*Equipe do Facetubes/Pesquisa editorial
Ilustração não original do texto. (Montagem: MHL/Canva).
Numa entrevista sobre a vitalidade do mercado editorial, publicada neste 30.06.2022, no Estadão, o editor Rodrigo Lacerda, novo editor-executivo do Grupo Editorial Record, no lugar de Carlos Andreazza, faz algumas confidências que não deixam de impressionar:
1 - "As dificuldades enfrentadas pelo mercado editorial antes da pandemia, de 2015 a 2020, foram muito maiores";
2 - "A pandemia favoreceu a leitura, com as pessoas em casa e tendo mais tempo livre";
3 - Sobre um novo normal: “novo normal”, provavelmente algo intermediário entre a crise anterior e a grande surpresa positiva durante a pandemia";
4 - "O que estamos vendo é uma recuperação muito bem-vinda das livrarias físicas...".
5 - "(...) a mais importante constatação é que ninguém mais fica se perguntando se o livro físico será extinto pelo e-book";
6 - "(...) a se confirmar, é o crescimento dos áudiolivros, à medida que todos nos acostumamos a ouvir podcasts e demais conteúdos em áudio";
7 - "Sem dúvida as pautas políticas e identitárias estão muito fortes na literatura hoje, bem como os romances de fantasia, e às vezes uma bem-sucedida mistura das duas coisas. E isso não só no Brasil, no mundo inteiro. Acho que terão vida longa, sim, por que não teriam? Com sete bilhões de pessoas no mundo, há leitores para todo tipo de livro";
8 - "(...) a leitura é um momento de introspecção, de mergulho numa dimensão particular, que depois pode e é compartilhada, mas que não dispensa o retiro intelectual anterior";
9 - "(...) o maior obstáculo à difusão em larga escala do hábito de leitura é a educação que, no Brasil, já não vai bem há muito tempo e, durante a pandemia, regrediu ainda mais. Temos um problema de fundo que o país ainda não sabe como resolver. Mas, no geral, estamos vendo que a literatura é sempre capaz de mobilizar muita gente, seja nas redes sociais, nos clubes de leitura etc"; e
10-"(...) é natural que as controvérsias ideológicas se façam presentes no que estamos escrevendo e publicando hoje. O perigo é esta se tornar a única régua para avaliarmos se um livro é bom ou não, o que é um perigo real, pois no calor do debate político às vezes excessos são cometidos".
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