Neste domingo, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra, data em que o Brasil de hoje se reconecta às lutas históricas de gerações de brasileiros por justiça social, igualdade de direitos e oportunidades. Em setembro último, publiquei o artigo intitulado “Por leis de letras vivas”, onde discorro sobre a primeira década da lei de cotas, que provocou uma verdadeira revolução no sistema educacional brasileiro e que veio para atender à Carta Maior, que determina que a educação é um direito de todos e dever do Estado. Sem distinção.
É uma bandeira que a UFMA segura firme e forte desde a sua fundação e é pioneira em várias frentes. Desde 2008, a Universidade já estava entre as 23 das 59 universidades federais que dispunham de modalidades próprias de ações afirmativas com recorte social/racial. Em 2015, instituímos o primeiro curso — único no Brasil — de graduação em Licenciatura Interdisciplinar em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros, como forma de proporcionar capacitação na rica diversidade da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, na formação dos profissionais da educação básica.
Levando em conta esses mesmos dados disponibilizados no ano de 2018, referentes à taxa de representatividade de negros no Ensino Superior, ela está acima da média da população negra no país, uma vez que, na UFMA, os 20.776 estudantes negros matriculados representavam 52,8% dessa representatividade. Dados mais recentes relativos a 2020 revelam que tivemos o ingresso de 1.811 alunos por meio do sistema de cotas, inclusos negros, deficientes, oriundos de escolas públicas e indígenas.
Os primeiros resultados desse trabalho são muito significativos, mas é preciso avançar muito mais nas lutas pela reparação. O meu trabalho é contínuo, engajado e compromissado para enfrentarmos juntos a discriminação, a intolerância e o racismo e construirmos, na UFMA e no país, uma nova história com justiça social, respeito e direitos e oportunidades iguais.
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