Estreia nesta segunda-feira (3), no YouTube, Spotify e demais plataformas, o quarto episódio do podcast “Jenipapo 200 Anos”. A convidada da penúltima entrevista da série sobre a Batalha do Jenipapo, conflito ocorrido em Campo Maior há 200 anos, é Maria do Amparo Alves de Carvalho, doutora em arqueologia. Ela mostra a importância dos registros materiais para contar esta história.
Muitos desses registros se perpetuaram ao longo de dois séculos, como o cemitério com os restos mortais de combatentes, localizado ao lado do Monumento Batalha do Jenipapo, conhecido como “berço dos heróis”, localizado na entrada do município, A perspectiva arqueológica é necessária e se dá como uma colcha de retalhos feita de objetos, publicações e da memória familiar dos remanescentes dos combatentes.
Com estudos voltados para a cultura material da Batalha do Jenipapo, Maria do Amparo Alves de Carvalho analisa o perfil bélico das armas que estiveram nos braços dos combatentes. “A memória das pessoas diz que as espingardas foram doadas por pessoas da própria comunidade”, revela.
Para além de armas e corpos, há um fato político, histórico e cultural que está presente até hoje no simbolismo do piauiense: “O sentimento das pessoas, de coparticipação, de atrapalhar o Fidié, que seguia para Oeiras. Esse desvio do caminho foi uma grande vitória. Foi uma tragédia, mas com uma vitória de não ter tomado a capital. Pelo viés da memória das pessoas, percebemos o aspecto forte que isso representa para a comunidade”, acrescenta a pesquisadora.
A batalha, ocorrida no dia 13 de março de 1823, às margens do Rio Jenipapo, consagra um capítulo importante da reação sertaneja ante tropas portuguesas, que desejavam manter domínios sobre o Norte do país. O podcast tem como objetivo contar esta história a partir de várias óticas, com conteúdo pensado para as escolas.
Gravado nos modernos estúdios da TV I, o podcast “Jenipapo 200 Anos”, apresentado por Cinthia Lages, vem para exaltar os registros do confronto, que marca a identidade. A produção, dividida em cinco episódios com eixos temáticos, é uma realização da Monteiro & Bezerra LTDA e é apoiada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), do Governo do Estado do Piauí.
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