Cara presidente, senhores e senhoras membros da AVL,
A Academia Poética Brasileira vem, por seu presidente abaixo-assinado, parabenizar a Presidência da Academia Vianense de Letras e seus Membros pela convocação incomensurável do nosso confrade, professor, poeta e escritor José Neres, integrando-o ao quadro de sócios, através de sua eleição como membro correspondente.
Tal fato, ratifica o enorme respeito que a APB tem por essa agremiação literária do município maranhense de Viana, haja vista, ser essa cidade, berço autêntico de grandes e históricos nomes da literatura maranhense, perpetuando-se desde a época em que os padres jesuítas juntaram-se aos colonos portugueses, posteriormente aos originários do lugar, transmitindo-os ensinamentos importantes que alavancaram a cultura maior, tempos depois, traduzida através da lavra de Antônio Bernardo da Encarnação e Silva (1799-1848), lente de retórica e poética do Liceu Maranhense; Celso Magalhães (1849-1879), poeta, novelista, crítico e magistrado, um dos precursores dos estudos folclóricos no Brasil; Antônio Lopes da Cunha (1889-1950), magistrado, professor, jornalista e poeta, membro da Academia Maranhense de Letras; e Raimundo Lopes da Cunha (1894-1941), naturalista e etnógrafo de renome, autor de vasta obra literária, entre outros importantes cultuadores da lírica, hoje, aportados, merecidamente, neste grupo intelectual da AVL.
A APB acredita que ser eleito para a Academia Vianense de Letras é, de fato, uma grande honra e um reconhecimento do legado e contribuição de todos aqueles que inauguraram essa nova fase conjuntural, ratificando a lírica, a pesquisa, a história, enfim, as obras importantes que povoam e povoarão sempre o coletivo vianense.
Foto: Acadêmicas da Academia Poética Brasileira, presentes ao evento: poeta e atriz, Linda Barros (Secretária Executiva Nacional/APB e a professora artista e escritora, Susana Pinheiro (Seccional/MA).
Isso porque as academias de letras têm desempenhado um papel significativo no contexto histórico da humanidade. Elas surgiram para preservar, promover e valorizar a literatura, a língua e a cultura de um país ou de uma região.
Ao longo dos séculos, algumas dessas instituições têm sido responsáveis por estabelecer padrões linguísticos, incentivar a produção literária, reconhecer talentos e promover o intercâmbio entre escritores e intelectuais, partindo de um pressuposto importantíssimo que foi a criação da Académie française, fundada por Richelieu em 1635, sob o reinado de Luís XIII de França, reconhecida como uma das mais importantes academias de letras de todos os tempos e uma referência para o mundo literário.
De lá, grandes nomes da literatura francesa ganharam o mundo divulgando suas teorias e transformando ideias, através de um, notável legado cultural.
Desta forma, ao ser eleito, José Neres assume responsabilidades significativas e se torna um guardião da língua, da literatura e da cultura, e sua atuação é esperada não apenas como um escritor talentoso, mas também como alguém comprometido em preservar e promover esses valores, inclusive, na contínua e valiosa produção de obras, enriquecendo a literatura com sua criatividade e originalidade.
Certamente, também valorizará suas raízes, incentivando seu estudo e disseminação, além, de se engajar em eventos, palestras, debates e congressos relacionados à literatura e à cultura não só maranhense, mas brasileira, contribuindo com seu conhecimento, experiência, além de, no contexto cultural, representar também, a Academia Ludovicense de Letras, a Academia Poética Brasileira, a SOBRAMES-MA e a Academia Maranhense de Letras.
Felizes, portanto, a APB e todos aqueles que o conhecem e o admiram por mais essa merecida escolha para integrar os quadros da valorosa Academia Vianense de Letras, saudada através de sua presidente Fátima Travassos, e reconhecendo a importância de sua contribuição para a literatura e a cultura.
A José Neres sucesso em sua trajetória na AVL e que ele continue a inspirar futuras gerações de escritores e amantes da literatura.
Que assim, seja!
Curitiba, 30.05.2023
Mhario Lincoln
Presidente da Academia Poética Brasileira.
JOÃO MOHANA JOÃO MOHANA, FINALMENTE, PASSOU A INTEGRAR O PANTEON MARANHENSE
Carnaval/27 Euclides Moreira Neto: “CARNAVAL NÃO SE FAZ NO SILÊNCIO”
Renata Barcellos “O Folclore brasileiro”, por Renata Barcellos
ELOY MELONIO ELOY MELONIO: “CONVERSA VAI, CONVERSA VEM...”
Música Independente BANANADA RENASCE DEPOIS DE SEIS ANOS
ESPETÁCULOS ARIANO SUASSUNA ENCONTRA SHAKESPEARE EM SÃO LUÍS Mín. 12° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 22°
Tempo limpoMín. 13° Máx. 25°
Chuva
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Coronel Carlos Furtado FALMA: unidos, conquistamos espaço para a literatura maranhense
José Neres “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.