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Brasil ESTREIAS

A acadêmica APB Keila Marta escreve: "Estreia Literária: Vanessa Cristina Fernandes Bezerra"

Keila Marta é Secretária Regional da Academia Poética Brasileira, Seccional MA.

04/10/2022 10h24 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Keila Marta
Vanessa e Keila Marta
Vanessa e Keila Marta

 

Keila Marta, Pedagoga e Letróloga e Secretária regional da APB – Maranhão 

 

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Prestes a lançar o primeiro livro Laços e Honra, a jovem escritora Vanessa Cristina de Açailândia – Maranhão, acadêmica de Letras (Uemasul), conta a Keila Marta do Portal www.facetubes.com.br um pouco da sua história, da fase de escrita a saga para publicação. 

Nascida em Açailândia, no entanto, toda a infância e parte da adolescência foram vividas em um assentamento chamado “São Francisco”, no Município de Bom Jesus das Selvas. Mas, no ano de 2015 passa a residir em Açailândia afim de completar os estudos, pois onde morava, o ensino só chegava até o nono ano do fundamental. O importante é que as dificuldades não foram suficientes para que Vanessa se desinteressasse ou pensasse em desistir. 

"Sempre frequentei a escola, e na infância, apesar de ter que andar dois quilômetros para chegar à escola junto com o meu irmão mais velho, isso nunca um empecilho para continuar estudando. Acredito que isso só demonstra o quão imprescindível é a educação para minha família", disse. 

 

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 O livro, um companheiro inseparável... 

Mesmo morando no interior, sempre estive em contanto com muitos livros. Nas salas de aula havia estantes de livros de literatura infantil e juvenil, então, acesso a literatura não foi uma dificuldade. Acredito que foi exatamente por isso que sempre gostei dos livros em si, pelo fato de sempre ver vários deles perto de mim. E dessa forma, lia muito os livros na escola ou em casa, já que podia levar para ler em casa. 

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A importância dos livros e da escola como lugar de leitura... 

Naturalmente, sou uma pessoa curiosa e com uma imaginação incrivelmente fértil. Pegar o livro, observar a capa e tentar imaginar a história antes de ler, e depois lê-lo de fato, nessa ordem, sempre foi um processo prazeroso para mim. Não consigo dizer com clareza desde quando gosto de literatura, acredito que vem dessa época do início da escola. A partir de então sempre estou lendo alguma coisa. Seja prosa, seja poesia.  

 

O que mais a impressiona na literatura... 

O que me impressiona na literatura, o que me instiga, me dá prazer nela, é o fato de ser universal. De poder conter um universo inteiro dentro de algumas páginas. Isso me fascina! Quando criança, eu ficava pensando muito sobre como alguém pode ter tanto talento, tanta criatividade para contar histórias muito abrangentes e complexas dentro daquelas páginas. Porque, quando você lê, inconscientemente você participa da história. Seja como público, seja na possibilidade de dar uma continuidade a essa história através da sua imaginação. Isso era e ainda é muito fantástico para mim.  

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O despertar para a escrita... 

Sobre a experiência com a escrita, até há algum tempo eu não diria que ela vem da infância, eu diria que é recente. Mas, refletindo, vejo que realmente vem desde muito tempo.  Por volta dos nove anos mais ou menos, minha mãe comprava agendas ou diários para mim, onde eu escrevia diversas coisas. Falava do meu dia, das coisas que aconteciam comigo, rabiscava alguns desenhos, porque na infância eu gostava muito de desenhar também. E assim, com minha mãe comprando esses diários, agendas, revistinhas também, eu deixava minha criatividade voar. O que eu acho muito interessante nessa minha relação com a escrita, é que a minha forma de escrever, foi evoluindo muito com o passar dos anos.  

Antes, eu escrevia em diários em agendas, sobre o meu dia. Depois, passei a escrever em cadernos maiores, onde eu fazia ainda relato da minha vida, só que agora apenas os acontecimentos mais importantes, e passei a fazer colagens. Colava muita coisa. Eram fotos de artistas que eu gostava, recortes de textos, desenhos que fazia, paisagens que achava bonita, fotografias interessantes, acho que posso dizer que sempre fui uma apreciadora da arte.  Já na adolescência, intensifiquei os desenhos, mas ainda tinha os cadernos de colagens, só que desde o início do meu atual namoro, quando estava com dezessete anos, tornei o caderno, um diário de romance. Já são cinco anos de relacionamento, e quase cinco anos de diário nesse perfil. Junto do diário, também passei a escrever cartas para ele. São muitas cartas desde então.  

 

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Gosto literário... 

Da infância para cá, meu gosto pelos gêneros literários mudou muito, confesso. Antes, gostava demais dos gêneros de terror e mistério. Sou muito fã do Stephen King e de muitos livros desses gêneros. Mas depois de uns anos, me tornei uma leitora assídua de romance e fantasia. Ainda adoro terror e mistério, mas o meu gênero preferido é romance, especialmente os de época. Depois que conheci Jane Austen, as irmãs Brontë, Julia Quinn etc., vivenciei experiências ótimas, indescritíveis. Um fato muito legal, é que meus autores preferidos, na verdade, são todas mulheres, e são justamente as que citei anteriormente.  

 

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A nova fase com a literatura... 

Depois de muito, muito tempo sendo leitora, resolvi me aventurar na escrita. Mas não comecei como uma escritora, realmente, por que na verdade, eu comecei a escrever Laços e Honra como uma terapia, digamos assim. Era e ainda é um Hobbie. Escrevia sem pressa, sem cobranças, apenas para me sentir bem, para ajudar a trabalhar minha ansiedade. Mas, isso é até engraçado, porque acho que isso intensificou a minha ansiedade. (risos). De um jeito que eu pude ver o quanto é bom, é claro. Porque me levou mais a frente, me motivou a continuar escrevendo e terminar a história. 

 Passei um ano escrevendo Laços e Honra. E no ano passado, uma das minhas melhores amigas, a quem devo muito por ter me incentivado na escrita e em me tornar uma escritora de verdade, me apresentou a editora com a qual estou me associando agora, e a partir disso, tive uma luz, um esclarecimento e passei a cultivar esse desejo que se tornou um sonho. As ideias para o livro já existiam muito antes. Como eu disse, tenho uma imaginação muito fértil, então sempre ficava matutando alguma coisa, um nome de personagem, criando um lugar diferente, uma sociedade totalmente nova, e depois pensava sobre qual seria a história desses personagens nessa realidade totalmente diferenciada da nossa em tudo.  

 

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Laços e Honra... 

A história se passa em uma realidade totalmente tecnológica, com uma sociedade dividida em distritos, cada um especializado em algum tipo de ciência, estudo ou área do conhecimento humano. O enredo gira em torno de cinco amigos, cada um com uma personalidade única, tentando aperfeiçoar suas habilidades para salvar o mundo de uma família perversa. A história vai fluindo para contar como cada um deles lidou com a dor sofrida na infância. E no meio disso, vai se revelando um pouco mais de cada um. Seus medos, suas habilidades, seus humores. Todos irão passar por altas aventuras. Desde provarem da amizade entre si, até se apaixonarem. Laços e Honra é na verdade o primeiro livro de uma série. Então, com a graça de Deus, ainda virá mais alguns livros para a coleção.  

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Albert Mont BlancHá 2 anos atrásSão Luís, MAPrimeiro desejar muito sucesso a ambas! Li toda a entrevista e fiquei fascinado pela sua história, Vanessa! Parabéns! Sim, com certeza virão mais livros e mais entrevistas lindas como essa. Parabéns a Keila, pela excelente entrevista! Parabéns a Açailândia e todo o seu povo.
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