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Cultura Entrevista Histórica

Após eleição para AML (2022), Lourival Serejo falou à Plataforma Nacional do Facetubes

Em entrevista exclusiva a Carlos Nina, articulista do Facetubes, o presidente da AML, Lourival Serejo, defendeu uma Academia mais próxima da sociedade e aponta a ética como eixo do século XXI. Fala sobre literatura, tecnologia, juventude, papel dos intelectuais, futuro do livro e responsabilidade social das instituições culturais.

25/09/2026 11h45 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: ANO 2022 (Exclusivo Carlos Nina).
Carlos Nina e Lourival Serejo
Carlos Nina e Lourival Serejo

Carlos Nina

A entrevista do desembargador Lourival Serejo ao jurista e articulista da Plataforma Nacional do Facetubes, Dr. Carlos Nina, registra mais do que o percurso de um magistrado que também fez da literatura uma dimensão permanente de sua vida. Presidente da Academia Maranhense de Letras, Serejo parte de Viana, sua cidade de origem, para explicar a formação de suas raízes emocionais e culturais, presentes na poesia, na ficção e na memória. Ao tratar de sua obra, destaca Alto da Matriz como um de seus trabalhos de maior densidade pessoal e reconhece na poesia um território de exigência técnica, disciplina e concentração.

 

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Um dos pontos centrais da conversa está na concepção que Serejo apresenta para a Academia Maranhense de Letras. Para ele, a instituição precisa ampliar sua presença na sociedade, aproximar-se das escolas, alcançar novos leitores, estimular jovens autores e romper o isolamento das atividades restritas aos próprios acadêmicos. Essa visão inclui concursos, antologias, encontros com estudantes, circulação das publicações da entidade e a própria revisão do papel das academias no século XXI. Serejo também aponta a necessidade de adaptação às transformações tecnológicas, entendendo que instituições culturais não podem permanecer à margem das novas formas de leitura, comunicação e produção de conhecimento.

A entrevista alcança ainda uma dimensão ética e social. Serejo situa o intelectual e o escritor como agentes capazes de despertar consciência, incorporar os conflitos do presente à criação literária e participar do debate público sem reduzir a literatura a instrumento de militância. Na sua leitura do mundo contemporâneo, a ética do cuidado, da atenção, da inclusão e da responsabilidade ambiental constitui um dos fundamentos para enfrentar o individualismo, os radicalismos e as tensões sociais deste século. Ao final, ao falar de Literatura no Espelho, define o livro como resultado de décadas de leitura e como um convite para que o leitor se aproxime de outros autores, outras obras e do próprio exercício crítico da leitura.

 

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Prof. Dr. Luis Fernando Hadad FreitasHá 1 hora atrásescritor e poeta (SP-SP).Vejo essa citação como um feito extraordinário do professor Serejo nesse contexto intelectual maranhense que é difícil de administrar diante de tantas situações partidárias. Serejo situa o intelectual e o escritor como agentes capazes de despertar consciência, incorporar os conflitos do presente à criação literária e participar do debate público sem reduzir a literatura a instrumento de militância. Excelente!
Carlos Augusto SobreiroHá 1 hora atrásSão Luís-MaHomem simples. Vestiu a toga e essa não lhe pesou nos ombros. Parabéns Lourival.
Lucio LimaHá 1 hora atrásCaxias-MaUm dos grandes presidentes da AML.
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