Quinta, 19 de Maio de 2022

Poucas nuvens

Curitiba - PR

Brasil Convidada APB

Esmeralda Costa: " PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE MÃES"

Uma homenagem à poética de Pedro Sampaio, da APB/CE

08/05/2022 às 11h11
Por: Mhario Lincoln Fonte: Esmeralda Costa
Compartilhe:
Esmeralda Costa com sua mãe.
Esmeralda Costa com sua mãe.

Falar de mãe, nem sempre é tarefa fácil, ou porque se tem tanto para falar e não se sabe por onde começar, ou porque seu anjo materno não está mais do seu lado e quando se tenta falar, a saudade e o choro tomam conta do ser e as palavras não saem.

Graças a Deus, eu me encaixo no primeiro caso, tenho uma mãe linda, maravilhosa e muito inspiradora que até de nome é minha Felicidade. E confesso que as palavras não são suficientes para expressar o seu significado na minha vida e na vida dos meus irmãos. “Amor, puro amor” e “Anjo de Deus” são as que melhor a definem.

Bom, estou aqui não para falar da minha  mamãe, mas o título acima “Pra não dizer que não falei de mães” é como intitulo os vários sonetos e outros poemas que o amigo Pedro Sampaio desenvolveu durante o mês de maio do ano  2020. Em meio ao caos que estávamos vivendo por conta da Pandemia do Coronavírus, é bem provável que muitas pessoas especiais tenham sido pouco lembradas. Muitas mães não receberam beijos e abraços de seus filhos devido ao distanciamento social que por necessidade foi imposto à população do Brasil e de várias outras partes do mundo. Em meio a tudo isso, um ser iluminado por Deus e que não tem mais do seu lado seu anjo materno, alegrou o mês das mães daquele ano com uma poesia diária, lembrando que mãe é um ser sublime e contemplando os vários tipos de mães. Mães operárias, como a Mãe Gari , “Mãe professora”, “Mãe Guarda municipal” e “Mãe Agricultora”. 

Mãe Heroína

Mãe Gari, feliz vai varrendo

Seu trabalho valioso simplesmente é vital

Vou te aplaudindo festejando e dizendo

Muito obrigado, por todo seu alto astral

 

Sem Mãe Gari, o que seria do povo d'uma cidade?

Como ficaria a essência da limpeza?

Mãe Gari, é sublime preciosidade

Nela habita, um trabalho de grandeza

 

Cuida do filhos, das praças da nação

Chegando em casa, abraça outra missão

Com dignidade vai, cada filho educar

 

Ela sonha com os filhos em progresso

Alcançando dignamente o sucesso

Mãe Gari é heroína, sempre a se superar

 Pedro Sampaio

 

Mãe Professora

A Mãe conformação educadora

É como se, multiplicasse a gestação

Em sala de aula é Mãe a professora

E cada aluno é filho do coração

 

Ela ama, educa e lhe orienta

Fica para sempre cada aluno na memória

Figura de Mãe professora representa

Cada aluno teve uma em sua trajetória

 

Na infância quem fez um belo jardim

Professora feito Mãe seu carinho não tem fim

Em cada braço acende a a esperança

 

Seus cuidados todo selo é motivo de saudade

transcorridos de criança até sua mocidade

Nos faz querer voltar aos bons tempos de criança

(Pedro Sampaio)

 

Mãe Guarda Mãe

A Mãe com seu instinto maternal

Na segurança revela sua nobreza

Como a primeira Mãe na Guarda Municipal

Inspetora Aldenir orgulho em Fortaleza

 

Na Guarda seu trabalho e sua ação

Deixa rastro materno no caminho

Usa tática com diálogo e afeição

E contorna os conflitos com carinho

 

Representa na guarda a Mãe querida

Hoje são muitas Mães na mesma lida

Na nossa Guarda em seus muitos pelotões

 

Guarda Municipal nessa terra de Iracema

São muitas Mães inspirando esse poema

Cada uma segue vivendo as suas emoções

 (Pedro Sampaio)

 

Mãe Agricultora

Ara a terra e semeia com ternura

Ao sol do meio-dia surge forte sentimento

O da Mãe que vive da agricultura

É sonhar com a colheita lhe dando bom sustento

 

E ter fartura no seio da família

Pra não sofrer, da seca judiação

Cada cova no roçado ela palmilha

Ela limpa, broca mato, e caleja sua mão

 

Ao contemplar a sua roça bem florada

E garantida, pela terra bem molhada

A Mãe Agricultora, sente intensa alegria

 

Louva a Deus, em clima de fé, festivo

Por ter tido, um ano super produtivo

Sem esquecer a Mãe do Céu Virgem Maria.

(Pedro Sampaio)

O poeta, enfatiza ainda as mães marginalizadas, que são vítimas do descaso da sociedade e do preconceito racial como “Mãe sem teto" e “Mãe Indígena Mãe”.

Mãe Sem Teto

A Mãe que se abriga nas calçadas

Sob marquises nas ruas das cidades

Mães e filhos, famílias abandonadas

Sofrendo agruras terríveis das maldades

 

De cada filho essa Mãe teme o futuro

Lhe apavora por faltar  educação

Desesperada busca achar porto seguro

Pra se livrar dessa terrível aflição

 

Vivem nas ruas as Mães pobres e sem teto

sempre carentes de carinho e afeto

Expostas ao sol e ao frio pela noite

 

A Mãe sem teto vê estrelas ao sonhar

Que sua vida possa vir se transformar

E que se livre com seus filhos desse açoite

(Pedro Sampaio)

 

"Mãe Indígena Mãe"

A Mãe, número um desse país

Mãe indígena na tribo é guerreira

Nas aldeias nossa índia é a raiz

Da árvore genealógica, materna brasileira

 

Não importa, qual seja a sua etnia

A India Mãe revela, toda sua afeição

Ela tem força e tem muita energia

E traz no sangue a marca da superação

 

Na minha terra, tem Mãe Tapeba e Anacé

Mãe Kariris, Jenipapo e Tremembé

Pitaguary, Kalabaça e Potyguara

 

Mãe Tapuyo, Kanindé e Gavião

Tem Iracema India Mãe da ficção

E a grandeza da Mãe India Tabajara

( Pedro Sampaio)

Para Pedro Sampaio todas essas mães são grandes guerreiras e ele também descreve o heroico ser materno em "Mãe Guerreira"

Mãe Guerreira

A Mãe Operária a que sai de madrugada

Pra cumprir o ofício, de sua profissão

É dupla para ela, todo dia a jornada

Quando chega em sua casa é árdua sua missão

 

Cuida de filhos, da comida organiza o seu dia

Muitas vezes o corpo, se rende ao cansaço

As dores de cada filho, com zelo alivia

Alimenta sua alma, seu carinho e abraço

 

Dia seguinte volta tudo, a luta continua

Deixando cedinho a casa, e partindo para rua

Sente no suor do rosto, a gota do orvalho

 

Divide a vida, entre filhos e a labuta

Enfrentar dificuldade, essa é sua conduta

É assim a Mãe Guerreira na força do trabalho   

 (Pedro Sampaio)

O autor emociona quando fala de mãe ou quando com Carlos Alberto Alkasar dialoga com a mãe em “Mulher de Maio”  e se emociona ao tempo que também emociona o leitor em “Homenagem de um órfão”,mais im texto da parceria com Alkasar que Sampaio divulgou em seu diário virtual (Página Facebook) no dia das mães, ano 2020.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias