O POEMA SPINA
Essa nova forma poética - SPINA -, criada em Santo Amaro (SP), pelo poeta pernambucano Ronnaldo de Andrade, formado em letras, tornou-se fator contumaz entre os poetas que gostam de poesia muito bem elaborada.
A nova forma poética foi batizada de SPINA para homenagear o saudoso professor emérito da USP, Segismundo Spina, autor dos livros: Apresentação da Lírica Trovadoresca; Do Formalismo Estético Trovadoresco; Introdução à Poética Clássica; Presença da Literatura Portuguesa (Era Medieval); Na Madrugada das Formas Poéticas e, entre outros, o Manual de Versificação Românica Medieval, livro que inspirou a criação do SPINA; e já está devidamente registrada na Hoodid.com, Empresa de Certificação Eletrônica, com sede na cidade do Recife (PE), e tem parecer favorável de Órgãos Federais Brasileiros, inclusive o Observatório Nacional.
ESTRUTUTA DO SPINA
Resumidamente, o poema SPINA tem duas estrofes. A primeira, com três versos com três palavras, obrigatoriamente, iniciada por uma acepção trissílaba. (mais informações: https://singrandohorizontes.blogspot.com/2020/07/ronnaldo-de-andrade-spina-nova-forma.html)
COLAR DE SPINAS
UM OLHAR POÉTICO SOBRE A INSPIRADORA
OBRA "A BULA DOS SETE PECADOS"
DE MHÁRIO LINCOLN.
I
Pecados versus antídoto,
Ou seriam absolvições?
Uma indelével incumbência.
Meus olhos ávidos mergulharam nas
páginas enriquecidas de sublime ensaio
regado a memórias. Quanta sapiência!
Linhas tecidas com capciosas mensagens,
Ou seriam nas entrelinhas? Excelência!
II
Páginas de “Releituras”
em amargas colheitas
versus “Estranhas frutas”.
Envolvida me vi pelas conjecturas
de uma alma enobrecida, reações
advindas das amargas correntes, lutas.
Decantada em versos, prosas, sabores
sangrentos, marcados por árduas labutas.
III
Sabores poéticos reverberando
em liberdade desmistificada...
"Sem pensamentos levianos”.
Impressionante seu olhar de erudita
despido de prepotência, orgulho ou
preconceitos. Uma dádiva dos anos
vividos em meditações. Daí, senti-me
agraciada. Um convite sem enganos.
VI
Convite poético inspirador
perceptível nas entrelinhas,
amores, anseios, tentações.
Fascinante passeio em cenário lírico
bucólico, empreendi ao me aventurar
pela história escrita, narrada. Emoções
retiradas das páginas literárias, outrora
decantadas em fábulas, odes, canções.
V
Cenário poético imaginário
repaginado em fascinante
celebração, lirismo latente.
A poeticidade de Mhário Lincoln
não cabe definição, uma iguaria
de fino trato, elucubracão pungente.
Quanto mais me aprofundava, presença
sutil sentia, uma inspiração ardente.
VI
Presença maranhense na
literatura brasileira, Mhário
Lincoln, ícone jornalístico.
Ilustre erudita poético singular, destaca-se
por seus dons, promovendo verdadeira
ebulição no universo literário publicístico.
Visionário por natureza! Nasceu agraciado
de incrível percepção, intrinsecamente holístico.
VII
Singular ornamento literário
pincelado em conjecturas
poético filosóficas. Rendi-me.
"Instinto ou loucura" envolvem meus
sentidos em "Metamorfose" ao pousar
meus olhos naquela "Lagarta". Prendi-me
em "Suspiros de Agonia" orvalhando
"Ode a Pandora”, “Amantes". Transcendi-me.
VIII
Lagarta, borboleta, casulo,
remetem a transformação.
Mudanças, amplos significados.
Lembranças de amores, amantes, segredos,
pulsantes sentires, "Saudades, que nada”.
Arquétipo cigano revelando desejos marcados,
elevando a temperatura desse apetitoso
cenário místico de incandescentes pecados.
Maura Luza Frazão. São Luís. MA/Brasil.
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