Saraiva, (vide matéria completa sobre esse assunto em: https://www.facetubes.com.br/noticia/144/as-livrarias-podem-estar-morrendo-diante-da-crise-livreira-do-brasil-), entre dezenas de outras livrarias menores, espalhadas pelos quatro cantos deste continente. Todavia, indo na contra-mão desse quadro horrorizante, a livraria da AMEI - Associação Maranhense de Escritores Independentes - vem se mostrando robusta, interessante, cheia de confiança, através de expertises implementadas por uma diretoria responsável "cujas ações são milimetricamente programadas, pois a maioria de nossos custeios são próprios", como diz o presidente da entidade, escritor português José Viégas, há muito domiciliado na cidade de São Luís-Ma, auxiliado por um equipe incrível de voluntários (muitas das vezes os próprios autores), liderada pela escritora Cleo Rolim.
O Brasil realmente precisa conhecer essa iniciativa tão importante para as letras do Maranhão, quanto o ar que os poetas respiram. Não é exagero. Antes da AMEI, dezenas de autores do Maranhão não tinham oportunidades de mostrar suas obras, na maioria das vezes, encalhadas em algumas bancas de revista, outras em bibliotecas públicas municipais, à titulo de doações. A produção literária, antes à altura de uma "Athenas Brasileira", como chamavam a capital do Estado, era incipiente e só aqueles que possuiam condições financeiras para se autobancarem é que produziam livros.
Com a criação dessa Associação Independente, muita coisa mudou. Todos os que a procuram tem chances iguais de expor suas obras. E mais: têm um lugar propício para os lançamentos (era outro problema) de forma gratuita e com cobertura da mídia interna da entidade, fato que, em 3 anos, somaram-se mais de 1.800 eventos.
Mas não vou me estender muito. A partir daqui começo a me emocionar pela beleza de tudo que vejo alí dentro e posso acabar transformando meu texto jornalístico impessoal, numa autêntica carta de amor poético a AMEI. Por isso, deixo que o próprio presidente Viégas discorra sobre a entidade, abaixo:
A FORÇA DA UNIÃO!
Ontem, 15 de abril, fez exatamente 3 anos que a Associação Maranhense de Escritores Independentes -AMEI inaugurou sua Livraria e Espaço Cultural no São Luís Shopping.
Os escritores maranhenses unidos através da AMEI conseguiram não só ao longo desses 3 anos reavivar a pujança da literatura maranhense como ainda mostrar o grande espírito de união cultural que anima a família literária maranhense tendo acolhido em seu seio inúmeros artistas plásticos, atores, músicos, cantores, e dos mais importantes componentes da sociedade intelectual e cultural do Estado.
Nesses 3 anos apresentamos à sociedade maranhense mais de 1.800 eventos culturais gratuitos no Espaço Cultural e de entres estes mais de 480 eventos foram lançamentos de novas obras literárias maranhenses. A esses números dos 3 últimos anos acresce, apenas neste último ano, nossa contribuição, através de nossa parceria editorial, à edição de mais de 60 títulos novos de autores maranhenses.
Nada disso teria sido possível sem a contribuição de cada um de vocês (escritores, leitores, artistas plásticos, artesões, atores, cantores, músicos, bailarinos, contadores de histórias, palestrantes, professores, jornalistas) que de uma forma ou outra contribuíram para esta história.
Não podemos nesta ocasião deixar de agradecer a parceria e o acolhimento que sempre tivemos por parte da Administração e da equipe de Marketing do São Luís Shopping, que tiveram a visão antes de todos os demais de que era importante oferecer aos seus visitantes para além do comércio, da alimentação, do lazer, também uma ampla mostra gratuita de tudo o que de melhor se faz na cultura local.
Tudo isto só foi possível porque juntos acreditamos e vivenciamos A FORÇA DA UNIÃO.
DO MARANHÃO PARA O MUNDO!
Todos os dias, desde a fundação da AMEI em 25 de agosto de 2016, temos trabalhado com zelo e sem medir esforços para que a AMEI se tornasse um marco e alicerce do renovo da Atenas Brasileira, criando e mantendo a oferta do Espaço Cultural e Livraria AMEI como o mais amplo canal de divulgação e promoção da literatura e cultura maranhense até hoje disponibilizado.
Mas hoje estamos imersos numa situação que vem afetando o mundo inteiro e que nenhum de nós poderia ter previsto. Estamos passando por um momento sem precedentes na história que não só afeta a saúde das pessoas que amamos, como traz dificuldades acrescidas de sobrevivência para as empresas, instituições e atividades das quais dependemos, de tal forma que a economia mundial, passada esta crise, não mais será a mesma e terá de se reinventar repensando suas prioridades.
Mais do que nunca, nesse momento de combate a uma pandemia, estamos firmes em nosso compromisso com a Literatura Maranhense, preparando-nos para vários cenários pós-crise em prol de nossos colaboradores, sócios, clientes, e parceiros escritores, editoras, artesões, artistas plásticos, oficineiros, músicos, palestrantes...
Estamos conscientes de que devemos nos preparar para um retorno que não poderá mais ser apenas uma continuação do que foi. Precisamos continuar de consolidar todo o trabalho realizado e ainda assim abrir novos horizontes para a literatura e cultura maranhense, usando tudo o que estiver ao nosso alcance.
Hoje, mais do que nunca precisamos consolidar e aumentar ainda mais nosso número de associados. Se você ainda não é sócio e está disposto a ajudar neste desafio da sobrevivência, renovo e crescimento da literatura e cultura maranhense, venha se juntar a nós, porque somente juntos conseguiremos não só prevalecer como continuar de fazer a diferença e levar a nossa literatura e cultura DO MARANHÃO PARA O MUNDO.
Agradeço aos nossos sócios, clientes, parceiros, amigos e simpatizantes da AMEI pela confiança que depositam no nosso trabalho todos os dias.
José Viegas
Presidente da Associação Maranhense de Escritores Independentes - AMEI
EDUCAÇÃO Maranhense Sharlene Serra integra a programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026
EXCLUSIVO Euclides Moreira Neto: “DESFILE DO DIA DA RAÇA E O 7 DE SETEMBRO”
MUSICA É VIDA Chiquinho França levou “Fissura” a Brasília, no Clube do Choro, território de encontro da música brasileira
SETEMBRO SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
MUNDO NOVO “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO Mín. 10° Máx. 17°
Mín. 7° Máx. 15°
Chuvas esparsasMín. 5° Máx. 11°
Tempo nublado
Coluna de RUY PALHANO A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica