PH: à luz dos 50
Linda Barros, Escritora, Atriz e Membro da Academia Poética Brasileira
Todos nascem com uma luz própria, mas nunca é demais dar um empurrãozinho para que todos possam ver sua “luz”. Algumas pessoas já chegam ao mundo sob o brilho dos holofotes, outras nem tanto. E há outras que vêm ao mundo com essa missão de fazer com que os outros nos vejam. Assim parece ser o destino de um dos mais brilhantes colunistas da sociedade maranhense: Pergentino Holanda.
Escritor, jornalista, poeta e colunista, PH (como é conhecido no meio social) é um dos maiores, senão o maior representante do colunismo social do Maranhão na atualidade. É uma vida inteira dedicada a mostrar os grandes acontecimentos na capital ludovicense. Como escritor, tem em seu currículo o livro “Existencial de Agosto e Outras Viagens Poéticas”. É uma obra composta por poemas que tratam principalmente de sentimentos, inquietudes, expectativas, muita saudade e ausências sentidas pelo poeta.
O expressivo colunista tem infinitos nomes que o influenciaram em sua carreira ao longo desses 50 anos, mas não podemos deixar de destacar entre eles Bandeira Tribuzi, José Sarney, Nonnato Masson e tantos outros nomes igualmente importantes.
Pergentino tem o brilho da pena que o conduz a levar as outras pessoas às páginas dos jornais, dos blogs, dos folhetins com tanto esmero que hoje é o único brasileiro a receber a Medalha Nacional do Mérito das Comunicações, feito alcançado no governo do então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso (o FHC).
Recentemente a Assembleia Legislativa, através do projeto de autoria da deputada Helena Duailibe, concedeu a medalha “Manuel Beckman” ao jornalista, afinal é meio século dedicado à imprensa e à sociedade maranhense, ao colunismo social e tantas outras vertentes da nossa arte na capital do Bumba-boi.
Em 2020, Pergentino Holanda lançou mais duas obras. A primeira, “Em busca de Vultos Perdidos”, livro que reúne crônicas que foram publicadas no Caderno PH Revista, do Jornal O Estado do Maranhão, obra essa prefaciada por Joaquim Itapary; e o segundo título, “PH: Ícone e Grife da Sociedade”, que é uma biografia autorizada e escrita pelo jornalista Thiago Bastos.
A melhor coisa da vida é poder fazer o que se quer, pois, só assim, podemos ter um longo percurso à nossa frente, fazendo com que nos dediquemos única e exclusivamente para isso. E então, quando olhamos para frente, literalmente, temos um horizonte inacabado, embora ele já exista há muitos anos. É o exemplo desse polivalente colunista, que comemorou meio século mostrando e retratando a vida de muitos cidadãos ilustres da cidade natal de Ferreira Gullar. Como bem disse PH sobre sua paixão pela sua carreira: “o jornalismo é a minha paixão mais recorrente. Ou seja, cinco décadas do exercício pleno e ininterrupto do jornalismo é antes de tudo uma paixão pela informação. Afinal, só acredito no trabalho sem medida, no desejo de estar sempre presente fazendo, sem nunca ficar no meio do caminho”, afirmou certa vez.
A idade cronológica também é só um detalhe na vida das pessoas. Sete décadas parecem pesar nos nossos ombros, no entanto, não é o que acontece na vida desse cidadão natural de Presidente Dutra e filho de Geraldo Holanda Cavalcante e de Maria Nazaré Gomes Cavalcante (conhecida carinhosamente entre os mais íntimos como “Zazá Holanda). Onde a aridez da vida trouxe consigo a leveza e o brio de Pergentino Holanda que sempre teve influência do autodidatismo de seu pai.
Por fim, dizer que desde que o mundo é mundo, as oportunidades estão para todos, embora nem todos tenham brilho tão forte, que consigam ultrapassar meio século de atividade profissional transformando a vida das pessoas, tornando-as seres humanos ainda mais iluminados.
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