Abelardo Nogueira, esse poeta, cordelista e um dos ícones populares do Ceará é convidado de hoje do Facetubes. Receba, pois, nosso abraço e saiba da nossa mais alta estima tanto pelo talento, quanto pela pessoa humana que é.
Quem é:
Poeta e escritor Abelardo Nogueira publicou "Poetizando sonhos", (Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), e "Brixia Brasil in versi", publicado na Itália e lançado em Fortaleza. Natural de Aracoiaba, Abelardo esteve em diversos estados brasileiros e regiões de fronteiras, como Peru e Colômbia, apresentando seu trabalho como músico e literário. Por meio de suas obras, ele resgata a cultura e costumes do seu povo. O gosto pelo poema, literatura e a música iniciou ainda na adolescência. Terminou o ensino médio em Aracoiaba, mas em busca de melhorias de vida se destinou a Fortaleza para se aperfeiçoar com o curso de extensão em música pela Universidade federal do Ceará (UFC).
Em Manaus, onde morou alguns anos, produziu “Conhecendo Manaus”, literatura de cordel, e “Uma janela no horizonte”, coletânea de poesia. De volta ao Ceará, participou de diversos concursos, como o da União Brasileira de Trovadores Secção Maranguape (UBT-Maranguape), com boa classificação em todos eles. Em 2013 ficou em 2º lugar com o cordel “Balneário Cascatinha”.
Abaixo, um dos trabalhos premiados.
CODÓ, ALÉM DOS TRILHOS.(Abelardo Nogueira) – Codó, 26/10/2021
“Minha terra tem palmeiras”
Disse em suas poesias
Um ilustre maranhense
Nascido lá em Caxias,
Um ícone da cultura,
Poeta Gonçalves dias.
Assim bem representou
De forma quão eminente
Em versos cuja história
Fez eternos, simplesmente,
Por registrar as grandezas,
Os valores desta gente.
Convém, portanto, afirmar,
É parte do seu legado
E a memória, pois, comprova
Que o presente e o passado
Inspiram nosso futuro
E sempre serão lembrados.
Urge, porém, entretanto,
Contudo, pois, ressaltar,
A respeito desta terra
De duração secular,
Todavia, as grandezas
Que vem a representar.
Desde a sua formação
O seu povo, a bravura,
As lutas e as conquistas,
Os costumes, a cultura,
Os feitos de sua gente
Presentes na conjuntura.
Itapecuru, Codó...
O topônimo em questão,
Remonta o final do século
XVIII, a fundação,
Sendo das mais importantes
Cidades do Maranhão.
Nesta planície brejeira
De importância tão notória,
Tantos vultos e heróis
Sacramentados na história,
Enfeitam o paginar,
Povoam sua memória.
Convenhamos, é de fato,
De tal modo atraentes.
Os apreços, os encantos,
Os pontos proeminentes,
A arquitetura que mostra
As obras remanescentes.
A ferrovia que cruza
E se estende muito além.
Um resquício do progresso
Que se vai e que se vem,
Os vagões que se norteiam
Sob o apito do trem.
Os méritos de um povo,
Sua miscigenação,
Os saberes advindos,
A crença, a religião,
O calor que faz chover,
Os frutos deste torrão.
Eis que duas regiões
Aqui se encontram, talvez,
O bioma, a floreta,
Abundância ou escassez,
No Norte, chuvas intensas,
No Nordeste a aridez.
A sua diversidade
É sinal de união.
Uma vez que diferenças
Sem a discriminação
São qualidades intrínsecas
De uma singular nação.
Com efeito até arrisco
De tal modo convidar
A todos que não conhecem,
Que venham lhe visitar,
Pois, não vão se arrepender,
Garanto que vão gostar.
Portanto, neste cordel
Aproveito pra dizer:
Parabéns para o Codó,
Pelo justo proceder
E a todos os codoenses
Enfim, quero agradecer.
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