Quarta, 02 de Setembro de 2026 18:13
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Brasil MATÉRIAS ESPECIAIS

Realmente nenhum dinheiro ou fama compra uma verdadeira amizade. Obrigado, 'Ratinho'

Palavras reais, escritas pelo coração. Por isso, mesmo sem sua presença física, esse exemplo de amizade e carinho - independente de posição social, cor ou academicidade - estará em todas as minhas publicações, daqui pra frente.

16/02/2023 08h43
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln / Prefácio A Bula dos Sete Pecados
Nesta casa passei minha infância.
Nesta casa passei minha infância.

Ratinho Macau era uma pessoa muito querida. Meu amigo de infância. Nos separamos fisicamente. Mas a amizade ficou e se engrandeceu em cada momento que o tempo passou. Sem dúvida, quando pedi para ele escrever alguma coisa sobre esse meu livro de poemas - cheio de verdades, emoções e simplicidade - eu sabia das qualidades da alma desse homem. Quando li a carta dele, escrita pela filha, desabou uma tempestade de felicidade. Palavras reais, escritas pelo coração. Por isso, mesmo sem sua presença física, esse exemplo de amizade e carinho - independente de posição social, cor ou academicidade - estará em todas as minhas publicações, daqui pra frente. (Mhario Lincoln).

Carta a Mhario Lincoln

*Conforme o original de Ratinho Macau. No livro, houve pequena editoração por parte de quem o corrigiu. 

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Não sou poeta, nem escritor, nem nada. Sou amigo de Mhario Lincoln desde criança. Nasci quase defronte da casa dele, na Rua dos Afogados, (no centro de São Luís). Lá  conheci ele durante as chuvas torrenciais do mês de abril. Brincávamos de nos deixar levar pela força da água que era muito forte. Nossa casa ficava exatamente no final de duas ladeiras. A enxurrada descia dos dois lados e subia alto, for­mando uma montanha d’água, onde nos jogávamos. Era um perigo pois as águas eram engolidas por um imenso sumi­douro chamado “Boca de Lobo”. Antes não tinham grades e por um amigo nosso ter morrido afogado numa dessas brincadeiras, decidiram colocar na entrada do sumidouro, grades. Isso salvou as nossas vidas. A minha, nem tanto, mas a de Mhario Lincoln foi relevante para que ele produzisse o que está produzindo agora. 

Quase morri de susto quando ele me ligou e pediu que eu escrevesse. Disse pra ele que aos meus 67 anos, não estou mais vendendo juventude em razão de um acidente de trabalho que me tirou a mobilidade dos braços e de uma perna. Mesmo assim, ditei esta carta para uma de minhas filhas que é ‘afilhada’ dele. Dei o nome de Orquídea, em razão da irmã dele que era criancinha em nossa época, mas já era bonita o suficiente para sonhar com esse nome, se filha viesse a ter um dia. 

Ela, a minha Orquídea, leu demoradamente cada verso, cada soneto, cada quadrinha, cada frase e eu confesso que em algumas ocasiões, chorei. Mas de felicidade em ter o Mhario Lincoln, entregue essa missão de escrever uma das apresentações deste livro pra mim. Sou velho amigo, ape­nas um funcionário público municipal, que durante a maior parte de sua vida, recolheu nas madrugadas o lixo público pela LIMPATER (era companhia de limpeza urbana da cidade). Foi nesse honra do trabalho que recolhi quase toda a minha bib­lioteca onde meus dois filhos, Orquídea, médica e Junior, das Forças Armadas do Brasil, estudaram e passaram nos con­cursos públicos para os quais se submeteram. 

A bondade de Mhario Lincoln é imensa. Nunca esqueci quando minha mãe morreu em 2007 e ele, mesmo lá de Curitiba soube e me telefonou. Passamos mais de uma hora conversando sobre nossa infância. Ele me lembrou do episódio da música. Ele participou de um conjunto musi­cal e eu ia como ‘ajudante da montagem dos instrumentos.’ Ele arranjou um jeito para eu estar junto. Agora ele me sur­preende mais uma vez me dando uma missão como essa. Não fugi e estou escrevendo do meu jeito. 

Li alguns prefácios aqui escritos. Quem sou eu para falar dos escritos de Mhario Lincoln. Mas não me amedronto de afirmar que existe coisas que me chamam muito a atenção na linguagem de Mhario Lincoln. Ele é romântico sem ser pastoso. Ele con­segue rimas fora do Planeta, sem se perder na linguagem. Deixa o leitor, como eu, bem à vontade para ouvir sua poesia leve e bonita. 

Aqui era o "cuvão", um imenso buraco por onde desciam as enxurradas.

Fiquei muito animado com essa oportunidade. Eu que já estava quase desistindo da vida, na situação em que me encontro e com meus filhos já formados, bem casados e bem empregados. Mas essa centelha de Mhario Lincoln me renovou. Me jogou novamente para o alto, como quando éra­mos crianças e o encontro das enxurradas nos levava pra cabeça das ondas da Rua dos Afogados. 

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Obrigado meu amigo. Quando você vier lançar o livro em São Luís quero estar lá, na primeira fila, mesmo em cadeira de rodas, para abraçá-lo com meu coração e revelar o segredo que eu guardava dentro daquela lata de leite ninho e que nunca deixei tu abrir. 

Não vou revelar o que tinha dentro até você me dar o livro assinado. Ter eu como prefaciador é tão imenso o quanto imensa é minha amizade e meu respeito por você.

Um grande abraço.

*JOSÉ DE RIBAMAR MACAU DOS SANTOS (Ratinho). São Luís do Maranhão.

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Joema Há 4 anos atrásCuritiba Que lindo e emocionante!!
JotAlencarHá 4 anos atrásSão PauloGrande Mhario Lincoln, parabéns sempre pelo seu estupendo trabalho !!!!
Goreth pereiraHá 4 anos atrásSão LuísAo ler essa mensagem fiquei emocionada.Realmente dinheiro nenhum tras felicidade.E quem tem amizade de verdade regue para nunca morrer.Os amigos de verdades sao como arvores nunca estao de costas e sim de frente.Assim o Mhario linhcon . Ah! Nunca vi zangado mas se me perguntarem digo que na realidade sempre vejo com um sorriso estampado.Mhario um ser iluminado.
Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 4 anos atrásSão José de Ribamar Fantástico e comovente o prefácio do (Ratinho) parabéns pelos trabalhos literários e pela amizade wue existe entre vocês!
Judith Bogéa Bittencourt Há 4 anos atrásSão Luís-MATerna e eterna amizade que se preserva com doçura, como revelado fraternalmente entre os amigos Mhario Lincoln e José de Ribamar Macau dos Santos.
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