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WANDA CUNHA em VICEVERSA pergunta para Mhario Lincoln (01)

"Há uma grande quantidade de obras sendo produzidas, em razão do talento absurdo de nossa gente, mas sem uma organização adequada..."

13/06/2023 às 17h57 Atualizada em 16/06/2023 às 18h55
Por: Mhario Lincoln Fonte: WANDA CUNHA/VICEVERSA/MHARIO LINCOLN
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Mhario Lincoln & Wanda Cunha
Mhario Lincoln & Wanda Cunha

01-WANDA CUNHA- O Maranhão viveu uma efervescência literária no século XIX e início do Século XX, tempo benfazejo para sua cultura, com a criação de agremiações como a Oficina dos Novos, a Renascença Literária, e tantas outras, e com a fundação da Academia Maranhense de Letras, em 10 de agosto de 1908.  Paralelamente, neste século XXI, foi fundada em agosto de 2016, a Associação Maranhense dos Escritores Independentes (AMEI), a qual realizou, em duas edições, a Feira Literária e Artística Maranhense (FLAEMA), que ensejou a divulgação de escritores maranhenses por meio de sua Livraria Amei, aberta em abril de 2017, permitindo que os maranhenses aumentassem sua produção literária e tivessem maior visibilidade. Também foi fundada a Federação das Academias de Letras do Maranhão (FALMA), em 2018, propiciando a instalação de novas academias de Letras no interior do Estado, com a filiação das já existentes e realização de movimentos artísticos em todo o Maranhão. Já agora, a AML abre suas portas para receber o público externo e sai de sua sede para levar conhecimento às comunidades; encabeça, neste 2023, as homenagens pertinentes ao Bicentenário de Gonçalves Dias e lança uma antologia intitulada “Tecido Tempo”, que renomeou de Mostra da Poesia Maranhense Contemporânea, na qual reúne apenas 16 poetas, classificados em concurso que teve a participação de 70 inscrições, cada poeta inscrito com direito a 10 poemas, o que totalizaria cerca de 700 poesias.  Como tu vês a Literatura Maranhense Contemporânea, dentro deste cenário de contradições entre a vasta produção de muitos e uma mostra de tão poucos?

 

MHARIO LINCOLN - A situação literária no Maranhão - apesar do grande esforço de algumas instituições particulares - apresenta desafios e problemas com persistência ao longo dos anos. Um desses problemas é o crescimento desordenado da produção lítero-artística na região. Isso significa que há uma grande quantidade de obras sendo produzidas, em razão do talento absurdo de nossa gente, mas sem uma organização adequada ou políticas públicas específicas para orientar e promover essa produção.

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A falta de interação e apoio interrelacional também é um fator que contribui para os problemas da cena literária no Maranhão. O trato entre escritores, leitores, críticos e outros agentes literários é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma comunidade literária, porém, nem sempre acontece.

Sei que existem interações através de eventos literários, clubes de leitura, oficinas etc. No entanto, se essa interação não for incentivada ou facilitada, ou melhor organizada, sempre haverá um isolamento dos escritores e uma falta de oportunidades para o compartilhamento de ideias e experiências de novos personagens.

Alexandre Dumas no romance histórico "Os Três Mosqueteiros", faz seus personagens gritarem o slogan da luta coletiva: “Um por todos e todos por um”. era com esse gatilho que Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan enfrentavam grandes e solucionavam os problemas, juntos. Mas – e é lamentável – tal fato torna-se irrelevante quando a briga é por espaços individuais, na velha ‘ilha dos amores’.

Lamento demais não existir, de forma coletiva, esse espírito de união e luta compartilhado pelos personagens do romance de Dumas, fato que poderia ser aplicado aos escritores e à comunidade literária maranhense, como uma forma de buscar soluções conjuntas para os desafios enfrentados.

 

Continua. Clique no link: https://www.facetubes.com.br/noticia/3988/wanda-cunha-em-viceversa-pergunta-para-mhario-lincoln-02

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Keila Marta Há 3 anos São LuísMhario apresenta aqui o cenário real sobre a literatura maranhense, e é a pessoa perfeita para falar sobre o tema, tendo em vista ele ser presidente de uma Academia que resgata escritores e outros fazedores de arte que provavelmente não teriam o mesmo reconhecimento por outras instituições dessa natureza. O vice-versa na minha visão tem uma característica documental e muito rica sobre a nossa arte de forma que ao ler todas as edições o leitor terá uma compreensão ampla acerca da nossa cultura.
Carmen Regina DiasHá 3 anos Cascavel"Um por todos, todos por um." Fazer parte da Academia Poética Brasileira é um presente divino que me tirou, de certa forma, da solidão dos meus escritos. Sinto a força da APB, dos seus membros, sinto-me num jardim infinito de pura Poesia da alma. Mhario Lincoln é o condutor dos talentos, certamente escolhido pelos mestres da espiritualidade para cumprir essa importante jornada. Sua alma fraterna e rica de predicados nos acolhe e incentiva. E isto é um presente do céu.
JORGE CRUZ DE OLIVEIRA JUNIORHá 3 anos CuritibaO Maranhão, assim como todo o nordeste, é um celeiro cultural imenso, com muita qualidade em artes e poetas. As vaidades e orgulhos acabam com todos os movimentos de união. Se fôssemos mais solidários e inteligentes, faríamos de nossa região, já abençoada por Deus pra seus muitos recursos naturais, imbatível no seguimento cultural e turístico. Parabéns a Mhario Lincoln por seu site e por sempre estar levantando a bandeira da cultura maranhense e nordestina.
José Carlos Castro Sanches Há 3 anos São Luís do Maranhão Ainda temos muito a avançar para tornarmos visíveis os invisíveis que sustentam a literatura, a arte e a cultura em nosso estado. Quando estivermos unidos com um só propósito daremos o salto quântico para o estágio avançado da arte literária respeitando as diferenças e promovendo o crescimento coletivo de uma hoste desamparada que segue a ver navios à margem da Ilha Upaon-açu. Amada e decantada pelo poeta G. Dias. "A vida é combate que os fracos abate, que os fortes, os bravos só pode exaltar."
Washington Menezes Há 3 anos São Luís Gostei muito. Trata-se de dois grandes representantes da literatura contemporânea.
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