Crescemos em uma sociedade patriarcal. E, infelizmente, ainda, machista.
Onde se vigora a “ideia” de que mulher é sinônimo de maternidade.
Dentro desta perspectiva, muitos homens têm filhos sem almejá-los. Não fazem valer seu direito de dizer “NÃO” à paternidade. Como não ser “PAI” fosse diminuir sua masculinidade. Para a sociedade, “FILHOS” são frutos de sua virilidade.
Muitas mulheres utilizam-se da margem de possibilidade de falha existente em todo método contraceptivo (0.05 a 0.3% ) e… engravidam. Estas não “abrem mão” da maternidade. Assim, muitas vezes, desrespeitando a vontade do companheiro: de “NÃO” à paternidade. A decisão é do casal.
Ambos devem ponderar os prós e contras. “FILHOS” são para sempre. Não são produtos a serem devolvidos. Não há troca.
O papel de pai envolve muitas funções, não só a de provedor da parte econômica. Hoje, as tarefas devem ser compartilhadas. Desde levar à escola até a ir às reuniões escolares. Os pais são responsáveis pela EDUCAÇÃO dos filhos. Não cabe só a mãe o papel de impor limites.
Ao exercer as múltiplas funções de pai, não pode perder a “lucidez”. Um pai fazer tudo por seus filhos é louvável até certo ponto. Deve-se deixá-los “andarem” com as “próprias pernas”. Proteger demais é prejudicial. A conta a ser paga é cara. A vida cobrará maturidade, responsabilidade...
Muitos tornam-se adultos mimados, abusados, “sem noção” total. São os verdadeiros “lobos em forma de cordeiro”. Não saem de casa. Não vão viver a vida deles. Por quê? Tem tudo pronto. Fazem tudo por eles. Pais, não se esqueçam: há um mundo lá fora. Onde sobrevivem os mais fortes. A vida é luta, é uma constante batalha. E como ficam esse grupo de filhos superprotegidos? O mundo não é protetor! É preciso prepará-los para as mazelas, as frustrações..., a fim de aprenderem a sobreviver, serem resilientes.
Pai, você não é imortal. Um dia, partirás. E quem cuidará desta “criatura” posta no mundo e despreparada total para o lidar quotidiano de uma moradia? Dinheiro não é tudo! É preciso saber administrar não só as finanças, mas também as outras áreas da vida.
Em sala de aula da educação básica à superior, ouvimos e convivemos com muitas realidades (composições diversas de família, educação...). Dentre muitas histórias, constatamos que pais “SUPERPROTETORES” estragam os filhos. Tornam-nos INSEGUROS – MIMADOS... Muitas vezes, difíceis de lidar. E, quando convocados a comparecem à escola, a fim de conversar sobre o comportamento inadequado do (a) filho (a), não admitem falhas na educação. O problema é sempre o outro. E não os filhos.
A escola está sobrecarregada. Além das inúmeras demandas burocráticas, a parte do conteúdo das disciplinas, precisa gerenciar problemas psicológicos dos alunos e conflitos familiares. Em um período pós-pandemia, no qual os problemas só se agravaram como violência sexual, abandono, maus-tratos..., muitas vezes, o professor não aborda o conteúdo programático.
Mas faz reflexões acerca de temas variados a fim de ouvi-los, mediar conflitos... Diante das exigências da sociedade contemporânea, a educação enfrenta um importante desafio: formar cidadãos críticos, éticos e conscientes. A escola deve ser um ambiente que propicie não só o conhecimento sistemático, mas também promova a educação socioemocional, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
As habilidades socioemocionais e comunicativas são reconhecidas como as competências necessárias aos indivíduos no século XXI. Os alunos aprendem a desenvolver sua autonomia e a tomar decisões assertivas a partir da prática reflexiva. Deverão ser protagonistas da própria história, capazes de definir metas pessoais compreendendo o impacto do mundo como agentes construtores e transformadores.
Isso também vale para filhos de outros relacionamentos. Quando o “pai” ou a “mãe” recomeçam suas vidas... Muitas vezes, os conflitos surgem, por pensarem que os pais são sua propriedade. Foram (terrivelmente) mal acostumados. Atenção 24 horas. Todos seus caprichos sendo realizados. Na cabeça dos filhos, o mundo só é constituído por eles e o pai ou a mãe.
Outra pessoa quando entra no circuito não é bem-vinda. É considerada INTRUSA. Como se estivesse “roubando” o espaço deles. Muitos pais não veem a realidade quotidiana. O (A) parceiro (a) cala-se para não criar conflito. Afinal, provavelmente, optariam e acreditariam nos seus filhos.
Pai, imponha-se! Só tenhas filhos se for realmente seu desejo de assumir este papel. E, ao tê-los, seja sensato. Deixe-os viver. Filhos são para o mundo. Não para te manipular quando adulto.
O mundo está sedento de HOMENS responsáveis. De atitudes sérias.
Aqueles que tomarão rédeas da situação. Só, assim, haverá a possibilidade de um futuro melhor. Do contrário, leremos cada vez mais matérias cujo conteúdo será do crescente índice de violência a idoso, a mulher. Vale lembrar a psicológica velada. De uso de tarja preta. De abuso sexual…
Ter filho não é brincadeira. Pensem nisso!!! E sejam muito “MACHO” para assumir não “ser pai”. Mas, no caso de tê-los, imponham-se! Sejam firmes nas suas decisões. Exijam respeito e responsabilidade. Feliz dia dos pais aos que exercem e cumprem (devidamente) seu papel de deixar para o mundo seres de boa índole, com garra e determinação de lutar por um mundo melhor.
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