Redação do Facetubes
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“A Pátria”, uma obra-prima do pintor acadêmico Pedro Bruno, é uma representação rica e complexa da formação da República Brasileira. A pintura retrata várias crianças ajudando a bordar a bandeira, simbolizando a nova República que estava transformando o Brasil. A extensão da bandeira, por exemplo, parece abraçar toda a unidade do país. A figura de uma pessoa idosa, lá no fundo, à direita, muitos acreditam representar a “velha” Monarquia que estava desaparecendo. A inclusão de uma imagem santa pode, a partir dalí, representar o Estado laico? Fundamento separatista entre Estado e Igreja, que ocorreu com a formação da República?
MAIS SOBRE A OBRA
A obra é rica em simbolismo e detalhes, retratando a construção de uma nova nação através da confecção da primeira Bandeira da República. A cena é dominada por figuras femininas, evocando Marianne, o símbolo feminino da Revolução Francesa. A luz intensa que ilumina a criança com a bandeira, a figura central do quadro, contrasta com áreas de sombra, destacando a mãe que alimenta o bebê, representando a República que nasce.
Os analistas da obra apontam para a dualidade do quadro como um signo icônico, vinculado à representação mimética do mundo, e um signo museológico, orientado para a consagração mnemônica. Eles questionam em que medida as representações da nação, construídas por alguns intérpretes do Brasil, são explicitadas ou esquecidas pelo discurso iconográfico em questão (www.revistas.usp.br).
OUTRO PONTO DE VISTA
“A Pátria” de Pedro Bruno é uma obra-prima que encapsula a aspiração de uma nação em busca de sua identidade. Porém, há quem acredite que há algo não muito correto nessa cena, como muito bem observado pelo Prof. Pedro Riccioppo (Instagram): " (...) a pintura tem sido criticada por sua representação exclusiva de pessoas brancas. Isso tem sido visto como um reflexo da proposta de embranquecimento do povo brasileiro, ignorando a presença e a contribuição dos indígenas, mestiços e negros para a formação da nação brasileira".
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