Quarta, 02 de Setembro de 2026 12:12
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Brasil Matéria especial

VICEVERSA: Joizacawpy Costa/Mhario Lincoln/Joizacawpy Costa

"O que realmente falta para nossa juventude intelectual do Maranhão explodir a nível nacional é sem dúvidas o apoio dos poderes públicos, de forma a propor políticas públicas de incentivo à literatura regional..." (JC).

18/05/2023 08h54 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: VICEVERSA JOIZA COSTA
Mhario/Joiza/Mhario VICEVERSA. (Com o troféu da AMCLAM).
Mhario/Joiza/Mhario VICEVERSA. (Com o troféu da AMCLAM).

BIOGRAFIA

Joizacawpy Muniz Costa, Maranhense Pedagoga,  Professora da rede municipal de São Luís MA; escritora, poeta, Acadêmica internacional FEBACLA (Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências Letras e Artes) Membro correspondente AZL;  Membro da SCLMA Colaboradora da plataforma Facetubes. Autora dois livros: “ESSENCIA DE UMA ALMA” 2020; e MARCA DAS PALAVRAS 2022. Com o livro "Essência de uma Alma – Poesias e Reflexões", lançado em 2020 pela Viegas Editora, a professora foi homenageada com a Comenda Mérito Literário Gonçalves Dias, recebendo-a no Rio de Janeiro.

 

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MHARIO LINCOLN/JOIZA COSTA

1 – Mhario Lincoln - A literatura maranhense tem cada dia sendo abduzida por novos poetas jovens e dispostos a continuar a saga da cidade, como "Athenas Brasileira". Você se incluiria nessa nova safra, na verdade, que vem sendo colhida desde os anos 2000? 

Joizacawpy Costa - Sim, eu me incluo nessa nova safra de poetas que despontam cada vez mais no cenário maranhenses com uma vontade tamanha de fazer a poesia ecoar de forma significativa a ponto de ganhar leitores e admiradores da poesia. Um forte exemplo é o C.E.M Coletivo de Escritores Maranhense um movimento novo o qual estou fazendo parte e que tem como um dos objetivos alavancar a poesia maranhense, tanto que estamos nos movimentando ocupando espaços, principalmente os espaços públicos.  

 

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2 MHL - Você confessou sua admiração incondicional a Josué Montello. Seria esse o seu autor preferido na prosa? E na poesia? Quais os nomes que você considera 'anormais'? 

JC - Sim tenho uma admiração muito grande por Montello, por sua maneira de narrar e prender o leitor, por seus recursos de escrita que nos levam a lugares e tempos distintos, pelo movimento não linear da sua narrativa, visto que ele faz um jogo temporal de idas e vindas em suas histórias, com flashebak que desafiam o leitor, durante toda a leitura é necessário ter atenção para não se perder no enredo e isso é muito bom. Já na poesia são tantos os nomes, minha primeira inspiração Gonçalves Dias que era um gênio, em tempos remotos pertencente ao clássico romantismo, mas foi ele minha inspiração primeira, depois Fernando Pessoa por imprimir em sua poética traços filosóficos instigantes que nos obrigam a pensar um pouco mais. Maria Firmina dos Reis com certeza posso considerar fora da curva sem formação em letras tinha a pena lapidada, uma surpreendente professora de primeiras letras num empo de tantas privações a mulher ser tão genial é com certeza incrível. Posso dizer ainda que me agrada a rebeldia de Clarice Lispector... 

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Mhario Lincoln & Joiza Costa.

3 MHL - Tenho visto que muitos colegas têm recebido vários diplomas de instituições particulares de literatura. Até onde tais certificações são válidas? 

JC - Acredito que as certificações são válidas de acordo com o compromisso e merecimento de quem se dispõe a obtê-las, mas se for apenas a título de quantidade de diplomas e certificações, considero desnecessário.  

 

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4 - MHL - O que realmente falta para que a juventude intelectual do Maranhão exploda no Brasil, haja vista que hoje, o Piauí, o Pará, e o Ceará, circunvizinhos, tem seus artistas mais conhecidos em nível Brasil, que os maranhenses? Pode ser uma deficiência dos Poderes públicos regionais com relação ao apoio direto de seus valores? 

JC - O que realmente falta para nossa juventude intelectual do Maranhão explodir a nível nacional é sem dúvidas o apoio dos poderes públicos, de forma a propor políticas públicas de incentivo à literatura regional e execução de tais propostas de forma a valorizar esse potencial intelectual, infelizmente aqui no Maranhão o incentivo é tímido e muitas vezes só abarca um grupo pequeno, falo isso diante da grandiosidade e quantidade de nomes na literatura maranhense contemporânea. 

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5 - MHL - Embora a tristeza e a melancolia possam desempenhar um papel forte na composição poética, existe uma fórmula definitiva que determine que quanto mais triste um poeta estiver, melhor será sua composição? Ou criatividade e inspiração são processos complexos e moldados por uma variedade de fatores, incluindo experiências pessoais, temperamento e perspectiva individual? Você pode me falar como acontece com você? 

JC - Eu diria que a composição poética é uma dimensão complexa e que não há uma forma definitiva que determine o ato da composição, embora a poesia tenha algumas especificidades que a caracterizam como gênero, cada poeta tem sua marca de singularidade em especial a subjetividade. Já ouvi histórias de poetas que rendem mais em fases tristes e difíceis. Quanto a mim eu diria que criatividade e inspiração são processo complexos sim, mas também acredito que sejam interdependentes e que acabam sendo moldados por um conjunto de fatores que incluem experiências pessoas sim, mas também envolve o olhar não só para dentro de nós é preciso enxergar fora, vê o mundo e as pessoas de forma a atingir suas nuances. Tenho processos de criação distintos os que seguem quase que exclusivamente a inspiração de momentos e outros em que penso no tema e elaboro o texto de forma mais pensada, porém não dispenso a força da inspiração, porque poesia requer sentimentos para atingir o sentimento do leitor. No início de minhas composições eu obedecia exclusivamente a inspiração. Com o passar do tempo fui embarcando em outras possibilidades e aí entra as composições elaboradas não só pela força da inspiração, porém ainda componho em alguns momentos totalmente entregue a inspiração. As vezes meu eu lírico sou eu mesma e outras vezes os pego emprestados. 

 

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6 - MHL - Há quem acredite que a poesia e o ensino tem muita coisa em comum, pois são ricos em significados e experiências pessoais; e cada pessoa pode encontrar suas próprias maneiras de relacioná-los. Então, até onde o exercício de sua profissão influi em seus 'insights' poéticos? 

JC - Minha profissão influi muito em meus insights poéticos, porque a docência tem dois elementos indispensáveis o conhecimento e a sensibilidade para além do conhecimento perceber as entrelinhas tanto do que ensinamos como a forma como repassamos esse saber, ou seja, eu preciso perceber a forma como meu aluno aprende para melhor atendê-lo, isso acaba sendo um bom exercício para quem escreve, sem contar que o espaço educativo é rico em situações que provocam inspirações. Tenho muitos escritos literários compostos em sala de aula. 

 

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JOIZA COSTA/MHARIOLINCOLN

 

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Joiza Costa & Mhario Lincoln.

1 - Joizacawpy Costa- Como você enxerga o atual panorama da literatura brasileira em termos de publicação, consumo e estudos sérios voltados para este? 

Mhario Lincoln - Lamento dizer. Mas infelizmente, com o andar da carruagem a passos de cágado, o cenário é preocupante: representa um túmulo dos livros. E por quê? Pelo que tenho lido, há milhares de originais de novos autores nas gavetas, sem quase nenhum espaço e oportunidade na nossa história literária. Algumas editoras insistem em republicar materiais reciclados de autores clássicos. Nesse contexto, é crucial destacar a retração do mercado editorial brasileiro nos últimos anos, de acordo com a pesquisa "Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro". O nosso mercado perdeu 30% da produção, entre 2006 e 2021. E isso não é culpa somente da pandemia. Na minha modesta opinião, acredito que o grande equívoco foi a escolha, por parte das grandes editoras, de autores já estabelecidos com um público consolidado, ou seja, aqueles que possuem um maior número de seguidores nas redes sociais, mesmo que seus conteúdos nada tenham com sentimentos shakespearianos. E isso atrapalha a evolução da linguagem da literatura brasileira. O pior: hoje, o Brasil literário está em lugares insignificantes na lista dos lançamentos e novos autores mundiais.    

 

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2 - JC - Sem ditar receitas prontas, mas sim encaminhar ideias para conquistar novos leitores, como poderíamos fazer essa construção de sedução dos leitores para com os livros?  

MHL - Vou responder como alguém que não acredita mais em ser descoberto por uma grande editora (até agora). Mas que precisa aparecer no cenário. Acredito nessas ideias a seguir, sem necessariamente serem uma "receita pronta", mas sim, algumas normas necessárias (e profissionais) para que se alcance um bom público leitor. Essas ideias têm um veio do marketing digital que tenho estudando muito: a) Conheça seu público-alvo. B) Crie resenhas atraentes de seus trabalhos, sendo eloquente, envolvente e use uma linguagem vibrante para expressar suas opiniões, destacando os pontos fortes do livro, como uma narrativa acessível, personagens cativantes ou uma mensagem profunda. C) Explore diferentes plataformas, isto é, vale e muito utilizar as plataformas online, como um blog, canal no YouTube ou perfis em redes sociais, para compartilhar suas análises literárias. Além disso, participe de fóruns literários e grupos de discussão para interagir com os leitores, responder perguntas, além de fornecer recomendações personalizadas. D) Realize parcerias e esforce-se para colaborar com livrarias, bibliotecas e outros influenciadores literários. E) Faça uso de citações inspiradoras. Elas podem despertar a curiosidade e o interesse dos leitores, fazendo com que eles queiram saber mais sobre o livro em questão. Acho que a partir dessas regrinhas, muita coisa pode mudar. Comigo está ajudando, e muito!   

 

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3 - JC -  Mhario, em que consiste a base de sua escrita em especial de tua feitura poética? Como ocorre o seu processo de composição escrito, é sempre da mesma forma? Ou existe momentos variados de inspiração e planejamento?  

MHL - Na verdade, cada um tem estilo próprio. Todavia, acredito que somente o 'dom', não é suficiente para que se escreva algo que alcance o feedback necessário. No meu caso, tive que estudar muito. Esforcei-me o máximo para começar a entender os meandros da construção poética. A velha história do "eu poético", não resolve. Ajuda, apenas! Falo por mim, claro. Não conheço o processo criativo dos outros e os respeito integralmente. Mas, eu tive que virar a mesa de meus clássicos princípios para sair da mesmice lírica de rimas e estribilhos. Fui em busca de ritmo, de nuances específicas, para mergulhar em mim mesmo indo atrás de novas experiências, as quais pudessem ser transformadas em poesia, música e prosa. Dediquei-me aos clássicos, mas tive que ir mais além, enquanto técnica e modernidade da construção, visitando novos mundos e lendo uma vasta (e) nova geração, a partir dos anos 70, no Brasil e no exterior. Vez por outra tenho que voltar aos clássicos, sim, para ler os chineses e indianos ou os versos de Nicanor Parra, considerado um dos principais poetas latino-americanos, que desafiava as convenções. Tenho lido constantemente e de forma abundante, poetas que saem da casinha e caminham no esplendor da criação, como Rupi Kaur, Paulo Leminski, Hilda Hilst, o imenso Manoel de Barros, João Cabral de Melo Neto, a ficcionista Virgina Woolf, com quem tenho aprendido a fazer uso do fluxo de consciência em meus insights poéticos. Não sou bom nisso. Por essa razão, sou obrigado a ler muito para me situar. Ler, por exemplo, Ana Cristina Cesar, um dos principais nomes da geração do mimeógrafo da década de 70, com livros incríveis como "A Teus Pés", e "Dispersos e Poética". Bom, poderia aqui citar dezenas de poetas e escritores, - fora da casinha clássica - os quais tenho feito um hercúleo esforço para aprender com eles. Portanto, não acredito que apenas o dom possa fazer alguém alcançar alguma coisa séria e objetiva, se não vier acompanhado de muito suor e satisfação no que faz, sem querer ser rei ou rainha ou viver empoderados nos rascunhos que pensa valerem fortunas, nem cultuar a frase: “quem é bom já nasce feito”, que tem iludido drasticamente os egóicos de plantão. Aliás, chamo para nossa conversa o Thomas Edison. Ele diz, com sabedoria: "O sucesso é constituído por 10% de inspiração e 90% de transpiração....". Isso é fundamental!   

 

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4 - JC - Quem é o homem Mhario Lincoln e o poeta Mhario Lincoln? Eles se misturam? Se dissociam?   

MHL - Às vezes eu me pergunto: até que ponto, enquanto ser humano normal, posso deixar de ser racional, viver e conviver em um mundo concreto, para tornar-me poeta, em minha busca incessante para expressar a beleza e a emoção através da linguagem? Será que devo, enquanto Homem, buscar a compreensão, a verdade e a sabedoria; e, enquanto poeta, buscar a beleza e a emoção, onde minha bússola tem que ser a imaginação e a sensibilidade? Será mesmo que essas diferenças são absolutas? O que dizer de Platão e seus diálogos, onde ele usou a linguagem poética para expressar suas ideias filosóficas, criando uma síntese única entre a razão e a imaginação? Ora, posso dizer, nesse meu aglomerado de ideias e pela bela pergunta feita por você, que, enquanto Homem, também posso ser poeta, se unir em uma única pessoa a razão e a imaginação, criando, igualmente, ‘uma síntese única’ e poderosa do chamado "eu-lírico".  

 

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5 - JC - O que lhe desafia a buscar novos horizontes e novos espaços de descobertas e conhecimentos? Como você analisa a inserção da tecnologia da informação em prol da literatura e da cultura?  

MHL - Sou uma pessoa hiperativa. Sempre busco mais e mais. Lá pelo final dos anos 80, quando os computadores (plug-play) viraram moda, eu fui um dos primeiros a redigir minha coluna diária no jornal "O Imparcial", em São Luís-MA, diretamente em computador e enviá-la para a redação via e-mail. Busco sempre apoio em modernidades que me ajudem a ir mais longe. Todas as manhãs, tiro pelo menos uma hora para navegar em sites virtuais, visitando as novidades da área. Por isso estou sempre atualizado no que diz respeito à minha profissão. Mas com relação à segunda parte da pergunta, me lembro bem: quando surgiram as modernas máquinas copiadoras, alguns equivocados chegaram a dizer que a indústria do livro iria finalmente morrer. Bastava pegar uma máquina dessas, ‘xerocar’ tudo e ler o livro. Não precisaria comprá-lo, nem ir a uma editora para imprimir um livro novo. Uma empresa estrangeira até lançou, na década de 90, uma dessas máquinas que bastava se colocar os originais e eles saíam prontos e encapados como um livro. Não deu certo. Antes, quando a TV surgiu, as pessoas disseram que o rádio iria morrer. Pelo contrário, criou-se a emissora de frequência modulada (FM) e o nível subiu muito, até hoje, neste século XXI. Os ‘podcasts’ modernos são programas de rádio transmitidos pela internet. Destarte, nada vem para "acabar" com nenhuma atividade de forma direta. Pode acontecer, mas o processo é lento, caso o ’ameaçado’ não incorpore novas linguagens. As novas tecnologias vêm para acabar limites - para quem sabe e não tem preguiça de pesquisar; e que não é simplesmente pessimista - e nos dar acesso ampliado ao conhecimento, permitindo que obras literárias e culturais sejam facilmente disponibilizadas e acessadas em formato digital. Pessoas que antes não tinham acesso a bibliotecas físicas ou a obras raras agora podem encontrar e ler essas obras online. Isso, de certa forma, ajuda a preservar o patrimônio cultural, com a digitalização de livros, documentos e outros artefatos, permitindo a preservação e conservação de livros antigos e frágeis. Sou muito favorável a essas tecnologias da informação. Elas nos deram acessos mais rápido e eficiente a fóruns online, redes sociais e plataformas de compartilhamento de conteúdo. Permitiram que as pessoas trocassem suas experiências literárias e culturais, criando importantes comunidades virtuais, como é o caso do GELMA, Grupo de Estudos da Literatura Maranhense, onde coordenadores e apreciadores da cultura podem trocar ideias, recomendações e opiniões, ampliando o alcance e o impacto das obras discutidas. Isso, sem falar nas novas oportunidades para a criação e expressão artística. A literatura digital, por exemplo, permite a combinação de texto, imagens, som e interatividade para criar experiências literárias imersivas e inovadoras. Além disso, a produção e distribuição de obras independentes se tornaram mais acessíveis com a auto publicação e a divulgação via internet. Já não se depende tanto das grandes editoras que vem nos esmagando a cada ano. (Vide a primeira resposta).  

 

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6- JC - Por fim, para você que é um profissional multifacetado com muitos estudos e ideias em vários campos do saber, qual o conselho como visionário para quem está começando a carreira nas letras ou mesmo para aqueles que já estão na estrada há um tempinho? Como elevar a cultura, em especial a literária, a um ponto que possa “contaminar” muitas mentes?  

MHL - Nada se faz sem estudo e suor. Ponto. Este é o fato. Só 'dom', não resolve! Quanto mais aprofundado for o estudo e a experiência, maior a chance de vencer pelo conhecimento. No meu caso específico, o conhecimento tem sido buscado por mim de uma forma sistemática, metódica e disciplinada, envolvendo a exploração, análise e assimilação de informações, muitas vezes através de um esforço consciente e com dedicação quase exclusiva do meu tempo, sempre utilizando métodos como leitura, pesquisa, reflexão e discussão. Mas também posso responder sua pergunta convidando José Neres. Pois foi no viceversa com esse confrade da Academia Poética Brasileira que respondi assim:  "(...) não sei se estou apto a dar conselhos. Tudo que aprendi foi com esforço pessoal. Para mim, o maior conselho foi a superação dos inúmeros problemas que tive de enfrentar e vencer em minha vida. A mim me parece que a experiência de terceiros para com outrem é dúbia por ser pessoal e intransferível. Acredito que a beleza não está no conselho. Mas na arte de ensinar e ampliar a percepção do todo específico. No meu caso, os ensinamentos foram válidos. Inclusive nesses dois belos poemas: ‘Cântico Negro’, do fantástico José Régio: (“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces / Estendendo-me os braços, e seguros / De que seria bom que eu os ouvisse / Quando me dizem: “vem por aqui!” / Eu olho-os com olhos lassos, / (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) / E cruzo os braços, / E nunca vou por ali…”). O segundo é “Segue o teu destino”, de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa: (“Segue o teu destino, / Rega as tuas plantas, / Ama as tuas rosas. / O resto é a sombra / De árvores alheias”).  

É isso. Obrigado Joizacawpy Costa por essa encantada conversa sobre nossas atividades e nossas vidas profissionais. 

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JAIME Há 3 anos atrásBSB/DFAplausos de pé, ao Presidente da APB e todos que compõem essa valiosa ACADEMIA/FACETUBES. PARABENS PELA CRONICA DE INCOMENSURÁVEL VALOR!!! SHOW!!!
Jôh Vieira Há 3 anos atrásSalvador/Bahia Maravilhosa essa matéria. Sou fã da Joizacawpy Costa. Seus escritos nos viram pelo avesso. Um talento!
MarcinhaHá 3 anos atrásSão LuisA leitura deste blog é altamente positivo para todos nós brasileiros que vivemos de poesia. Um alento.
Lima PoetaHá 3 anos atrásBacabalParabéns a todos os envolvidos.
Jaqueline CostaHá 3 anos atrásGodofredo Viana-MA(Minha profissão influi muito em meus insights poéticos). Essa experiência pode inspirar e formar a sua poesia. É uma reflexão da crença também na poesia na formação das mentes jovens. AMEI!
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