LEDA, LEILA E LÚCIA: irmãs de Arte e de NASCIMENTO
Linda Barros
Estrelas de um universo não muito distante desfilam nos palcos maranhenses: Leila, Leda e Lúcia Nascimento. Três mulheres, três ícones das artes, três irmãs unidas pela mesma paixão: os palcos. Cada uma com seu brilho próprio, mas emanadas pelo mesmo holofote, sem jamais deixar as outras no escuro. As três irmãs vivem da arte de interpretar, cada uma com sua cena, cada uma com seus personagens e as três vivendo na cumplicidade de viver do teatro.
Como em nosso país os artistas não podem e nem conseguem viver e sobreviver de sua arte, com as irmãs Nascimento não foi diferente. Leila, além de atriz, quando não está nos palcos, tem como outra profissão, a de Socióloga. A atriz iniciou sua carreira artística na década de 60, na peça “Abraão e Sara”, do padre, teatrólogo e romancista João Mohana, espetáculo que reinaugurou o teatro Arthur Azevedo. Além desse espetáculo, Leila Nascimento atuou em “A Gata Borralheira”, texto de Maria Clara Machado, e “O Largo do Desterro”, baseado na obra do maranhense Josué Montello.
Leila também atuou no cinema, a atriz participou dos filmes “Carlota Joaquina”, filme dirigido por Carla Camuratti e de “O Dono do Mar”, baseado na obra do Imortal José Sarney. Na década de 1970, Leila recebeu o prêmio de atriz revelação, em Festival de Teatro de São Paulo/SP.
Lúcia Nascimento é a outra estrela da mesma família que seguiu a carreira artística. Assim como sua irmã, também tem uma profissão paralela às artes. Além de atriz, é diretora, produtora e assistente social. Lúcia é graduada em Arte Dramática e Assistente Social no Rio de Janeiro. Suas destrezas artísticas começaram muito precocemente aos nove anos, época em que estudava na Escola Modelo Benedito Leite. Lúcia Nascimento atou em mais de trinta espetáculos, na época em que participava do grupo Teatro e do Maranhão. Outros grupos dos quais fez parte foram Grupo Mutirão e Grupo Gangorra, lá ela atuou como diretora. Na década de 1990, Lúcia foi Secretária de Estado da Cultura e ainda dirigiu o Grupo Nova Semente do Colégio Universitário
A atriz com sua vida eclética, além de todos esses grupos dos quais fez parte, de inúmeros espetáculos, entre eles: “Chapeuzinho Vermelho”, texto de Maria Clara Machado; “A Noite dos Assassinos” de José Triana; dividiu os palcos com Leila Nascimento no espetáculo “Abraão e Sara” texto de João Mohana; “O Noviço” baseado na obra de Martins Penna; e atuou no espetáculo “O Santo Inquérito” de Dias Gomes; No final da década de 1970, atuou na peça “Pedreira das Almas” de Jorge de Andrade, dirigido pelo inesquecível Aldo Leite.
O terceiro nome que compõe a grande estrela de três pontas é Leda Nascimento. Atriz e Pedagoga, é uma grande intérprete, que quando está no palco, certamente enche a todos com sua magia e talento. Leda dividiu os palcos com a irmã Lúcia Nascimento no espetáculo “A Noite dos Assassinos”, texto do cubano dramaturgo e escritor José Triana e direção de Reynaldo Faray.
A artista iniciou seu despertar para as artes bem cedo, aos 14 anos, quando integrou o elenco da peça “O Rapto das Cebolinhas”, baseado no texto de Maria Clara Machado. Leda Nascimento fez parte do Grupo Mutirão e participou de dezenas de espetáculos, onde foi dirigida por grandes nomes do teatro no Maranhão, como Tácito Borralho, Américo Azevedo, Jurandir Pereira, entre outros.
Foram muitos os espetáculos em que essa estrela de primeira grandeza deixou sua marca, entre eles destacamos: “Dona Patinha Vai Ser Miss” de Artur Maia; “O Rapto das Cebolinhas” de Maria Clara Machado; “Por Causa de Inês” de João Mohana e não podia deixar de mencionar o espetáculo de um dos maiores nomes do nosso teatro, a peça “Pleito”, de Aldo Leite. Encerramos aqui esse passeio galáctico, mostrando essa grande estrela que na década de 1970, em São Paulo, levou o prêmio de melhor atriz com “A Revolução dos Beatos”.
Por fim, Leda, Leila e Lúcia, são nomes que fazem parte do cenário cultural maranhense, levando no sobrenome o legado da família Nascimento.
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