Da redação do Facetubes. Versos de José de Ribamar Loureiro da Silva. (Santo Amaro-MA).
A Literatura de Cordel, reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil, tornou-se um ato histórico, um feito sem igual. Aconteceu em 2018. Assim, o Iphan decidiu preservar uma das maiores experessões populares do Brasil.
Abaixo, transcrevo versos que falam desse ato histórico, vindo de Santo amaro, município maranhense, área que também abrange os famosos Lençóis Maranhenses. O nome artístico do autor é "Zé Pinga". Mas chama-se José de Ribamar Loureiro da Silva. Parabéns e obrigado por enviar seus versos.
"Paulo Freire reconheceu sua relevância,
Como meio de educação, de esperança.
O projeto "Acorda Cordel em Sala de Aula",
Um exemplo do uso na prática, uma história bela". (Ze Pinga).
CORDEL É PATRIMÔNIO BRASILEIRO
(Zé Pinga)
O Instituto, cumprindo seu papel,
Seguindo a Constituição, um ato fiel,
Registrando o Cordel em seu livro especial,
Garantindo seu lugar, sua importância vital.
Essa conquista foi fruto de união,
Poetas, pesquisadores e a população,
Todos juntos, em prol da cultura,
Valorizando essa manifestação tão pura.
O Cordel é uma herança da diversidade,
Uma mistura de culturas, de identidade.
Com influências europeias, africanas e indígenas,
É uma arte que emociona, que cativa, que ensina.
Nas feiras nordestinas, é comum encontrar,
Folhetos pendurados, no ar a voar.
Versos em sextilhas, septilhas e décimas,
Entretenimento para as massas, alegrias infinitas.
Era vendido a preço mínimo, ao alcance de todos,
Um tesouro cultural, do povo, pelos povos.
A xilogravura na capa, uma arte a se admirar,
Gravada na madeira, para eternizar.
O Cordel é conhecido por sua linguagem simples,
Acessível a todos, desde os mais simples.
Um instrumento poderoso de educação popular,
Levando conhecimento de forma singular.
Paulo Freire reconheceu sua relevância,
Como meio de educação, de esperança.
O projeto "Acorda Cordel em Sala de Aula",
Um exemplo do uso na prática, uma história bela.
No entanto, o Cordel ainda é marginalizado,
Ausente das salas de aula, pouco explorado.
É importante que as escolas o incluam,
Estimulando a leitura, os alunos valorizam.
Os cordéis, produzidos artesanalmente,
Vendidos nas feiras, por ambulantes sorridentes.
Mas muitos enfrentam dificuldades, é preciso apoiar,
Colaboração da comunidade, novas formas de preservar.
Recursos financeiros podem fazer a diferença,
Leis de fomento, incentivos com essência.
Leis como a Rouanet, Aldir Blanc, Paulo Gustavo,
Promovendo a cultura, garantindo o bravo.
A digitalização é uma solução moderna,
Levar o Cordel às pessoas, sem distância eterna.
Plataformas digitais, acesso global,
Preservando a memória, um patrimônio imortal.
A realidade virtual é um mundo a explorar,
Experiências imersivas, a cultura a desvendar.
Reproduzindo feiras e sertões, cenários singulares,
Mantendo viva a tradição, em novos olhares.
Assim, o Cordel segue seu caminho,
Além do papel, em formatos mescladinhos.
Feiras, escolas, museus e mais,
Versos vivos, encantando, jamais se desfaz.
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