Marcus Veríssimo, crítico carnavalesco
Como crítico carnavalesco, é uma alegria observar a tentativa dos talentosos compositores Mhario Lincoln e Chiquinho França em resgatar o encanto das clássicas marchinhas carnavalescas, repletas de humor e malícia, que outrora dominaram os festejos momescos. É louvável ver dois músicos exemplares, naturais do Maranhão, buscando reavivar a memória coletiva brasileira para os carnavais do início do século XX, que contagiaram multidões com sua energia e envolveram uma constelação de artistas renomados.
A marchinha de Carnaval composta pelos dois maranhenses revela um verdadeiro retrato das dualidades e comportamentos que emergem durante essa época festiva. Aborda de maneira divertida e satírica a situação de uma pessoa casada que se entrega completamente à folia carnavalesca, apenas para retomar sua persona 'santinha' assim que os festejos chegam ao fim. É uma brincadeira inteligente e perspicaz com as nuances da natureza humana em meio à efervescência do Carnaval.
É crucial ressaltar a importância dessas iniciativas de resgate das marchinhas carnavalescas, pois elas são parte intrínseca do rico patrimônio cultural do Carnaval brasileiro. Ao relembrar clássicos como "Ó Abre Alas" de Chiquinha Gonzaga, "Mamãe Eu Quero" e "Me Dá um Dinheiro Aí" de Ivan Ferreira e Homero Ferreira, percebemos a relevância dessas composições atemporais que continuam a embalar e animar as festividades carnavalescas até os dias de hoje.
Portanto, é Carnaval não apenas nas ruas, mas também nos corações e mentes daqueles que apreciam a riqueza cultural e musical desse período festivo. É uma celebração que transcende o tempo e as fronteiras, unindo gerações em torno da alegria, da música e da irreverência que são marcas registradas do Carnaval brasileiro.
VÍDEO-BÔNUS - Vamos curtir, agora, então, a marchinha "LOUCA POR CARNAVAL".
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