Linda Barros, professora e atriz e membro da Academia Poética Brasileira.
Muito se fala em conquistas, em vitórias, mas poucos sabem o quão difícil é chegar a esse patamar. Sempre galgamos caminhos ásperos em sua maioria, mas o que fazemos? Podamos esses obstáculos para de fato chegar ao tão almejado sucesso e reconhecimento.
Acredita-se que não só no Maranhão, mas em grande parte do Brasil, a cultura local nem sempre é vista, ou bem vista. Para tanto, é necessário mudar-se, largar família, amigos e todo o resto, para ter de fato uma conquista relevante. Talvez não se possa generalizar, mas sabemos que, de fato, em sua grande maioria, se você não de outro local, principalmente Sudeste do país, nossa estrela não tenha tanto brilho.
E eis que pelas bandas de cá, temos uma constelação inteira brilhando timidamente nos céus ludovicense. Hoje mostraremos a trajetória de uma estrela ainda em ascensão, mas que já construiu uma carreira singular, com muita humildade e talento, encanta a todos por onde passa. O nome da estrela: Dida Maranhão.
Ela que vem de Bacabal, uma terra cheia de nomes importantes para a cultura maranhense, como o saudoso Papete, o poeta Isaias Maranhão, sem falar em um dos maiores nomes da literatura maranhense, o Padre João Mohana. Cleonildes Beserra de Magalhães, nome de batismo da eclética e premiada Dida Maranhão, está por aqui, passeando entre nós, produzindo e criando arte em todas as suas essências e nuances. Ela começou sua carreira artística na cultura popular, onde também é coreira. E foi através da dança popular que Dida chegou às telas. Ela é especialista em Jornalismo Cultural na Contemporaneidade pela Universidade Federal do Maranhão.
Diretora de arte, produtora e atriz, Dida nunca se deixou abater pelas recorrências da vida artística. Sempre com carinho e cuidado com aqueles que a cercam, ela está à frente de seu tempo. E foi por meio de seus esforços que conseguiu suas conquistas até aqui. Em 2018 recebeu o prêmio de Melhor Diretora de Arte pelo longa-metragem “Aurora, o encontro dos pólos”, de Luis Mário de Oliveira, na 11ª Edição do Festival Maranhão na Tela. Foi a grande homenageada no 43º Festival Guarnicê em 2021.
Dida Maranhão repetiu a parceria com Luis Mário no longa “Jangada”, onde recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival Maranhão na Tela em 2017. No total, a artista acumula sete prêmios, entre eles o de melhor direção de arte da escola Lume de Cinema, de Frederico Machado. Uma artista completa, ela é do cinema, é do teatro, está à frente e atrás das câmeras. Atuou também no longa “A Biogênese”, esteve presente também na arte do curta “De fora para dentro”, de Manuel Farias, que foi selecionado para participar do 19º Festival Internacional de Cinema LGBT. Fez participação na figuração do longa "Muleque té Doido 2". Atualmente, Dida está trabalhando como Diretora de Arte no longa "Terra de Drag De Salto Com Elas", de Marconi Franco, que está em fase de filmagens, mas que breve estará nas telas maranhenses.
E com uma carreira consolidada, Dida Maranhão tem muitas histórias para contar e para serem contadas, mas por enquanto ficaremos aguardando e observando de longe sua luz crescendo cada vez mais, pois uma grande estrela em toda sua magnitude não precisa estar à frente de outras estrelas, só precisa ter simplicidade, competência e carisma para deixar sua marca.
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