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Brasil Pérolas da Internet

Quer conhecer o "Grupo Noigandres", marco da vanguarda poética. Então, leia esta matéria

Recuperados da publicação da página dos bibliófilos, Patricia Peck Pinheiro e Romulo Pinheiro.

20/03/2023 19h31 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: biblioteca.peck.pinheiro/ bibliófilos Patricia Peck Pinheiro e Romulo Pinheiro.
Originais de: biblioteca.peck.pinheiro
Originais de: biblioteca.peck.pinheiro

PÉROLAS DO INSTAGRAM LITERÁRIO

NE: se perquisar vai encontrar muitas coisas interessantes no gênero "literatura e arte", no Instagram. São publicações como essa que me fazem perder uma boa parte da madrugada garimpando novidades pela internet. Na página da biblioteca.peck.pinheiro, livros raros e muito interessantes, como a "Revista Noigandres" n°1, com participações de nomes como o de Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos. A data é 1952. A capa de Décio Pignatari. Neste texto quase exótico, geralmente assinado por Patricia Peck Pinheiro e Romulo Pinheiro, bibliófilos, detalhes interessantes. Vale muito ler (Mhario Lincoln). Abaixo:

"(...)

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"Noigandres, eh, noigandres."

Haroldo Campos.

Aqui nascia o Grupo Noigandres, marco da vanguarda poética, debaixo da "palavra mágica" criada no século XII pelo hermético Arnaut Daniel: noigandres, "o que protege do tédio".

Segundo Augusto de Campos: "Usamos a misteriosa palavra 'Noigandres' no primeiro número do nosso livro conjunto de poemas e pusemos como epígrafe a expressão de Pound, 'Noigandres now what the DEFFIL can that mean!'. Isso porque parecia um símbolo de alguma coisa que estávamos procurando, uma coisa nova que a gente não sabia o que era."

Décio Pignatari.

E não sabiam mesmo, pois o significado da palavra veio apenas em 1971, após uma trabalhosa tradução de Émil Lévi, que chegou ao "que protege do tédio". Ao saber, Augusto disse "ainda bem".

Augusto de Campos.

A palavra mágica os levou a criar o maior grupo de vanguarda da poesia brasileira, com repercussão além de nossas fronteiras. Aqui neste primeiro número os três ainda não haviam entrado no campo da experimentação visual das palavras e formas, mas o rumo estava traçado: enfrentar e derrotar o tedioso rumo que a poesia estava tomando.

E qual o maior poema do livro? Sempre entendemos a foto de abertura como um poema visual. Os três poetas juntos, unidos na busca pelo novo, mas cada um olhando para sua própria direção, seu próprio caminho.

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(...)".

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Renata Barcellos Há 3 anos atrásRj Viva a poesia visual
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