DÁ-ME UM BARQUINHO DE PAPEL?
(faço milagres com um remo de pena!)
Osmarosman Aedo, Acadêmico da APB (Academia Poética Brasileira)
Ilhado
Minhas tentativas de à nado
Alcançar o prometido é em vão...
Ilhado
Sem cortinas que balancem
Com qualquer vento
E um cenário que exale um horizonte
Que desfibrile o dia estou em vão...
Ilhado
Bem perdido em mim, decerto,
Cruzo sinais de nuvens que se acumulam
Na tentativa de não me perder também do sol,
Mas o vão em vão, diz pr’onde vou...
Ilhado
Escuto uma voz de dentro
Recusando meu abrigo,
Nada resta de seguro dentro e fora do perigo
Que não seja a minha louca mania
De permanecer isolado,
Ainda que ao lado, à esquerda de mim,
Apenas habitem luzes que pouco iluminam...
‘Tou ilhado em alguma ilha de mim
E por mais que nade,
Ao lugar que chego, quando chego,
São só alguns metros fora de mim...
Sinceramente não estou me entendendo!
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