Quarta, 02 de Setembro de 2026 03:34
(xx) xxxxx-xxxx
Brasil MARANHENSIDADE

COLUNA DE CORDEIRO FILHO, especial para a plataforma do Facetubes

Cordeiro Filho é da Academia Poética Brasileira.

05/09/2023 17h06 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Cordeiro Filho
Cordeiro Filho.
Cordeiro Filho.

 

Continua após a publicidade

EDITORIAL

Na revista "Maranhão Hoje", de Maio de 2018, o jornalista Aquiles Emir fez uma homenagem ao ex-governador Epitácio Cafeteira, em matéria de capa, logo após seu falecimento. Em um box da matéria, ele escreveu sobre o ex-governador que fazia "política com muito humor e carisma". Veja a transcrição, abaixo:

Continua após a publicidade

Epitácio Cafeteira era um profissional da politica, que exercia com bom humor. No palanque era como se estivesse num palco, pois seus discursos serviam mais para divertir do que para refletir, e assim ero também no seu dia a dia, fosse como gestor ou parlamentar.

Por muitos anos, ele residiu no Sitio Leal, no bairro do Filipinho, que foi uma das áreas mais nobres de São Luis. Nas proximidades, surgiram duos invasões, Coroado e Coroadinho, hoje bairros consolidados. Sempre que ia fazer comicios nesse locais, abria sua fala com a seguinte saudação: "Meus vizinhos do Coroado (ou Coroadinho)!", levando a plateia ao delirio.

Capa.

Quando governador, criou o governo itinerante. que não passava de uma campanha eleitoral antecipada, pois saia de municipio anunciando obras, que, segundo ele, eram definidas pelo povo não pelo governo. Quando ia anunciar uma delas, ele perguntava: "Quem autoriza o governo a fazer dois quilómetros de água encanado aqui na cidade levanta a mão

Um grupo de professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), depois de muito insistir, conseguiu uma audiência para apresentar um projeto de modernização da instituição de ensino Audiência conseguida, uma dezena de mestres e doutores fez a explanação. Terminada,

Cafeteira perguntou quanto aquilo iria custar e ao ouvir que seriam necessários R$ 400 milhões, respondeu: "Com esse dinheiro, até eu que não sou professor, faria".

Uma das estratégias para evitar pedidos de prefeitos era recebê-los em grupo e nunca individualmente. Certa vez, a prefeita de Urbano Santos, Maria dos Anjos, estando em São Luis, resolveu ir ao Palácio dos Leões para um encontro. Anunciada sua presença, Cafeteira mandou esperar, para ver se chegava outro prefeito. As horas passaram e não chegou ninguém, então autorizou sua entrada. Conversa vai, conversa vem, até que o governador perguntou qual era o objetivo da visita e quando ela respondeu que era apenas para the dar um abraço, levantou e gritou para o subchefe de gabinete Wagner Pinheiro: "Wagner, Wagner o foguete!". O auxiliar entrou com rojão que Cafeteira fez explodir da janela do seu gabinete. Assustada, a prefeita quis saber o que era aquilo. "Eu prometi para no dia que um prefeito entrasse aqui e não pedisse nada eu soltaria esse foguete"

Continua após a publicidade

Cafeteira tinha a fama de gostar de bebida alcóolica, o que ele jurava ter deixado há muito tempo, mas em 2004, quando Tadeu Palácio foi reeleito prefeito de São Luis, sem nenhum. constrangimento, destampou uma garrafa de uisque e na frente da multidão tomou uma dose cavalar, mas se explicou: "Eu fiz uma promessa de que se Tadeu fosse reeleito tomaria uma dose de uisque em praça pública"

Na eleição para prefeito de São Luis em 1985, resolveu apoiar Jackson Logo (PDT), Num grandioso comicio realizado na Praça Deodoro, com a presença de Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro, Cafeteira destoau ao subir ao palanque impecável, com terno preto, camisa branca e gravata vermelha. Os demais estavam apenas de manga de camisa. Quando chegou sua vez de falar, explicou o excesso de capricho.com o visual Tirei do meu guarda-roupas a melhor peça que tinha, pois sabia que iria receber o melhor governador do Brasil"

Uma das coisas que mais irritavam Cafeteira era estar despachando em seu gabinete no Palacio dos Leões e alguém bater na porta. Numa tarde em que estava reunido com várias secretários, houve uma batida e ele imediatamente repreendeu o chefe da Casa Civil, Eduardo Lago. A batida se repetiu e ele ficou mais furioso, veia a terceira e na quarta, jó com os olhos arregalados, adentrou à sala Fernando Sarney, então presidente do Cemor. Com o humor recuperado foi ao seu encontro. "Eu logo desconfiei que era gente da casa chegar assim com tanta intimidade esmurrando a porta."

 

Continua após a publicidade

FOTOS HISTÓRICAS DO COMEÇO DO PROJETO REVIVER, EXECUTADO PELO GOVERNO CAFETEIRA.

Com muita honra, integrei esse grupo de trabalho. (Cordeiro Filho).

 

Continua após a publicidade

O Maranhão e em especial São Luís deve muito ao ex Governador (falecido) Epitácio Cafeteira. Foi ele que, com a determinação de governante, formou uma equipe e disse:

- Vamos reviver os tempos áureos do Centro Histórico de São Luís do Maranhão.

E foi assim que se fez o Projeto Reviver. Foi um ano de obras intensas, com 3 turnos com equipes se revezando, para cumprir a promessa de restaurar o nosso passado.

Fico comovido quando vejo estas fotografias do meu baú de lembranças. Cafeteira me convocou e eu atendi, para coordenar as obras de recuperação de ruas, becos, calçadas, prédios em ruínas, esgotos e água sem funcionar, sistema de telefonia quase inexistente, carros leves e pesados se misturando com carroças e transeuntes, numa desordem colossal. Foi um ano de obras, que até hoje estão encantando os que moram ou visitam nosso maior Patrimônio, que hoje é Universal. Muito obrigado Governador Cafeteira, São Luís penhoradamente, agradece!

 

Continua após a publicidade

DONANA JANSEN - O MITO

Este é o trailler do filme de animação e uma produção minha e de Antônio Piramboia. 

 

Continua após a publicidade
Capa.

DE VOLTA À AMEI APÓS SEIS ANOS

Palavras de Nonato Reis, após lançamento de seu FACES DA CIDADE:

"Desde 2017, quando publiquei meu primeiro romance, Lipe e Juliana, não lançava meus livros na livraria Amei, do SLZ Shopping. Não foi por falta de convite nem do carinho que tenho pela AMEI, onde sou bem tratado. Foram questões operacionais. Nesse intervalo lancei dois livros na Feira do Livro de São Luis e outros dois no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau. Agora chegou a oportunidade e retornei àquela casa, que sempre me recebeu muitíssimo bem, com o lançamento da obra "Faces da Cidade". 

Aliás, nesse livro, uma homenagem (mais que merecida) ao jornalista José Salim:

SALIM ROSA, o texto impecável e o gosto pela oratória

Muitas coisas marcaram a minha passagem pelo jornalismo, algumas boas e outras nem tanto – coisas que eu descartei com o tempo, porque não valiam a pena carregá-las na memória, e outras que, independente de boas ou ruins, ficaram para sempre gravadas. Como a voz do mestre José Salim Rosa, projetando-se como um estrondo na redação do jornal O ESTADO.

A voz de Salim, de tal modo casou-se com a sua personalidade que, para registrar sua presença em algum lugar, basta um simples cumprimento. Outro elemento que, unido à voz, impôs-se como um traço indissolúvel do mestre é o modo de falar – como quem profere um discurso rebuscado ou uma peça de oratória de refinada elegância. José Salim, porém, engana à primeira vista – no bom sentido, é claro. O linguajar erudito comprova a sólida formação intelectual e a predileção pelos livros, mas esconde um ser humano simples e uma alma desprovida de qualquer vaidade.

Autor e homenageado (em pé).

Quando cheguei na redação de O Estado, em 1991, levado pelas mãos amigas de Manoel dos Santos Neto, o Manoelzinho, José Salim era uma das referências do jornal, num lugar repleto de grandes jornalistas. Rapidamente me acolheu com aquele seu jeito manso e generoso. Nunca criticava meus textos, ainda em processo de aprimoramento, mas fazia questão de elogiar, sempre que assim entendia oportuno.

O ambiente da redação, em que pese o clima efervescente de apuração e preparo da notícia, era uma festa. Ainda mais quando se juntavam em um só espaço Mário Reis, França e Benito Neiva, que chamávamos carinhosamente de vovô, por ser o mais velho do grupo.

Salim chegava lá pelas 4 da tarde, para editar a página de Internacional, carregando sua bolsa a tiracolo, e o vovô, postado diante da sua indefectível máquina de escrever, soprava-me ao ouvido: “O pretinho Salim já está na área”. Era a senha para dar início às brincadeiras.

Benito tinha um carinho paternal por Salim, e isso ele fazia questão de externar nas raras vezes em que se dispunha a falar sério. Sabedor de que o pupilo se graduara em Direito, porém jamais exercera a profissão, Benito vivia a lhe dar conselho, para que mudasse de profissão. Então, como quem faz uma confidência, ele se aproximava de mim e falava próximo ao ouvido: “O Salim tem muito talento, mas está perdendo tempo. Ele precisa tirar a OAB dele e começar a fazer o pé de meia. Isso aqui é bom, mas não tem futuro (Benito Neiva também se graduou em Direito, nunca advogou  e foi na sua coluna que noticiou a emissão da carteira da OAB para José Salim, anos depois da graduação deste).

Além do carinho, eu tinha por José Salim um respeito quase divino. Um dia Corrêa (Ribamar Corrêa, diretor de Redação) me chamou em sua sala e me propôs assumir a secretaria de Redação do jornal, com ascendência sobre todo o corpo de repórteres. Precisava de alguém que fosse o seu braço forte e a sua voz de comando. “Todos estarão subordinados a ti, e você vai se reportar apenas a mim”. Eu pedi tempo para pensar. E fiquei a imaginar como seria minha relação com José Salim, de quem eu me sentia um mero aprendiz. Seria cômica, para dizer o mínimo. Não aceitei o convite de Corrêa por outros motivos, mas hoje penso que teria sido a oportunidade de um belo aprendizado com o mestre (pouco depois, Salim seria guindado à posição de Adjunto da Redação, superior à de secretário).    

Ambos nos afastamos do jornalismo e passamos a trilhar caminhos diferentes. Eu me tornei funcionário público e ele, já com décadas de exercício profissional e passagens por jornal, rádio e assessorias de imprensa, decidiu, enfim, se dedicar integralmente à família, de quem se julgava com déficit de atenção – costuma-se dizer que a companheira do jornalista é a redação do jornal. Ficamos distantes das lides da profissão, porém reunidos pelos laços da literatura. Salim é um dos poucos leitores, talvez o único, que compareceu a todos os meus lançamentos e sempre postou-se na primeira fila de autógrafos.

E é sempre um prazer enorme, quando ao final de cada apresentação de um livro meu, ele levanta o braço, pedindo a palavra, e desfila todo o seu repertório de exímio orador para enaltecer as qualidades que diz ver em mim. Era meu desejo homenagear José Salim no meu livro de memória. Não deu certo. Até porque escrever sobre um mestre requer apuro e concentração. Quis o destino que o texto fosse dado à luz no dia em que ele comemorou 77 anos de vida (5 de março).  Ao mestre, o meu melhor sorriso. E Deus, que lhe serve de farol, o acompanhe pelo tempo afora".

(Páginas de 91 a 94 do livro “Faces da Cidade”, lançado em 4 de setembro de 2023)

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade
Lavando a história.

PRAIA GRANDE TOMANDO UM BANHO PRA FICAR MAIS BONITA E CHEIROSA!

Essa é uma ação semanal da Subprefeitura do Centro Histórico de São Luís, tendo à frente, o gestor Maurício Itapary.

Toda a área tombada pelo Patrimônio Estadual e Federal, está passando por melhorias nas calçadas, nas ruas, becos, escadarias, numa preocupação de manter limpa para os moradores e turistas que nos visitam.

A população também deve participar deste cuidado com nosso Patrimônio que é Mundial.

 

Continua após a publicidade
eucalol.

ESTAMPA PRODUZIDA PELA EUCALOL

Sensacional estampa (sem crédito), que encontrei nos meus arquivos.

A EUCALOL era uma indústria de sabonetes, loções, creme dental e outros.

Aqui em São Luís, tinha um programa na Rádio Difusora. O Programa era o "Correio Musical EUCALOL", apresentado por José Joaquim Aragão Pinto. Lembram? Meu amigo Gojoba lembra muito bem. 

 

Continua após a publicidade
Cordeiro e Sereno.

Eduardo Sereno e o Bicentenário de Gonçalves Dias.

Eu acompanhei o processo de criação das estatuetas de Antônio Gonçalves Dias, que o grande Escultor Eduardo Sereno, fez para atender encomenda da Prefeitura de Caxias e da Academia Maranhense de Letras.Cada detalhe deste trabalho tem suor, e talento!

O enorme Arquiteto Oscar Niemeyer disse, ao ser perguntado sobre o processo de criação dele: "É 10% de talento e 90% de suor".

Cada encomenda que este artista recebe, ele mostra a enorme responsabilidade com a qual executa. Esta semana recebi dele uma das estatuetas que ele fez para presentear aos amigos. Sereno é essa pessoa simples e carinhosa com as pessoas que ele tem como amigo. Parabéns escultor Sereno, e muito obrigado pela deferência!!!

 

Continua após a publicidade

HOMENAGEM

Finalizo a coluna homenageando dois grandes nomes da música do Maranhão, amigos e irmãos: Josias Sobrinho e Sérgio Habib, autor de “Eulália”, “Ponteira”, “Panaquatira”, “Cavalo Cansado” e “Dia de Será”, entre tantas outras obras, marcam o inconsciente afetivo dos maranhenses, e, seguramente, fazem parte do repertório daqueles que têm contato, mesmo que de modo eventual, com a sua formidável produção musical. Aliás, Sérgio Habibe cantou para um grande público  durante o “Choro e Samba e Outras Bossas” dia 26 de agosto passado, no Convento das Mercês, em São Luís. Parabéns amigos..

Essa foto foi publicada no Blog de Alan Carvalho, em 03/09/2019.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Hélio MangueiraHá 3 anos atrásFé em DeusVereador Cordeiro. VC é nosso sangue. É nossa gente. Você me REPRESENTA!
Mostrar mais comentários
Curitiba, PR
Atualizado às 01h01
12°
Tempo limpo

Mín. 12° Máx. 19°

12° Sensação
2.57 km/h Vento
97% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (03/09)

Mín. 10° Máx. 22°

Tempo limpo
Sexta (04/09)

Mín. 13° Máx. 25°

Chuva
Ele1 - Criar site de notícias