“Muitos dizem que ‘o rock morreu’, mas pouquíssimos se mexem para reanimá-lo, seja abrindo espaço, seja apoiando o artista local de qualidade”.
Raivosos
A banda Raivosos é formada por Guilherme Castro (vocal e guitarra, morador do Pechincha), Rafael Oliveira (bateria, do Tanque), João Pedro Monteiro (guitarra solo, do Pechincha) e Bernardo Veloso (contrabaixo, da Taquara). São jovens moradores de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, com faixa etária entre 19 e 20 anos. Eles se conheceram na escola, usavam a música como “válvula de escape” da rotina de estudos e fundaram a banda Raivosos cujo gênero musical é o Rock, do 2° milénio.
Eu os conheci na Urca, em um show, à tarde, na praça. Fui com minha amiga Elizabeth Teixeira passear. Cantaram e tocaram sem para por mais de 2 horas, do Rock nacional ao internacional. A seleção musical impecável: Titãs, Capital inicial, RPM... Eu que estou na casa dos 4, à medida que iam tocando e cantando, parecia que estava no túnel do tempo: assistindo às apresentações de cada banda. Inesquecível!!! O Rock não morreu!!! Viva o Rock nacional!!!!
1 - Qual a origem da composição dos integrantes e do nome da banda?
Banda Raivosos: A Raivosos é formada por amigos de colégio/curso e iniciou com o intuito de ser uma válvula de escape pra rotina de estudos e vestibulares do Ensino Médio. A ideia começou ao final de 2018 com o vocalista Guilherme Castro que, apesar de não ter nenhuma experiência musical prévia, gostava de cantar e sempre quis ter uma banda. No colégio, ele conheceu o baterista (Rafael Oliveira) por intermédio de um amigo em comum, que logo aceitou ajudar a montar o projeto da banda. Na busca por um guitarrista, foi no curso de inglês que Guilherme, amigo de João Pedro Monteiro há anos, perguntou se ele conhecia alguém que tocasse guitarra, e ele respondeu que tinha começado a estudar o instrumento há pelo menos 3 meses. Foi quando que João se juntou ao time. A banda também contou com um 2º guitarrista entre os anos de 2019 (onde fez sua primeira apresentação) até o meio de 2021, Diego Dargam era um amigo próximo de Guilherme e contribuiu com algumas composições e gravações do grupo (Sequestro Relâmpago e Niflheim (Rainha do Gelo), mas deixou a banda em Junho de 2021, pois teve que se mudar para outro estado por motivos acadêmicos. A banda também tinha um amigo que nunca tocou nada, mas curtia o som, frequentava os ambientes de ensaios e até ajudava a montar/desmontar as estruturas (além de, de vez em quando, ajudar com uns backing vocals): Bernardo Veloso, que com a ânsia e necessidade da banda de ter um baixista, comprou o instrumento e se anexou ao conjunto no início de 2020, chegando a aprender 32 músicas sozinho em cerca de 2 semanas para fazer seu primeiro show como membro efetivo da Raivosos. O nome da banda originalmente era “Ragers”, um neologismo em inglês para a palavra “rage” (que significa ira, raiva), com inspiração na banda Rage Against The Machine. Com o tempo, percebemos a dificuldade do público em reproduzir o nome e compreender nossa isólogo (símbolo), o que nos levou a traduzir para o português “Raivosos”, sem perda de sentido e reutilizando o mesmo estilo da isólogo prévia.
2 - Quando e como iniciou?
Banda Raivosos: Os primeiros ensaios começaram em setembro de 2018, ainda com somente 3 integrantes (João, Rafa e Gui). Alguns meses depois, Diego se juntou à banda e seguimos na mesma rotina de ensaios até a nossa primeira apresentação: ao final de 2019, numa festa privada de fim de ano (o que consideramos ser o marco inicial da banda). Já, em fevereiro de 2020, Bernardo se juntou ao grupo e seguimos nessa formação de 5 integrantes até o nosso primeiro lançamento - Niflheim (Rainha do Gelo). Depois disso, Diego teve que se desligar da banda e continuamos o projeto como na formação atual (4 integrantes). Atravessamos o hiato gerado pela pandemia durante os anos de 2020 e 2021 e podemos considerar que “recomeçamos” em maio de 2022, no Rock80Festival - Urca, nosso primeiro show após a reabertura pós-pandemia.
3 - Qual o critério de seleção para interpretação das músicas e como é o processo criativo de composição? Quem compõe?
Banda Raivosos: Os critérios de seleção para as músicas escolhidas a serem anexadas em nossas setlists se baseiam em: se gostamos da banda/música em questão; se é tranquila de se executar de acordo com a formação da banda (não temos tecladista, por exemplo, o que às vezes pode gerar um certo impedimento, dependendo da música); se é de desejo (a pedidos) do nosso público; Se condiz com nossa ideia e estilo musical e, finalmente, se fica bom de ouvir depois de ensaiado! O processo criativo de composição das músicas autorais é variado. As letras sempre são escritas pelo Guilherme (vocalista). A melodia/harmonia (normalmente) é desenvolvido pelo João Pedro (guitarrista), que vai se adaptando às ideias rítmicas do Rafa (baterista) ao longo dos ensaios. Mas isso não é uma regra. Alguns instrumentais já foram desenvolvidos também pelo Gui, Rafa e Diego (enquanto ainda era membro da banda).
4 - Como veem o espaço do rock na atualidade?
Banda Raivosos: Vemos a cena autoral abundante, mas muito dispersa e sem força. Não há ainda uma união firme na cena autoral independente e os espaços estão limitados a pequenos grupos mais conhecidos (não necessariamente mais experientes), as famosas “panelinhas”. No Brasil, e, especificamente no Rio de Janeiro (de onde somos), o Rock não tem tanto espaço em comparação com outros ritmos e, dos espaços que temos, a maioria está contaminada com essas “panelinhas”. Resumidamente, é isto: tem quantidade e variedade, faltam força e união (para a cena) espaço e oportunidades justas (para os locais). Muitos dizem que “o rock morreu”, mas pouquíssimos se mexem para reanimá-lo (seja abrindo espaço, seja apoiando o artista local de qualidade).
5 - Qual a importância da música para a formação do cidadão?
Banda Raivosos: A música, assim como qualquer outra arte, é uma forma de expressão. Tanto rítmica, quanto liricamente, ajuda na compreensão e, como dito, na própria expressão de ideias, visões de mundo e sentimentos (revoltas, tristezas, alegrias, paixões e etc.). É uma linguagem universal com interpretações particulares. E, ao nosso ver, é fundamental para a formação de um cidadão bem informado e aculturado.
6 -Como veem o espaço da música na escola?
Banda Raivosos: Vemos como um espaço apagado. Pouquíssimas são as instituições que fornecem o ensino da música a seus alunos como componente curricular, o que é uma tristeza. Como consideramos a música crucial para a formação de um cidadão (vide a última pergunta), é uma pena ela não estar na base escolar, visto que, além de toda a questão de estímulo à compreensão e expressão cultural, artística etc, a música também auxilia no aprendizado de outras matérias como português e redação (ambas atuando na parte interpretativa), matemática (atuando na parte métrica), física (atuando na parte do fenômeno do som e suas peculiaridades) e, atrelado a essa última, biologia (atuando nas respostas psico e fisiológicas que os fenômenos físicos inerentes à música provocam). Quem quiser conhecer o trabalho espetacular da banda Raivosos, só seguir nas redes sociais:
https://www.youtube.com/@banda_raivosos ...
Vale a pena conferir!!! A BANDA É IRADA!!!
VÍDEO-BÔNUS
COMPORTAMENTO BOMBÍSSIMA: quando o autor se torna refém do próprio ego, o texto começa a perder verdade
LANÇAMENTOS Livro de Marco Aurélio e Adriana Lima: crítica severa à manipulação espiritual
SEMANA NAURO NAURO MACHADO: discurso de lançamento de “A Travessia do Ródano, em 1997”
Andréa Motta A Arte de trovar - influências, coincidências, reminiscências... plágio.
Felicidade A felicidade em uma sociedade de solitários
CONVIDADOS FT Maranhão e Portugal: Um Novo Capítulo de Prosperidade Global Mín. 8° Máx. 22°
Mín. 11° Máx. 21°
ChuvaMín. 9° Máx. 18°
Parcialmente nublado
Colunista Socorro Guterres “Prosa Portenha” Socorro Guterres, em resenhas de última viagem
Renata Barcellos “A cidade de São Luís é um Celeiro Cultural”, texto de Renata Barcellos
Coluna de RUY PALHANO A felicidade em uma sociedade de solitários
Textos de Mhario Lincoln Livro do desembargador-poeta Lourival Serejo: uma lírica sobre o 'tempo' de Santo Agostinho