APRESENTAÇÃO
Livro: Marca das Palavras.
Autora: Joizacawpy Muniz Costa
UMA POESIA MADURA E CONSCIENTE
*Mhario Lincoln
Assim, (...) há uma certeza indelével, na feitura lírica de Joizacawpy Muniz Costa: maturidade! Isso porque a linguagem poética não pode ser apenas uma vertigem plasmática. O verso precisa da linguagem da ação, pois tem força de comando, de mensagem e não só expressa “o fingimento do poeta”, como insinuou Pessoa. Basta analisar:
"Poesia não tem lógica,
Ela é seu próprio sentido (...)"
Ora, de repente Joiza se situa entre Pessoa e Neruda de quem li e aprendi:
"(...) Prosterno-me diante delas...uno-me a elas, persigo-as. Amo tanto as palavras. As inesperadas... que quero colocá-las todas em meu poema (...)".
Ou ainda,
"Hoje corri rumo ao infinito,
Ao encontro do nada,
Tudo que eu queria encontrar
Era a paz e suavidade do silêncio".
São excertos existenciais profundos. Cabe-me aqui, apenas explicitar algumas das qualidades que descobri nesse (quase) ensaio poético. Prosa e Verso se casam em profundo existencial, provocando reações abstratas (“fingidas”?), em forma de verdades absolutas. Destarte, considero Joizacawpy, uma das mais importantes poetas do Século XXI, no Maranhão, pois constrói, além de uma beleza estética e diferenciada na costura dos temas e na forma livre de pensar poesia, algo que me cala: a capacidade de ler e absorver, cuja prática constante da leitura coloca o leitor embaixo de uma tempestade de ideias para molhar-se no êxtase do aprendizado. Isso me faz, a mim especialmente, participar da melodia infinita de cada autor e resgatar pra si, um pedaço da história.
*Mhario Lincoln
Curitiba, 31.03.2022,
Presidente da Academia Poética Brasileira.
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