AGRADECIMENTO
A família Fialho Felix (do Maranhão) vem agradecer penhoradamente a pesquisa e atenção carinhosa do imortal APB (nome aprovado) LEOPOLDO VAZ por resgatar o nome da poetisa maranhense ISABEL FIALHO FELIX, minha avó materna, trazendo à tona seus trabalhos e vida ilustre, em prol da literatura do Estado, sendo uma das grandes mulheres no cenário poético brasileiro, fato que poderá ser constatado nesta importante pesquisa que ora publicamos. É recheada de recortes de jornais da época que valorizam o trabalho de Leopoldo Vaz, cujo dinamismo e paciência, revelados, só nos faz aplaudir e agradecer a esse historiador, pelo fato de se preocupar com a história do Maranhão, mesmo tendo nascido no Paraná.
Att. Mhario Lincoln,
Presidente da Academia Poética Brasileira
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ (Academia Ludovicense de Letras/Academia Poética Brasileira)/Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão/Licenciado em Educação Física. Mestre em Ciência da Informação.
OBS: Com a colaboração dos netos Mhario Lincoln Felix Santos e Isabel Fialho Felix Ximenes
Texto de Leopoldo Vaz: O jornalista Mhario Lincoln, assim escreveu em critica ao livro de Cléo Rolim, onde tomei conhecimento do trabalho da poetisa Isabel Felix: Lembrei de minha avó Isabel Fialho Felix, autora do livro de poesias "O Por-do-Sol de Minha Terra", escrita à beira do rio Itapecuru, quando lia as histórias da 'Carochinha', para os netos pequenos (inclusive eu) e ao final, tirava suas conclusões e afirmava: "Eu também já fui assim, etc e tal...". Daí, acabava tornando uma história da 'Carochinha', um fato real em minha cabecinha de criança. 'Ora, se isso aconteceu com Vovó 'Biluca", isso foi real e pode acontecer comigo também...', indagava eu em minha inocência".
A partir daí decidi pesquisar sobre mais uma poetisa maranhense e descobri: Isabel Fialho Felix nasceu em Grajaú, em 05 de maio de 1905, casada aos 13 anos de idade com o libanês Antonio Cachem Felix, comerciante em Rosário. Teve a primeira filha aos 15 anos, Isilda Fialho Felix, depois, Mota. Na sequência, vieram: os irmãos Violeta Felix (depois Caldas), Alaíla Fialho Felix, Iris Fialho Felix (depois Araújo), Maria José (Zeca) Felix (depois Almeida), Lenir Felix (depois Costa), Flor de Liz Fialho Felix, Wilson Paulo Fialho Felix, Clodomir Fialho Felix e Wladimir Fialho Felix.
Os jornais da época elogiavam a postura poética de Isabel Fialho Felix, tendo conhecido os originais do livro “O Por do Sol de Minha Terra”. Em uma das reportagens no jornal "A Pacotilha", de (05/05/1958), o seguinte texto: "Os versos da poetisa Isabel Fialho Felix vem sendo publicados em várias revistas literárias do país e merecendo as mais elogiosas referencias de renomados críticos nacionais”.
Abaixo, as pesquisas em jornais da época acompanhavam boa parte da vida ativa dessa poetisa, como acompanha as celebridades hoje em dia. Isso porque, Isabel Fialho Felix era uma mulher geniosa, se destacava à primeira vista, apesar da estatura média-pequena que ela possuia.
Tinha respostas na ponta da língua. Era dona de uma inteligência incomum. Conseguiu criar todos os filhos de forma incisiva e brilhante. Todos tiveram sucesso na vida. Era uma mulher forte e decidida. O seu lado artístico foi passado para suas filhas e uma delas se destacava, no canto, nos palcos, depois na televisão e nos jornais impressos. Flor de Lys Fialho Felix. A mesma Flor de Lys que anos depois revolucionou a maneira de escrever colunas sociais no Maranhão. Por outro lado, todas as filhas, Alaíla Felix, Violeta Caldas, Zeca Almeida, Iris Araújo, Isilda Mota formavam um grupo de mulheres influenciadoras em suas épocas. Os homens, Wilson Paulo (político forte em Rosário-MA), Clodomir e Wladimir (militares), exerceram um papel relevante dentro da família Fialho Felix. Nos municípios maranhenses, onde a família morou, Isabel e Antonio Cachen Felix tiveram papéis importantes. Por isso, os jonais da capital estavam sempre dando atenção a poetisa do "Por do Sol de Minha Terra" (Foto:página do livro escrita a mão pela poetisa). Veja, até quando ela foi atendida no Pronto-Socorro, o jornal noticiou. A seguir:
1923 – No "Diário de São Luis", anunciado o nascimento de mais um filho, Wladimir Fialho Felix.
1931 – O Combate de 09 de dezembro anuncia a formatura em Farmácia de sua filha Isilda Felix.
1945 - No Diário de São Luis de 29 de maio, de que havia sido atendida no Pronto Socorro.
1948 – 1º de janeiro, registrado enlace matrimonial das famílias Fialho Felix-Correia Lima.
1948 – O Diário de São Luis de 05 de maio parabeniza pelo transcurso de aniversário.
1949 – 22 de fevereiro, no Diário de São Luis, nota social sobre aniversário de uma filha, Alaila.
1956 – O Combate, de 26 de dezembro: mais uma filha, desta feita Flor de Lys Fialho Felix, é homenageada.
CASAMENTO de José Hipólito Araújo e Grace Iris Fialho Felix
ABAIXO, HOMENAGEM ANIVERSÁRIA COM TODA FAMÍLIA FELIX NA RESIDÊNCIA DA FAMÍLIA DE LENIR E VICENTE COSTA:
1958 – A Pacotilha de 05 de maio em nota “Faz anos hoje a poetisa Isabel Fialho Felix, esposa do comerciante em Rosário, Antonio Felix: “[...] a distinta aniversariante, que é inspirada poetisa e autora do livro ‘O por do Sol de Minha Terra’ a ser dentro em breve publicado, nasceu em Grajau, interior do Maranhão. (...) Os versos da poetisa Isabel Fialho Felix vem sendo publicados em várias revistas literárias do país e merecendo as mais elogiosas referencias de renomados críticos nacionais”.
Poesia inédita:
MELANCOLIA
Isabel Fialho Felix
Jesus! Em tudo eu vejo uma tristeza
A melancolia impera em meu ser...
Eu já amo essa amiga inseparável
Com ela quero lágrimas verter
Vem, ó eterna fada misteriosa...
Estende o teu manto sobre mim
Oculta nele minhas mágoas todas,
Que são pérolas em concha de marfim
E eu não quero essa concha em mar soberbo
Da alegria enganosa e passageira,
Que é como relâmpago em noite escura
Vem, brilha e foge em veloz carreira!
Melancolia, muda companheira
Eu compreendo bem o teu segrêdo!...
Vem habitar comigo a vida inteira,
Carpindo a solidão do meu degrêdo
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