Autodidata, se dedicou em produzir desenhos, ilustrações e cenografia. Era uma artista que tinha uma visão artistica do mundo e transformava o contidiano em pura arte. Pintou um Brasil com cores fortes e chamativas.
Nasceu em 20 de junho de 1914 em Avaré, município do interior de São Paulo.
Era Descendente de imigrantes austríacos e neta de índios guaranis.
Chegou a trabalhar nos cafezais da região.
Toda essa vida que teve na infância e o contato com as pessoas do campo serviram de grandes inspirações para a produção dos seus quadros no futuro.
Djanira contraiu tuberculose no final da década de 1930 e foi internada no sanatório de São José dos Campos. Incentivada por um médico, ela fez seu primeiro quadro: Um Cristo no Calvário e continuou desenhando. quando chegou o fim do tratamento o médico recomendou que ela procurasse um lugar alto com ar puro para morar. Djanira então se mudou para Santa Teresa, no Rio de Janeiro, em 1940.
Embora tenha nascido em Avaré, ela dizia ser uma pintora carioca, pois tinha começado a pintar em Santa Tereza num velho casarão da rua Mauá. Alugou uma casa e trasformou em uma pensão. A pensão Mauá que abrigava artistas e intelectuais. E foi na pensão que ela conheceu artistas como; Carlos salvar, Ademir Martins, o ungaro Arcádia Szenes e a esposa. A pintora portuguesa Maria Helena da Silva, Milton da Costas entre outros inquilinos que se tornaram notáveis.
A vida dela era cuidar da pensão, cozinhar para os hóspedes, costurar para as senhoras e fazer fantasias para a as dançarinas do teatro de revista e blocos de carnaval. A noite depois que todos os hóspedes dormiam, Djanira pintava na cozinha.
Aos poucos as costuras e os desenhos foram se misturando em seu ateliê.
Um dos artistas que frequentavam a pensão era o pintor romeno Marcier que reconhece o talento de Djanira passou a dar aula pra ela em troca de casa e comida.
Um dos seus quadros de 1951 se chama "Costureira".
Djanira não teve estudo, mas aproveitou a biblioteca do amigo Marcier para mergulhar no mundo do conhecimento e contava com a sua forte intuição.
O marido de Djanira, Barlolomel Gomes Pereira que era da marinha e trabalhava em um submarino brasileiro foi torpedeado numa ação durante a Segunda Guerra pelo exército Alemão e ele faleceu.
Viúva, Djanira pode se dedicar mais a arte. Era uma atividade que o marido não levava a sério e não gostava.
A artista chegou a frequentar a noite o curso de desenho no Liceu de Artes e Oficio. Mas não chegou teve uma formação, se reconhecendo como autodidata.
O contato com os artistas que frequentavam a pensão Mauá abriu portas para a pintora.
Em 1942, Djanira expôs, pela primeira vez, no Salão Nacional de Belas Artes.
Em 1943, realizou sua primeira exposiçao individual, na Associação Brasileira de Imprensa. Nesse mesmo ano, recebeu “Menção Honrosa” na segunda exposição do Salão Nacional de Belas Artes.
Continuou com as suas exposições e teve um de seus trabalhos vendido para o pintor Candido Portinari.
Em 1944, conquistou medalha de bronze no mesmo salão com o quadro "O Circo".
Depois de uma confusão numa exposição coletiva em Belo Horizonte MG, sobre a batuta da prefeitura de Juscelino Kubitschek onde populares destruíram com navalhadas as obras que tinham a cor vermelha. Ela teve os quadros preservados pois eram motivos religiosos.
Djanira foi morar em Nova Iorque, onde foi influenciada pela pintura de Pieter Brueghel. Em 1946 realizou exposição individual na Sede da União Pan-Americana, em Washington.
Em 1950, Djanira realizou diversas viagens pelo interior do Brasil, em busca de temas para sua produção. Em Salvador, conheceu José Shaw da Motta e Silva, funcionário público, nascido em Salvador.
Entre 1950 e 1951, Djanira pintou o mural “Candomblé”, para a residência de Jorge Amado, em Salvador, e outro para o Liceu Municipal de Petrópolis.
Entre 1953 e 1954, realizou uma viagem de estudos para a União Soviética. Entre 1963 e 1964, confeccionou o painel “Santa Bárbara”, com 130 m², no túnel do mesmo nome, que liga os bairros de Catumbi e Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Posteriormente, o painel foi instalado no Museu Nacional de Belas Artes.
Muito religiosa, em 1963, entrou para a Ordem Terceira Carmelita, da qual recebeu o hábito com o nome de Irmã Teresa do Amor Divino. Em 1972 recebeu um diploma e uma medalha, do Papa Paulo VI.
Djanira foi a primeira artista latino-americana a ser representada no Museu do Vaticano, com a obra "Sant’Ana de Pé".
Djanira da Motta e Silva faleceu no Rio de Janeiro, no dia 31 de maio de 1979.
Características da Obra de Djanira
Com uma temática predominantemente brasileira, Djanira reproduziu em sua obra, a paisagem nacional em um estilo chamado de arte primitiva, com linhas e cores simplificadas.
Em sua obra coexistem uma diversidade de cenas, como as festas folclóricas, as temáticas religiosas, o cotidiano dos tecelões, os colhedores de café, os batedores de arroz, os vaqueiros entre muitos.
A artista sempre busca aproximar-se dos temas de suas obras: no fim da década de 1950, após convivência de seis meses, pinta os índios canela, do Maranhão. Na década de 1970, desce às minas de carvão de Santa Catarina para sentir de perto a vida dos mineiros e viaja para Itabira para conhecer o serviço de extração de ferro.
Djanira trabalha ainda com a xilogravura, gravura em metal, e faz desenhos para tapeçaria e azulejaria. Em sua produção, destaca-se o painel monumental de azulejos para a capela do túnel de Santa Bárbara (1958), no Rio de Janeiro. Inicialmente nomeada como "primitiva", gradualmente sua obra alcança maior reconhecimento da crítica. (1900 - 1981)
Em 1950 Dijanira monta um ateliê na Bahia e aproveita a temporada para registrar cennas do comércio populares e se aproximar da cultura afro brasileira e o articular das exposições.
É nessa época que ela pinta o Cristo de cor para um concurso
----------------------------
Texto e Pesquisa: Maria Ferreira Dutra, indicada pelo acadêmico Adriano Siqueira.
MUSICA É VIDA Chiquinho França levou “Fissura” a Brasília, no Clube do Choro, território de encontro da música brasileira
SETEMBRO SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
MUNDO NOVO “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO
Literatura Gótica Aluísio Azevedo Gótico: Lourival Serejo restitui uma vertente da obra do escritor ao debate literário brasileiro
EXCLUSIVO A CURIOSIDADE “MATA”. MAS, ANTES, DIVERTE — E ENSINA Mín. 10° Máx. 23°
Mín. 14° Máx. 24°
Chuvas esparsasMín. 10° Máx. 14°
Chuva
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Coronel Carlos Furtado FALMA: unidos, conquistamos espaço para a literatura maranhense
José Neres “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.