Falar de mãe, nem sempre é tarefa fácil, ou porque se tem tanto para falar e não se sabe por onde começar, ou porque seu anjo materno não está mais do seu lado e quando se tenta falar, a saudade e o choro tomam conta do ser e as palavras não saem.
Graças a Deus, eu me encaixo no primeiro caso, tenho uma mãe linda, maravilhosa e muito inspiradora que até de nome é minha Felicidade. E confesso que as palavras não são suficientes para expressar o seu significado na minha vida e na vida dos meus irmãos. “Amor, puro amor” e “Anjo de Deus” são as que melhor a definem.
Bom, estou aqui não para falar da minha mamãe, mas o título acima “Pra não dizer que não falei de mães” é como intitulo os vários sonetos e outros poemas que o amigo Pedro Sampaio desenvolveu durante o mês de maio do ano 2020. Em meio ao caos que estávamos vivendo por conta da Pandemia do Coronavírus, é bem provável que muitas pessoas especiais tenham sido pouco lembradas. Muitas mães não receberam beijos e abraços de seus filhos devido ao distanciamento social que por necessidade foi imposto à população do Brasil e de várias outras partes do mundo. Em meio a tudo isso, um ser iluminado por Deus e que não tem mais do seu lado seu anjo materno, alegrou o mês das mães daquele ano com uma poesia diária, lembrando que mãe é um ser sublime e contemplando os vários tipos de mães. Mães operárias, como a Mãe Gari , “Mãe professora”, “Mãe Guarda municipal” e “Mãe Agricultora”.
Mãe Heroína
Mãe Gari, feliz vai varrendo
Seu trabalho valioso simplesmente é vital
Vou te aplaudindo festejando e dizendo
Muito obrigado, por todo seu alto astral
Sem Mãe Gari, o que seria do povo d'uma cidade?
Como ficaria a essência da limpeza?
Mãe Gari, é sublime preciosidade
Nela habita, um trabalho de grandeza
Cuida do filhos, das praças da nação
Chegando em casa, abraça outra missão
Com dignidade vai, cada filho educar
Ela sonha com os filhos em progresso
Alcançando dignamente o sucesso
Mãe Gari é heroína, sempre a se superar
Pedro Sampaio
Mãe Professora
A Mãe conformação educadora
É como se, multiplicasse a gestação
Em sala de aula é Mãe a professora
E cada aluno é filho do coração
Ela ama, educa e lhe orienta
Fica para sempre cada aluno na memória
Figura de Mãe professora representa
Cada aluno teve uma em sua trajetória
Na infância quem fez um belo jardim
Professora feito Mãe seu carinho não tem fim
Em cada braço acende a a esperança
Seus cuidados todo selo é motivo de saudade
transcorridos de criança até sua mocidade
Nos faz querer voltar aos bons tempos de criança
(Pedro Sampaio)
Mãe Guarda Mãe
A Mãe com seu instinto maternal
Na segurança revela sua nobreza
Como a primeira Mãe na Guarda Municipal
Inspetora Aldenir orgulho em Fortaleza
Na Guarda seu trabalho e sua ação
Deixa rastro materno no caminho
Usa tática com diálogo e afeição
E contorna os conflitos com carinho
Representa na guarda a Mãe querida
Hoje são muitas Mães na mesma lida
Na nossa Guarda em seus muitos pelotões
Guarda Municipal nessa terra de Iracema
São muitas Mães inspirando esse poema
Cada uma segue vivendo as suas emoções
(Pedro Sampaio)
Mãe Agricultora
Ara a terra e semeia com ternura
Ao sol do meio-dia surge forte sentimento
O da Mãe que vive da agricultura
É sonhar com a colheita lhe dando bom sustento
E ter fartura no seio da família
Pra não sofrer, da seca judiação
Cada cova no roçado ela palmilha
Ela limpa, broca mato, e caleja sua mão
Ao contemplar a sua roça bem florada
E garantida, pela terra bem molhada
A Mãe Agricultora, sente intensa alegria
Louva a Deus, em clima de fé, festivo
Por ter tido, um ano super produtivo
Sem esquecer a Mãe do Céu Virgem Maria.
(Pedro Sampaio)
O poeta, enfatiza ainda as mães marginalizadas, que são vítimas do descaso da sociedade e do preconceito racial como “Mãe sem teto" e “Mãe Indígena Mãe”.
Mãe Sem Teto
A Mãe que se abriga nas calçadas
Sob marquises nas ruas das cidades
Mães e filhos, famílias abandonadas
Sofrendo agruras terríveis das maldades
De cada filho essa Mãe teme o futuro
Lhe apavora por faltar educação
Desesperada busca achar porto seguro
Pra se livrar dessa terrível aflição
Vivem nas ruas as Mães pobres e sem teto
sempre carentes de carinho e afeto
Expostas ao sol e ao frio pela noite
A Mãe sem teto vê estrelas ao sonhar
Que sua vida possa vir se transformar
E que se livre com seus filhos desse açoite
(Pedro Sampaio)
"Mãe Indígena Mãe"
A Mãe, número um desse país
Mãe indígena na tribo é guerreira
Nas aldeias nossa índia é a raiz
Da árvore genealógica, materna brasileira
Não importa, qual seja a sua etnia
A India Mãe revela, toda sua afeição
Ela tem força e tem muita energia
E traz no sangue a marca da superação
Na minha terra, tem Mãe Tapeba e Anacé
Mãe Kariris, Jenipapo e Tremembé
Pitaguary, Kalabaça e Potyguara
Mãe Tapuyo, Kanindé e Gavião
Tem Iracema India Mãe da ficção
E a grandeza da Mãe India Tabajara
( Pedro Sampaio)
Para Pedro Sampaio todas essas mães são grandes guerreiras e ele também descreve o heroico ser materno em "Mãe Guerreira"
Mãe Guerreira
A Mãe Operária a que sai de madrugada
Pra cumprir o ofício, de sua profissão
É dupla para ela, todo dia a jornada
Quando chega em sua casa é árdua sua missão
Cuida de filhos, da comida organiza o seu dia
Muitas vezes o corpo, se rende ao cansaço
As dores de cada filho, com zelo alivia
Alimenta sua alma, seu carinho e abraço
Dia seguinte volta tudo, a luta continua
Deixando cedinho a casa, e partindo para rua
Sente no suor do rosto, a gota do orvalho
Divide a vida, entre filhos e a labuta
Enfrentar dificuldade, essa é sua conduta
É assim a Mãe Guerreira na força do trabalho
(Pedro Sampaio)
O autor emociona quando fala de mãe ou quando com Carlos Alberto Alkasar dialoga com a mãe em “Mulher de Maio” e se emociona ao tempo que também emociona o leitor em “Homenagem de um órfão”,mais im texto da parceria com Alkasar que Sampaio divulgou em seu diário virtual (Página Facebook) no dia das mães, ano 2020.
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