Textos Escolhidos: original de Camilla Veras Mota, da BBC News Brasil em São Paulo. Publicado em 24 fevereiro 2022. Para acessar a matéria original com todos ops créditos: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60501066
Foto: Excursão das participantes do II Congresso Internacional Feminista ao Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro
"As conquistas femininas no Mundo inteiro tiveram várias vertentes. O voto feminino no Brasil, é uma delas. Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, ratifica-se aplausos pelos esforços de fortalecimento da luta por igualdade e justiça. Abaixo, reproduzo uma matéria da BBC/Brasil que fala sobre algumas conquistas, tão importantes para a história de luta das mulheres, no Brasil". Mhario Lincoln, editor-sênior do www.facetubes.com.br
A matéria, aqui reproduzida, é, sem dúvida, nosso compromisso - sempre - em defesa dos direitos, da valorização e do reconhecimento de Mulher.
Quatro ícones da longa luta das mulheres pelo direito ao voto: estudar, trabalhar, votar, divorciar-se
As brasileiras do começo do século 19 não tinham nenhum desses direitos.
-Até 1830, pra se ter ideia, a lei permitia que os maridos castigassem fisicamente as esposas, uma herança das Ordenações Filipinas, um conjunto de leis de origem espanhola adotada por Portugal e implantada no Brasil colônia.
-Até 1962, as mulheres casadas precisavam de autorização formal dos maridos para trabalhar - o Código Civil de 1916 via a mulher como incapaz para realizar certas atividades.
-Nas escolas, até 1854 as meninas aprendiam corte, costura e outras "prendas domésticas", enquanto aos meninos se ensinava ciências, geometria e operações mais avançadas de matemática. Depois que o currículo foi unificado no ensino básico, ainda foram necessárias várias décadas até que as mulheres tivessem acesso mais amplo às universidades, algo que só ocorreu depois de 1930.
-O direito de votar veio em 1932 - com a promulgação do decreto nº 21.076 no dia 24 de fevereiro, há exatos 90 anos -, como mais um capítulo de uma história longa, que vai muito além do acesso às urnas.
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