*Mhario Lincoln
Costumo dizer que conto os amigos verdadeiros nos dedos das duas mãos e tenho ampla razão de falar assim, quando os comparamos a diversas ações e metáforas que agregam os dedos às nossas relações humanas, e, claro, aos grandes amigos.
Não é tão difícil definir a qualidade de cada um deles. Dos dedos e dos amigos. Por exemplo, o Polegar, é o que dá a capacidade de agarrar e manipular objetos. Mesmo se opondo aos outros dedos (veja que legal), é exatamente ele o apoio para uma pegada mais firme.
Assim, acredito que o Polegar pode representar aquele amigo fiel e constante que, por ser diferente, complementa e ajuda a agarrar as realidades da vida.
Já o Indicador é aquele que aponta, guia e direciona. No corpo, funciona como o GPS natural. Na esfera da amizade, esse dedo pode representar o mentor, o amigo que orienta e oferece conselhos e se mostra realista, quando há perda de rumo.
Quanto ao Dedo Médio é o mais longo da mão e pode representar aquele amigo que se destaca, que eleva e motiva a alcançar patamares mais altos. Porém, cuidado com as más línguas que podem dele, falar mal: esse dedo é conhecido também por seu gesto ofensivo em algumas culturas, lembrando a dualidade da natureza humana e que a amizade também tem seus altos e baixos.
O Anelar, por sua vez, é um dedo associado ao compromisso e à união, onde muitos colocam anéis de casamento, de noivado ou de compromisso. Simboliza o elo e a conexão. No âmbito das amizades, esse dedo representa os laços profundos e inquebrantáveis, com aqueles amigos que se tornam família e com quem são compartilhadas promessas ou compromissos duradouros.
Por fim, o Dedo Mínimo, mesmo sendo menor, não é menos significativo. Ele auxilia na pegada e oferece delicadeza à mão. São aquelas amizades sutis, mas essenciais. Aqueles amigos que, apesar de silenciosos ou distantes, estão sempre lá, enriquecendo as vidas com sua presença quase imperceptível.
Assim como cada dedo tem sua função e significado, cada amigo tem um papel único. Alguns podem desafiar, outros, guiar, cerrtos, permanecerem no periférico, enquanto outros vão estar intrinsecamente entrelaçados com a vida, como um todo.
Acho que depois que pesquisei sobre esse assunto, vou analisar melhor quando disser: "conto meus verdadeiros amigos na ponta de meus dedos". Afinal, essas palavras têm certa razão de ser. Não acha? Então comenta aí embaixo se você pensava assim.
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