Letícia Mariana
Sou poeta. Escritora de pouca idade, mas muitas vivências. Sofri criança por ser esquisita. Sofri adolescente por ser estranha. Consequentemente, sofri na fase adulta, escolhendo um relacionamento amoroso abusivo, dependendo de elogios para ser feliz e não me reconhecendo como sou.
O que aprendi com tudo isso? Arte cura. Escrita auxilia quem escreve e quem lê. Sofrer é necessário para deixar ilusões de lado e viver a plenitude. Sorrir pode ser momentâneo, mas guardamos na memória cada sorriso, assim como cada lágrima de dor! Rir é uma dádiva, mesmo que seja de nervosismo. Esbarrar todos esses sentimentos e psiques na arte é um privilégio para poucos.
Escrever é a nossa maior salvação! Chorando ou abrindo esse enorme sorriso que abro neste instante, eu me salvo da minha maior inimiga: minha mente. E sendo assim, posso transformá-la em minha companheira de eternidade.
Nunca esqueço das terapias que fiz. Sessões no divã, arterapia, terapias ocupacionais e, claro, a escrita terapêutica. Meu trabalho é minha cura. Lindo e raro, posso me deitar perante aos céus estando viva! Agradecer por essa incrível oportunidade de saber escrever, ler e estudar cada vez mais! Pensem em quantas almas sofridas não vivem isso? É a maior fonte de autoconhecimento!
Eu aprendo com o meu sofrer. Aprendo, mesmo que seja árduo, a me responsabilizar pela minha alegria e sofrimento. Pelo meu amor e desamor. Quem muito me machucou, chegou até mim porque eu permiti. Quem muito me machuca, só vive e persiste porque eu permito. E quem eu já magoei, peço perdão, mas até as pessoas mais bondosas cometem erros. E tudo isso é aprendizado.
Posso aprender muito mais! A poesia, a prosa e todas as obras literárias explicam o inexplicável: o existir. E existindo, bem, eu persisto.
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