IHGM, 97 ANOS DE FUNDAÇÃO
por EUGES LIMA, historiador, professor, bibliófilo e membro do IHGM
O 20 de novembro, além de ser o dia da Consciência Negra no Brasil, data da morte de Zumbi dos Palmares, importante líder da resistência negra no século XVII, é também a data de fundação de uma das Instituições culturais mais significativas e longevas do estado do Maranhão, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, o IHGM, que é uma sociedade, formada por 60 cadeiras, cada uma patroneada por uma personalidade ilustre do estudo da história, geografia e arqueologia do Maranhão.
A história desse sodalício é bastante interessante. Sua fundação surge no bojo do advento de várias outras instituições culturais que estavam aparecendo desde o inicio do século XX, como a Oficina dos Novos (1900), a Academia Maranhense (1908), que depois passou a se chamar de Academia Maranhense de Letras, a Faculdade de Direito do Maranhão (1918) e por fim o Instituto de História e Geografia do Maranhão (1925).
O “Instituto” como costuma ser chamado por seus membros, foi fundado há noventa e sete anos e está a um passo do seu centenário, que será celebrado em 2025. O entusiasta dessa ideia de se tentar fundar um Instituto de História e Geografia no Maranhão foi do jornalista, historiador e intelectual, Antônio Lopes que depois se tornou mentor da geração seguinte de intelectuais, escritores e jornalistas que vão surgir no Maranhão, a exemplo de Josué Montello.
No dia da sua fundação, foi reunido um grupo de onze homens de boa vontade na livraria de Wilson Soares – maior bibliófilo do Maranhão à época - e foi criado o então Instituto de História e Geografia do Maranhão, que depois passaria a chamar-se Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Era a terceira tentativa de se fundar um Instituto Histórico no Maranhão. Em 1864, ainda no Império, houve uma fundação que não prosperou e em 1918, novamente, outra fundação que teve vida curta.
O objetivo era criar uma sociedade científica que coordenasse os estudos e pesquisas nas áreas de história, geografia, etnografia, etnologia e arqueologia do Maranhão, além de salvaguardar documentos, livros e artefatos relativos à nossa história. O IHGM é considerado a primeira instituição de caráter científico do estado.
Os fundadores foram um grupo de onze intelectuais, dos mais renomados, estudiosos da história e geografia do Maranhão com estudos e trabalhos publicados. Eram professores, historiadores, geógrafos, jornalistas, médicos, juristas, engenheiros, clérigos, mas, principalmente, pesquisadores e homens de letras.
Entre eles estavam: Antônio Lopes da Cunha, Justo Jansen Ferreira, José Ribeiro do Amaral, Domingos de Castro Perdigão, Wilson da Silva Soares, Benedito de Barros e Vasconcellos, Pe. Arias Cruz, Pe. José Ferreira Gomes, José Pedro Ribeiro e José Eduardo de Abranches Moura. O primeiro presidente foi o Dr. Justo Jansen Ferreira, médico, professor e geógrafo, autor de vários trabalhos, principalmente nas áreas de geografia, cartografia e história.
A ideia de se fundar um Instituto Histórico no Maranhão nessas primeiras décadas do século XX, surgiu como forma de homenagear o centenário de nascimento do Imperador D. Pedro II, por isso, a data escolhida para realização da primeira sessão cívica dessa nova sociedade – Realizada no Salão da Câmara Municipal de São Luís - foi o 2 de dezembro, data de nascimento do Imperador.
Assim registra o jornal “O Combate” sobre a sessão de instalação do IHGM na Câmara Municipal de São Luís no dia 1 de dezembro de 1925: “A primeira sessão cívica do Instituto de História e Geographia do Maranhão, comemorativa da sua instalação e dedicada também a data que recorda o nascimento de D. Pedro II, terá lugar amanhã, às 10 horas, com máxima solenidade na sala de sessões da Câmara Municipal [...] Serão expostos retratos de D. Pedro II, D. João VI e D. Pedro I, sendo o de D. Pedro II devido ao pincel do distinto pintor snr. Paula Barros.”
MUSICA É VIDA Chiquinho França levou “Fissura” a Brasília, no Clube do Choro, território de encontro da música brasileira
SETEMBRO SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
MUNDO NOVO “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO
Literatura Gótica Aluísio Azevedo Gótico: Lourival Serejo restitui uma vertente da obra do escritor ao debate literário brasileiro
EXCLUSIVO A CURIOSIDADE “MATA”. MAS, ANTES, DIVERTE — E ENSINA Mín. 12° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 22°
Tempo limpoMín. 13° Máx. 25°
Chuva
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Coronel Carlos Furtado FALMA: unidos, conquistamos espaço para a literatura maranhense
José Neres “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.