Ilustração: https://virusdaarte.net/portinari-enterro-na-rede/ Ficha técnica/ Ano: 1944/ Técnica: óleo sobre tela/ Dimensões: 180 x 220 cm/ Localização: Museu de Arte de São Paulo – MASP – São Paulo, Brasil.
Rogério Rocha, acadêmico APB.
Os seres humanos sempre foram fascinados pelo mistério da vida e da morte. O que acontece quando morremos? O que acontece com a nossa alma? Existe vida após a morte? Essas são perguntas que tem sido feitas ao longo da história sem que tenhamos ainda respostas concretas.
O que sabemos é que a morte é parte natural do processo de viver. É o fim de nossa existência física, o encerramento do ciclo biológico, consciencial e histórico de um indivíduo. Até aqui, tudo certo. Mas não sabemos realmente o que acontece com nossa consciência após a morte. Com a alma, ou espírito, com a mente, enfim. Sobre tais aspectos pesam ainda mais dúvidas que certezas.
Ficamos, assim, com posições que variam do total ceticismo na vida pós-morte à crença fervorosa que nos tem sido legada pelas tradições sapienciais, espiritualistas e religiosas, que apontam para a continuidade da vida em novos mundos. Neste sentido, há os que acreditam que nossa alma vai para outro reino, plano ou dimensão, enquanto para outros nós simplesmente deixamos de existir, voltando ao nada que éramos antes de nascer.
Não há como saber ao certo o que acontece após a vida – em que pesem experiências místico-religiosas fundamentais, pródigas em relatar indícios e possibilidades –, mas uma coisa é certa: a morte da nossa estrutura biológica – aquela que recebe nossa forma vital concreta – é definitiva. É o fim de nossa passagem neste planeta. Nunca mais voltaremos à existência que tínhamos, a esta que temos no aqui e agora, dentro do invólucro físico chamado corpo.
Este pode ser um conceito de difícil aceitação, mas é importante lembrar que a morte também faz parte da vida. Faz parte de um processo natural que acontece com todos desde o início dos tempos. Podemos não gostar, temer, odiar, praguejar contra, mas é inevitável.
Uma das melhores maneiras de lidar com a realidade da morte, além de buscar uma vida de equilíbrio, boa e feliz, é ter bons amigos. Os amigos estão dentre aqueles que nos fornecem apoio e conforto em tempos difíceis. Eles podem nos ajudar a lembrar dos bons momentos e a nos concentrar nos aspectos positivos da vida, através dos laços de afetividade e companheirismo, do suporte material e emocional decisivos para a boa constituição de nossa saúde, inclusive mental.
Bons amigos são um bem valioso e, por isso, devemos apreciá-los. Então, certifique-se de dizer aos seus amigos e amigas o quanto você os aprecia. Deixe-os saber que eles são importantes para você e que os valoriza, necessitando da participação deles em sua jornada pessoal.
A morte é, portanto, esse mistério por vezes assustador, mas também é uma das peças que compõem o grande teatro da existência. É um evento único, doloroso, e por vezes sem sentido, mas que todos teremos que enfrentar. Aceitando a morte e valorizando nossas amizades, podemos aproveitar ao máximo nosso tempo na Terra.
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