No dia 07/07 de 2023 aconteceu na galeria trapiche mais um importante evento literário promovido pelo C.E.M. O café literário Entre Elas. Que teve como objetivo homenagear mulheres escritoras maranhenses vivas.
O evento aconteceu numa atmosfera poética agradável em que o centro da temática foram as mulheres. Muito bem pensada tal temática que colocou as mulheres em destaque, não por uma guerra dos sexos, mas por de fato saber que nós mulheres tivemos e ainda temos que quebrar muitas barreiras dentro da sociedade para evidenciar nossos valores, nossos talentos e nossa competência.
O Café Literário Entre Elas brindou as mulheres ao oferecer um lugar central no palco da vida, elevando estas que são parte importante da história a um patamar que lhes oferece reconhecimento.
A poetisa Maria José Lima recitou um poema seu. Já a cordelista Raimunda Frazão, da Academia Poética Brasileira, foi homenageada pela poetisa Marise Rêgo e assim se sucedeu o café, entre poesias e um banho intenso de lirismo e beleza.
DESTAQUE HISTÓRICO E CULTURAL
A galeria trapiche recém inaugurada que tem como diretor o artista Uimar Gama Junior, esse foi o palco do Café Literário Entre Elas, a galeria tem acolhido diversos eventos, é um local que externa arte, poesia, cultura de forma geral. A casa que abriga a galeria um dia foi a casa do grande escritor Graça Aranha. Além de sediar eventos culturais a galeria é espaço de constante exposição de arte.
DROPS LITERÁRIO
(*) Poemas
Maria José Lima recita um poema de sua autoria.
APRENDI
Aprendi a dançar na tempestade
A sorri em meu as lágrimas
A amar em meio à dor
Aprendi a caminhar na queda
A abraçar na partida
A doar em meio à perda
A viver na despedida.
Aprendi a cantar no silêncio
A me achar no caos
A ser forte na fraqueza
A voar em vendavais.
(Maria José Lima)
Homenagem de Wanda Cunha a Vitória Duarte
(*) Wanda Cunha, poetisa das mais conceituadas no Maranhão, fez uma bela homenagem a Vitória Duarte, poetisa em destaque. Aliás, aproveito a oportunidade para publicar um dos poemas de Vitória muito bem aceito pela comunidade poética. em recente publicação neste Facetubes, o nosso editor Mhario Lincoln publicou uma resenha sobre a obra de Vitória. Aliás, Vitória Cunha teve sua última obra resenhada pelo nosso editor, poeta Mhario LIncoln. Leia um dos trechos:
"(...) O livro "Um mar de mim", sem dúvida tem a linguagem do coração, assim, simples. E porque essa linguagem "simples"? Perguntariam alguns. Então chamo para responder, Clarice Lispector: "(...). Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho". Ou Khalil Gibran, quando explicita: "A simplicidade é o último degrau da sabedoria". Conclui-se, destarte: é muito mais difícil fazer o simples, agradar com o simples, perceber o simples, interagir com o simples, vencer com o simples. E Vitória venceu com o simples, nesta sua obra vestibular. “Ah, meu amar não é leve/ É loucamente exagerado/ E eu romântica/ Intensa em demasia”. Ou “AVISO:/ Tome cuidado/ Sou uma espécie de bomba atômica/ A qualquer hora/ Posso explodir de tanto amor”. Duas provas de que essa simplicidade explode por conter elementos incrivelmente retumbantes, numa correlação inversa aos soslaios românticos.
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