Todos os gritos são válidos, quando o assunto é Nauro!
*Mhario Lincoln
O poeta Carlos Drummond de Andrade ao ler as poesias de Nauro Machado, não se conteve e gritou: “(...) uma poesia alta e impressionante (...)". E tinha razão porque, nem mesmo após o falecimento do poeta, a fonte lírico-intimista de Nauro, secou. Tanto que a esposa, Arlete Nogueira da Cruz Machado, trouxe à vaga, dia 31 de agosto de 2022, mais um livro dele. “Oceano Particular”, lançado na Sala Sesc de Exposições. Deu-se também, a brilhante resenha do poeta Antonio Ailton, completando esse evento importante para a literatura nacional, desde São Luís do Maranhão, terra de um Nauro existencialista.
Na verdade, a fonte continua brotando com a mesma força angustiante como falou, lá atrás, o crítico José Guilherme Melchior, comparando-o a Augusto dos Anjos: “sua imagística se põe a serviço - para além da moldura espiritualista - de toda uma somatização da angústia (...)”.
Por essa razão, surgiu “Um Oceano Particular”, terceiro livro póstumo do poeta Nauro Machado, para ainda mais, ratificar a sua imortalidade sombria, de inquieto expressionismo.
Nauro é um dos poetas maranhense que coleciona um grande número de reconhecimentos nacionais, desde a própria Academia Brasileira de Letras. Fez viajar por outras dores, inúmeros poemas, coadjuvados pela franqueza de quem escreve para si, mas enfatizando momentos coletivos como raízes, em busca de húmus parental, sob candentes possibilidades viscerais. Por isso, a disseminação rápida do seu pensamento na Europa e em outros países que o traduziram, ainda é uma força viva da poesia contemporânea.
Nauro Machado com suas obras, deixa na poeira das estrelas, formadoras de outros mundos, um vasto conhecimento em artes e filosofia, pois vive em cada exoplaneta humano, composto por fluído poético. Portanto, é um poeta universal.
Há quem tenha escrito que sua obra "(...) apresenta traços de reflexão existencial angustiada e violenta que encontra poucas comparações na lírica de língua portuguesa (...)". “Um Oceano Particular”, ratifica isso! De todas as maneiras, o lançamento dessa obra póstuma vai muito além do que uma simples reunião de pares, ao redor da pira da saudade. Quem lá foi, com certeza, respirou o eterno.
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VÍDEO BÔNUS:
Abaixo, sob autorização, o poeta e filósofo Rogério Rocha e o poeta José Maria Nascimento, presentes ao evento, falam de Nauro Machado:
Rogerio Rocha gravou o escritor Antônio Ailton empreendendo uma análise crítica da pessoa e da obra do poeta Nauro Machado
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