
@Joizacawpy Costa
A mim coube o desafio de adentrar um viceversa entre Mhario Lincoln e Rogério Rocha, um campo minado de literatura e filosofia, um diálogo diversificado que traz coisas peculiares e muito interessantes.
O quão interessante é trazer a lume uma discussão sobre algo tão sério as vezes banalizado como é o caso dos objetos não identificados que transitam o espaço?
Esse foi o começo da conversa. Diante da troca de ideias entre esses dois ícones intelectuais tomamos rumo a horizontes mais pensados e racionalizados. Quão importante e esclarecedoras são as colocações de Rogério, quando ele levanta a discussão sobre a desmistificação de fenômenos ligados à ufologia, sobre a pesquisa séria em relação a existência de objetos aéreos não identificados, de forma sóbria sobre a luz da razão.
Mhario provoca Rogério e chegam ao termo utopia e o quão complexo e ao mesmo tempo útil é expandindo-se para além do conceito de Thomas Mouro do mundo das ideias "perfeito" e ganhando espaço na literatura, Rogério então destaca as inúmeras obras que certamente rondam sobre mundos inexistentes, sobre sociedades imaginadas e imaginárias.
Ele destaca a capacidade criativa do ser humano sobre a ousadia de sonhar e ultrapassar a linha do alcance de uma imaginação comum, ressaltando a fertilidade da mente humana. E ainda destaca o entrelaçar utópico que aproxima realidade e ficção num mesmo bojo.
Seguimos então a trilha desses dois brilhantes pensadores e Mhario fala sobre suas leituras e destacando uma especifica em que o autor aborda as várias formas de ver o significado do amor na dimensão humana. E assim prossegue a prosa com Rogério questionando-o sobre um argumento único sobre tal fato, o amor.
Rogério vê o amor como uno com capacidade de desdobrar-se no adequado dependendo de sua essência. Essa foi uma visão filosófica intensa e que acaba nos satisfazendo, vendo o amor como algo único que pode abranger várias facetas.
Eles seguem seu Viceversa e falam sobre o poeta João Batista do Lago que ao ser questionado por Mhario sobre o conceito de poesia, a resposta foi "a poesia é ". Rogério endossa o assunto falando que o pensar do poeta está prenhe de suas leituras filosóficas leituras que acabam reverberando em seus poemas.
Mhario instiga Rogério sobre as três escritoras que ele considerou como grandes nomes da literatura. Rogério então pontua claramente cada uma, considerando Cecília Meireles como primeira grande voz da literatura feminina brasileira, pela altivez, pelo lado intimista social e psicanalítico de suas obras.
Clarice Lispector ele considerou um ícone uma verdadeira bruxa da literatura, uma estrela cuja magnitude reluz em todo espaço, fala também sobre o tom intimista da autora inclusive sobre angústia e solidão que eram lapidadas na escrita com artifícios que esta pode alcançar.
Já sobre Lygia Fagundes Telles, ele destaca a capacidade de enxergar inúmeras nuances da vida como se desenrolasse novelos sendo capaz de recompô-los, retirando conteúdos das entranhas da humanidade.
A conversa segue, mas confesso que não irei abranger tudo, corro o risco de escrever um livro sobre o diálogo dos dois. Mas não posso parar somente nas perguntas de Mhario para Rogério afinal é um vice versa.
E Rogério questiona Mhario sobre a possibilidade da geração do século XXI sucumbir a uma condição de fragilidade física e mental engolidas pelo stress, angústia, solidão, depressão.
Mhario logo lembra de suas leituras e cita uma específica a obra "Sociedade do Cansaço" caracterizada pela época da velocidade e por isso do esgotamento. Mas para Mhario essa é uma consequência resultante do que ele chamade contaminação de boa parte da humanidade pela síndrome virtual abusiva, esse pensamento é bastante plausível ao passo que de fato a maior parte da população perdeu o limite sobre as ferramentas virtuais e passou a viver algumas situações nocivas por conta desse abuso.
Rogério segue conversando com Mhario e faz uma abordagem que acho que muitos gostariam de fazer. Se não fosse o Mhario da cultura da comunicação dos versos o que seria?... Ele fez uma longa abordagem sobre muito do que viveu, seu recomeço, suas aprendizagens, sua entrega ao que se propunha fazer, o reconhecimento de suas falhas, enfim uma longa estrada.
E com muita convicção; parece que eu consigo ver seus olhos brilhando, respondeu, "Nunca pensei em fazer outra coisa que não arte, música e literatura. Fora desses parâmetros talvez nem existisse mais"... esse é o MHARIO LINCOLN, certo de seu fazer e de sua missão, sendo assim oferece tudo que pode em função não só da profissão, mas da paixão pelo que faz.
Rogério conversa com Mhario sobre ter nas mãos hoje uma gama de artefatos tecnológicos que possivelmente facilitariam o fazer jornalismo atualmente. MHL responde que nunca será e ele fala isso como resultado da convicção do passo a passo de seu trabalho que mesmo tendo ferramentas de auxílio, exigem talento, sensibilidade, o "felling" é o grande diferencial, imprimir no trabalho o que há de melhor e único em você.
E RR continua a prosa perguntando a MHL sobre a experiência de ser o centro gestor do www.facetubes.com.br e se ele imaginava o tamanho do alcance que viria. Mhario fala sobre ser esta uma continuação do trabalho que vem desenvolvendo ao longo do tempo que lhe exige muitas leituras e atenção ao que se passa no entorno da dinâmica do mudo e da vida, e sobre a importância de perceber seu alcance que ele materializa quando ganha por exemplo reconhecimento internacional, esses acontecimentos ainda mexem com suas emoções e revigoram seu trabalho.
Muitos assuntos perpassam esse diálogo, eu porém como já disse não consigo reduzí-lo num simples texto e por isso então fiz apenas um recorte desse grande encontro que eu encerro com Rogério usando Nietzsche, que dizia ser um erro a vida sem música e pergunta a Mhario o que não poderia lhe faltar além da música que tornaria a vida um erro?
Mhario, reponde "A minha fé em Deus num criador do cosmos" e fala sobre a influência de Deus em sua vida no que se refere a evolução espiritual, que eu vejo claramente interferir em sua evolução humana... Tenho a impressão que esses diálogos que ele promove entre ele e outros pensadores, escritores, artistas, renderiam um bom livro.
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