Mulher: entre fortalezas e fraquezas, alegrias e tristezas, companhias e solidão, estresse e calmaria, desapego e proteção. Claro , nesse universo cada uma tem seu estilo, seu jeito de ser e fazer a vida, tem aquelas que são doces, meigas outras nem tanto, tem umas que precisam se esconder detrás de uma armadura.
Bem, se existe o Planeta Mulher, ele é adversidade, é o glamour da sala de estar, com o balançar das saias e a boa conversa das senhoras no chá da tarde, ao passo que é, o vai e vem da senzala, daquelas que correm para dar conta da casa grande e dos caprichos de seus senhores.
É a feminilidade escondida nas rugas desenhadas pelo Sol, pela agonia do corre-corre, pela falta de tempo, pela vida mal vivida, e é, o estresse produtivo da mulher independente, multifacetada, intelectual, que dar conta de muitas coisas ao redor dela.
É aquela que ainda cedo perdeu o encanto pela vida, que sabe o peso do abandono, e conhece a medida da dor de escutar o filho pedir algo para comer e não ter o que dar e da privilegiada, feliz, mesmo com erros e acertos está sempre crescendo, aproveitando o que há de bom.
É a antítese entre bondosas e maquiavélicas, entre divinas e profanas, deusas e semideusas, daquelas que estão abertas as maravilhas mesmo nas dores de parto e de outras que não aguentam o choro ao pé do ouvido, e de tantas outras que teimam em nutrir uma maternidade infeliz, e outras mais que pela sensatez nem arriscam.
E o que não falta é assunto que envolve esse universo, que por vezes é recheado de união e em contrapartida é espaço para tabus, disputas, julgamentos e cobranças. Sim, a mulher aos moldes tem que andar na linha, fio do cabelo desalinhado nem pensar, tem que falar manso, andar com sorriso nos lábios, mas isso herança de um passado não tão distante em que as mães educavam as filhas para o casamento, com traquejos e cuidados que deviam ter as senhoras. Não que meninas não devam ser bem-educadas, mas que sejam direcionadas para a autonomia e liberdade.
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