Convidada: Joiza Costa
A linda poesia da escritora Linda Barros, não só emociona como também instiga a reflexão e nos transporta para situações, ora palpáveis, ora por situações abstratas mas reais como num paradoxo.
A escrita vai sendo costurada cuidadosamente sob o prisma de uma sabedoria e uma sensibilidade concatenadas que se condensam num desfraldar poético que se estende a um alto grau de feitura lírica. Linda em determinados momentos passeia pelo seu mundo trazendo o que está próximo e o que é real, transportando para a poesia tudo que seu ser consegue absorver de forma bela e sensível.
“Palavras são arrancadas do meu ventre... da delicadeza do teu olhar saem as dores da alma... É teu cheiro/É de um doce/ Que embriaga a vida... Tu homem que combina com o sol...”
E ela vai deslizando seu lirismo partindo para outros horizontes aparentemente mais abstratos, porém com profundidade que descortina uma concretude do que ela enxerga ao mergulhar em uma perspectiva reflexiva, que deposita em sua escrita o instigar dos pensamentos que mostram, por exemplo, o avesso do avesso, o próprio desavesso, que revela um olhar fantástico de Linda Barros sobre si mesma demonstrando um autoconhecimento que ela genialmente consegue colocar em versos e que se estende para além de si mesma e alcança outros e outras.
E seguindo seu conhecimento maduro e seguro sobre a vida sobre a literatura, ela debulha uma poética apurada cheia de nuances subjetivas que engrandecem seu fazer literário. Ela compõe e recompõe seus versos de uma forma intensa e leve ao mesmo tempo.
“Essa sou eu/Implacável/Solícita/Ingênua e / Triste...” /A procura de quê? / De sonhos/ então essas somos todas nós...
O ser da poeta Linda Barros espelhado em seu eu de forma metafórica, nos revela nessa obra uma literatura apreciável, cuidadosamente construída a partir de olhares circunspectos e sensíveis sobre o mundo que se transfigura em poesia absoluta.
Linda Barros com certeza um expoente da literatura Maranhense contemporânea. Mil aplausos...
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