
Joizacawpy Costa
A livraria AMEI completa 7 anos de existência, sob o comando de José Viegas e se tornou um marco na história da literatura maranhense, através da associação de escritores independentes alguns obstáculos puderam ser contornado oferecendo um pouco mais de acesso a produção literária maranhense.
Hoje a livraria abriga um acervo muito grande de obras maranhenses, e prova que a cultura letrada neste estado não ficou no passado, embora o passado seja alicerce para o presente e para o futuro, os tempos mais remotos foram tempo de semeadura, o tempo dos primeiros rebentos que frutificaram com escrita da melhor qualidade. Não podíamos parar no passado, embora ele faça parte de um grande legado literário, precisávamos avançar e dinamizar esse processo.
A livraria é a casa de acolhida do autor maranhense, e em seu espaço além de abrigar milhares de obras, abriga o escritor, em seus lançamentos, saraus, reuniões, exposições. E também o autor independente e principalmente iniciantes podem contar com o suporte de orientações sobre a publicação de obras, principalmente através de seu presidente José Viegas. O espaço abriga ainda um bom acervo de artes visuais e artesanato, alimentando de ‘maranhensidade’ quem se dispõe a visitá-la.
LITERATURA EM EVIDÊNCIA
Numa noite de pura literatura sob o comando dos professores-doutores José Dino Cavalcante e José Neres, embalados pela atmosfera artística de Linda Barros, o público que esteve na AMEI, no dia 31 de agosto do corrente ano, pôde desfrutar do que chamo de essência da literatura maranhense uma iniciativa promovida pelo GELMA-Grupo de Estudos em Literatura Maranhense e AMEI. O foco era Gonçalves Dias e toda sua contribuição literária e cultural para as letras e história brasileira.
Os professores José Dino e José Neres fizeram um mergulho profundo nas nuances da escrita do Poeta Maior, desse modo o público pôde se alimentar ainda melhor da seiva primeira da literatura maranhense e concomitantemente brasileira, sim na fonte da Terra do Brasil, no solo fecundo da nossa natureza e da nossa gente. Para além de um romantismo e de um nacionalismo exacerbado, Gonçalves Dias cantou sua terra e sua gente de uma forma que ninguém se iguala.
E prazerosamente pudemos ouvir e acompanhar nas palavras do professor Dino e do professor Neres, muitas especificidades contidas em nosso poeta maior.
A escritora e atriz Linda Barros nos brindou com uma bela e emocionante interpretação do monólogo intitulado “O PEDIDO” de autoria do professor escritor José Neres. Ele traz de forma fantástica em seu monólogo, Gonçalves Dias na imagem de Ana Amélia, uma sacada de mestre.
O monólogo acontece por meio de uma carta que seria o pedido de casamento de Gonçalves Dias para a mãe de Ana Amélia, e no final, bom isso vocês descobrirem ao apreciarem a referida interpretação do monólogo.
Na roda de conversa que se estendeu depois das falas dos professores e da interpretação da atriz, Linda Barros fez o seguinte questionamento: - quem seria Gonçalves Dias sem Ana Amélia, e o professor Neres retornou com outra pergunta, quem seria Ana Amélia sem Gonçalves Dias?...
Com certeza todos que ali estiveram saíram alimentados de LITERATURA.
“VIVA GONÇALVES DIAS, VIVA A LITERATURA MARANHENSE E BRASILEIRA
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DROPS LITERÁRIO
“O PEDIDO”
"Oh, meu Deus, que alegria!Hoje de manhã vi minha mãe, dona Lourença, a ler atentamente uma carta. Toda hora ela franzia o cenho. Como se estivesse se sentindo mal. De ser emoção de ter a filha pedida em casamento por um grande poeta... "
Trecho do monólogo O PEDIDO de José Neres.
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