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Brasil OBRAS DE ARTE

Mercado de Obras de Arte falsas no Brasil é algo verdadeiramente exorbitante.

Matéria recuperada do site (www.artequeacontece.com.br), de Luciana Pareja Norbiato

25/11/2022 10h18
Por: Mhario Lincoln Fonte: www.artequeacontece.com.br
Original do texto.
Original do texto.

Não caia em cilada comprando arte

Agentes do mercado dão o passo a passo para você começar sua coleção sem tropeçar nas cada vez mais numerosas falsificações

Essa é legítima: “Vaso de Flores” (1930), vendida a preço recorde em leilão da Bolsa de Arte em 1995, é inspiração recorrente para falsários menos talentosos. (foto: divulgação)

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Nota do editor: É mais fácil entrar no difícil mercado (falso) de obras de arte do que se possa imaginar. E olha que esse nicho mexe com cifras bem altas. O detalhe que chama a atenção é que a confirmação da autenticidade da obra, além de ser uma questão de conhecimento técnico especializado, acaba sendo, no fundo, a palavra de um especialista contra outra. Desta forma, há muitos casos que deixam o lado egoica e supremo do especialista sobrepujar algo não verdadeiro, complicando ainda mais esse mercado. Há quem acredite que os números de obras falsificadas no Brasil é algo estrondoso. Algo que poderia quebrar a Bolsa de tão exorbitantes que são.

Luciana Pareja Norbiato fez um post no Google sobre esse assunto que é uma obra de arte. Portanto, vale reproduzir o que ele escreveu:

"(...) Para se ter uma ideia, é Di Cavalcanti quem lidera o ranking de falsificados na nossa Bolsa de Arte.  Você tem um patrimônio estabelecido, dinheiro em caixa e agora quer investir em arte. Vai a exposições esporadicamente e não conhece bem o assunto, mas um amigo “entendido” oferece um negócio da China pra você. Cuidado, pode ser cilada!

Isso não quer dizer que seu amigo é desonesto – às vezes, é só mal informado. O marchand e galerista Max Perlingeiro, da Pinakotheke, que trabalha há mais de 50 anos com mercado secundário, contou ao AQA que a maioria dos pedidos que recebe para avaliar a autenticidade de uma obra “são de pessoas que querem começar uma coleção e têm um amigo ‘bem-intencionado’ que apresenta alguém que vende a obra, e só depois me procuram”. “E tenho que desfazer aquela ilusão.” 

O mercado secundário é o que revende obras de segunda mão, não vindas do ateliê do artista, trabalhando com nomes consagrados já mortos e bastante valiosos – os blue chips, mais visados pelos falsários. Já as galerias do mercado primário representam os artistas vivos e algumas vezes os espólios de artistas mortos, comercializando na maioria das vezes obras em primeira mão. 

No caminho das pedras do mercado de arte, onde as cifras são altas e a confirmação da autenticidade da obra é questão de conhecimento técnico especializado (e muitas vezes, da palavra de um contra o outro), vender gato por lebre é muito mais fácil do que parece ao incauto. Perlingeiro declarou que os números da falsificação no Brasil são exorbitantes. “Se a gente fosse falar em números verdadeiros, haveria um crash no mercado.” 

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É claro que a falsificação não é exclusividade do Brasil, nem do campo da arte. Já em 1903, Olavo Bilac dizia sobre a falsificação de obras do pintor ítalo-brasileiro Giovanni Castagneto: “Castagneto acaba de ter uma radiante consagração. Só se falsifica o que é bom e o que vale dinheiro.” Vinhos, uísques, perfumes, roupas e acessórios de marca são alguns dos itens mais visados pelo mercado do fake. Só que no Brasil a falsificação de arte tomou proporções difíceis até de mensurar. 

“Falsificação não é privilégio do Brasil, só que aqui ficou um pouco mais descarado, é mais complicado. Além de já ter uma dificuldade natural mercadológica que é essa crise de desconfiança, a legislação brasileira não protege tanto. Por exemplo, se diante de um juiz você falar que uma obra é falsa, você pode ser processado, porque aí você tem que provar que a obra é falsa”, diz Perlingeiro. 

“É muito difícil provar que uma obra é falsa, é preciso ressuscitar o artista. Já estive envolvido em vários casos e sempre saí perdendo”, contou ao AQA Jones Bergamin, o Peninha, leiloeiro de uma das casas mais conceituadas do Brasil, a carioca Bolsa de Arte, e com tanto tempo de estrada quanto Perlingeiro. Ele dá como exemplo o famoso caso de Giuseppe Irlandini, dono da carioca Galeria Irlandini, que em 1995 foi processada por venda de obras falsas – e ganhou a causa.

“Ele [Giuseppe Irlandini] conseguiu ganhar a causa no Rio, arrumou dois peritos do outro lado para confirmar [autenticidade] mesmo contra o Projeto Portinari, a Secretaria de Cultura do Rio, a Bolsa de Arte, a universidade, todos dizendo que as obras não eram autênticas. E os dois peritos viram o que todos os outros especialistas não conseguiram ver. Então, aqui, provar que uma obra de arte é falsa, só se pegar em flagrante o cara assinando o quadro”, contou Peninha.

 

COMO COMPRAR COM SEGURANÇA

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Diante desse quadro apocalíptico, não desista da sua coleção. O mercado de arte no Brasil profissionalizou-se muito nos últimos 30 anos e está cheio de obras boas e bonitas que valem também como investimento. Só é preciso saber escolher, e para isso nós damos os três passos fundamentais para começar sua coleção sem cair em roubada. Eles são unanimidade entre os agentes de mercado e te guiam para uma compra segura e também rentável (...)".

Leia as dicas importantes na sequência, através do link:

https://www.artequeacontece.com.br/nao-caia-em-cilada-comprando-arte/

 

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