Esmeralda Costa - Campos Sales-CE
Professora, poetisa, cordelista e colunista da Coluna Cordel Brasileiro – Facetubes.
Membra da Academia Poética Brasileira, Academia Cearense de Literatura de Cordel, Academia Internacional de Literatura Brasileira e Academia Groairense de Letras.
Há homens e mulheres que escrevem versos. Há poetas que nos emocionam com sua sensibilidade. E há aqueles que, além de poetizar, assumem a missão de preservar a memória de um povo. Esses são os poetas cordelistas.
Neste 1º de agosto, Dia do Poeta Cordelista, celebramos artistas que transformam a palavra em patrimônio, a rima em resistência e a poesia em identidade cultural. Em cada folheto, em cada declamação e em cada estrofe, pulsa a voz de um Nordeste que nunca deixou de contar sua própria história.
O poeta cordelista é cronista do cotidiano, pesquisador da memória, educador popular e guardião das tradições. Sua arte atravessa gerações, percorre feiras, escolas, bibliotecas, universidades e, hoje, também os espaços digitais, mantendo viva uma manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN em 2018.
O cordel nasceu entre o povo e para o povo. Com linguagem acessível, ritmo marcante e criatividade inesgotável, transformou acontecimentos históricos, lendas, romances, denúncias sociais e ensinamentos em versos que encantam crianças, jovens e adultos. Não por acaso, conquistou um lugar de destaque na educação, na pesquisa acadêmica e na vida cultural brasileira.
Ao longo dessa trajetória, nomes como Leandro Gomes de Barros, pioneiro da literatura de cordel no Brasil, João Martins de Athayde, Gonçalo Ferreira da Silva, Arievaldo Viana e tantos outros ajudaram a construir uma tradição que continua florescendo nas mãos de novas gerações de poetas.
Felizmente, o cordel permanece vivo porque continua encontrando quem o escreva, quem o publique, quem o ensine e quem o leia. Em escolas, academias literárias, feiras culturais e oficinas, surgem novos autores que compreendem que cada verso também é um compromisso com a preservação da nossa identidade.
Eis alguns nomes da atualidade que têm contribuído significativamente para a difusão e preservação da Literatura de Cordel:
Marco Haurélio, Moreira de Acopiara, Varneci Nascimento, Rouxinol do Rinaré, Zeca Pereira, Antônio Francisco, Antônio Barreto, Zé Salvador, João Rodrigues, Lucivânio Correia, Diógenes Pereira, Klévisson Viana e tantos outros nomes que vêm contribuindo para a difusão do cordel. Nessa empreitada de divulgação do cordel é preciso registrar a forte presença das mulheres cordelistas e dentre elas, podemos destacar: Auritha Tabajara, Raimunda Frazão, Josenir Lacerda, Kênia Diógenes, Graziela Barduco, Rosário Lustosa, Vivian Lissek, Aurineide Alencar, Dalinha Catunda, Ivonete Morais, Neusa Coelho, Anne Karolynne, Jarid Arraes, Julie Oliveira, Izabel Nascimento, Paola Torres e tantas outras mulheres que se dedicam a defender e difundir o cordel.
Desde sua criação, a Coluna Cordel Brasileiro, publicada no portal Facetubes, tem procurado cumprir exatamente essa missão: divulgar a história do cordel, destacar a trajetória de cordelistas, registrar acontecimentos relevantes, incentivar a leitura e fortalecer o reconhecimento dessa arte como um dos maiores patrimônios da cultura nacional. Ao longo de suas edições, a coluna tem mostrado que o cordel continua renovando-se sem perder suas raízes, aproximando tradição e contemporaneidade.
Neste dia especial, rendemos nossa homenagem a todos os poetas cordelistas, conhecidos ou anônimos, que fazem da poesia um instrumento de educação, esperança e transformação social. São eles que mantêm viva a chama da cultura popular, registrando em versos as alegrias, as lutas, os sonhos e a memória do povo brasileiro.
Que nunca faltem mãos para escrever, vozes para declamar e corações para acolher a poesia do cordel.
Feliz Dia do Poeta Cordelista!
E para exemplificar tudo isso, vale muito citar "Fortaleza Tricentenária", um monumento em versos erguido por Pedro Sampaio".
A literatura de cordel tem o extraordinário poder de transformar a história em poesia, a memória em patrimônio e o sentimento de pertencimento em versos que atravessam gerações. É exatamente essa experiência que oferece Fortaleza Tricentenária, a mais recente obra do poeta Pedro Sampaio, um trabalho grandioso que celebra os 300 anos da capital cearense com a sensibilidade de quem conhece profundamente sua terra e reconhece o valor de sua gente.
Mais do que registrar datas, acontecimentos e personagens históricos, Pedro Sampaio convida o leitor a caminhar pelas ruas, praças, bairros e paisagens de Fortaleza, revelando uma cidade viva, construída não apenas por pedras e monumentos, mas pela cultura, pelas lendas, pelas tradições e pelas pessoas que moldaram sua identidade ao longo de três séculos. Como bem destaca o professor e escritor Wilson Seraine, no prefácio da obra, o autor "não se limita a narrar; ele canta, em versos de cordel, a epopeia de uma cidade".
Com impressionantes 300 estrofes, o cordel percorre a trajetória da antiga vila erguida à sombra de um forte até a moderna metrópole que se tornou referência nacional em diversos aspectos. A narrativa contempla fatos históricos, personagens ilustres, manifestações culturais, artistas, humoristas, lendas populares e os 121 bairros da capital, compondo um verdadeiro mosaico poético que valoriza tanto a grande história quanto as memórias cotidianas do povo fortalezense.
O mérito da obra também reside na sólida pesquisa que sustenta cada verso. Pedro Sampaio demonstra absoluto compromisso com a fidelidade histórica, sem abrir mão da leveza, da musicalidade e da beleza que caracterizam o melhor da literatura de cordel. O resultado é uma leitura envolvente, capaz de informar, emocionar e despertar o orgulho de pertencer à terra conhecida como a "Loura Desposada do Sol".
No posfácio, a presidente da Academia Cearense de Literatura de Cordel, Kênia Diógenes, resume com felicidade a dimensão deste trabalho ao afirmar que "tudo é grande neste cordel": grande poesia, grande poeta e grande cidade. Sua leitura evidencia que a grandiosidade da obra não está apenas na extensão de seus versos, mas na riqueza de sua narrativa, na qualidade de sua escrita e na capacidade de ampliar o conhecimento e o encantamento do leitor sobre Fortaleza.
Ao longo de sua trajetória literária, Pedro Sampaio tem se destacado como um dos mais atuantes cordelistas da atualidade, conciliando criação poética, pesquisa histórica e intensa atuação em projetos de valorização da cultura popular. Em Fortaleza Tricentenária, reafirma sua maturidade artística ao transformar um importante marco histórico em uma obra que certamente permanecerá como referência para estudiosos, educadores, pesquisadores e amantes do cordel.
Este não é apenas um livro comemorativo. É um documento poético que preserva a memória de Fortaleza, fortalece a identidade cultural cearense e demonstra, mais uma vez, que a literatura de cordel continua sendo uma das mais legítimas expressões da cultura brasileira.
A Coluna Cordel Brasileiro saúda Pedro Sampaio pela publicação desta obra monumental. Fortaleza Tricentenária nasce destinada a ocupar lugar de destaque na bibliografia sobre a capital cearense e confirma que o cordel, quando escrito com talento, pesquisa e amor à cultura, torna-se muito mais do que literatura: transforma-se em legado.
O Facetubes e a Coluna Cordel Brasileiro, recomendam esta leitura não apenas aos amantes da literatura de cordel, mas também a professores, estudantes, pesquisadores, gestores culturais e a todos aqueles que desejam conhecer Fortaleza sob o olhar sensível da poesia popular.
Como adquirir a obra:
Os interessados em adquirir Fortaleza Tricentenária podem entrar em contato diretamente com o autor, Pedro Sampaio, por meio do telefone/WhatsApp: (85) 98820-3518. Além de prestigiar um dos mais atuantes cordelistas da atualidade, o leitor levará para casa uma obra de elevado valor histórico, literário e cultural, indispensável para quem ama Fortaleza e a riqueza da literatura de cordel
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