Você por acaso imagina que um livro pode virar sucesso, apenas, em razão da errata? Pois esta história aqui é bem parecida com isso. O livro é “Flor de Sangue”, de Valentim Magalhães (1896), primeira edição, com a famosa errata (vide foto) pode encaixar-se muito bem nessa narrativa.
Mesmo porque, fato passou a ser uma curiosidade bibliográfica lendária da literatura brasileira. Esse tipo de coisa é chamada entre os críticos de “gralha”, isto é, um erro tipográfico de relevância.
Segundo pesquisas, Valentim Magalhães foi um poeta e romancista, parnasiano e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Por isso, seu livro “Flor de Sangue” foi o primeiro a integrar a biblioteca da ABL.
A HISTÓRIA
Em 1896 sai a publicação de “Flor de Sangue”, na verdade, com pouco ou nenhum valor literário. Todavia, após a impressão do opúsculo, Valentim percebeu que havia matado o mesmo personagem de duas formas diferentes. Aí, veio a ideia da famosa errata: “à página 285, 4ª linha, em vez de ‘estourar os miolos’ leia-se 'cortar o pescoço'".
Aí, então – na errata - é que reside a importância literária ao tornar o livro raro - como de fato ele se tornou. A folhinha de errata passou a ser a condição sine qua non para especuladores e colecionadores buscarem essa obra de Valetim Guimarães.
Em tempo: outra detalhe importante que foge aos padrões da época é a capa ousada em vermelho.
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