Terça, 01 de Setembro de 2026 14:54
(xx) xxxxx-xxxx
Cidades Textos escolhidos

"Noite brilhante na Academia Maranhense de Letras". Texto de Herbert de Jesus Santos

"Apaixonado por São Luís, o poeta José Chagas é autor de dezenas de títulos, a maioria deles dedicados à cidade que o abraçou desde sua chegada". HS

25/03/2024 14h57 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Herbert de Jesus Santos/Jornal Pequeno/JP Turismo
JN com José Chagas. Foto: Arte: MHL (Facetubes).
JN com José Chagas. Foto: Arte: MHL (Facetubes).

 

Continua após a publicidade

Texto recuperado do Suplemento JP Turismo (Jornal Pequeno)/Autor: Herbert de Jesus Santos

 

Continua após a publicidade

Com o tema  José Chagas: uma Vida Voltada Para a Poesia, o professor de Literatura e escritor José Neres proferirá palestra, no auditório da Academia Maranhense de Letras (AML), às 19 h de terça-feira. José Neres (José Ribamar Neres Costa, nascido São José do Ribamar, em 17 de fevereiro de 1970) é membro da AML, onde, desde 2014, ocupa a cadeira n.º 36, sucedendo ao jornalista, cronista e contista Ubiratan Teixeira.

Porque seria normal, José Neres, dada até a rigorosidade do horário, preferiu mais o tempo do literato de mão-cheia a passagens, sem dúvida, inolvidáveis de José Chagas, a uma plateia repleta de membros do sodalício, jornalistas e escritores, alunos do Centro de Ensino Jackson Lago, da rede estadual, admiradores e a sobrinha do reverenciado, Deusana Chagas. Paraibano de nascimento, mas maranhense de alma e coração, José Chagas (José Francisco das Chagas) soube como poucos cantar as belezas e as mazelas de São Luís em verso e prosa. Nascido no Sítio Aroeiras, município de Piancó (atual Santana dos Garrotes), na Paraíba, a 29 de outubro de 1924, o poeta, se vivo, celebraria 100 anos em 2024, o que a Casa de Antônio Lobo, consoante seu presidente, Lourival Serejo, já está se preparando para comemorar á altura .Por ocasião do recebimento do Título de Cidadão Maranhense, oficializado no dia 27 de outubro de 2004 pela Assembleia Legislativa, como parte das comemorações pela passagem dos seus 80 anos, José Chagas disse “Vejo este momento de forma emocionante, um presente dos mais inesquecíveis. Este título vem complementar o envolvimento que já tenho com a cidade, desde o início, pois fui integrado por São Luís e São Luís integrada por mim”.

 

O Palavrador e O Caso da Ponte de São Francisco — Mestre do trocadilho, ficou O Palavrador, lembrando que fora, na adolescência, agricultor em sua terra natal. Publicou esta pérola em O Caso da Ponte do São Francisco sobre denúncias de verbas federais, que vinham para a construção da obra, e ela só nunca saía do papel:  “Com pincel comprido ou curto, /pinte-a seja como for:/se a ponte é feita de furto,/pinte a ponte furta-cor!”

Puxando a cachorrinha da Poesia —- Radicado no Maranhão desde 1948, onde fez toda a sua vida literária, José Chagas foi funcionário da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vereador da Câmara Municipal de São Luís por um mandato, onde também serviu como diretor da Secretaria-Geral. Jornalista profissional, exerceu as funções de técnico em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) até aposentar-se. Foi cronista no jornal O Estado do Maranhão, no qual mantinha coluna semanal. Apaixonado por São Luís, o poeta é autor de dezenas de títulos, com a maioria deles dedicados à cidade que o abraçou desde sua chegada, retirante que fora do sertão paraibano, que nem ele disse em sua posse, na Casa de Antônio Lobo, que considerou “palácio para um indigente”: puxando a cachorrinha da poesia!

um grande falando de um alteroso – Foto: Reprodução

Uma vida toda vigiando São Luís — José Chagas estreou, literariamente, em 1955, com Canção da Expectativa. Assumiu a Cadeira nº 28 da AML no dia 3 de abril de 1975. Ele foi Patrono da 5ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), promovida em 2011 pela Prefeitura. Falecido em 13 de maio de 2014, deixou uma enorme contribuição à Cultura do Maranhão por meio de obras, além da da sua estreia, como Os Canhões do Silêncio, O Discurso da Ponte, Os Telhados, Azulejos do Tempo, Apanhados do Chão, Colégio do Vento, De Lavra e de Palavra ou Campoemas e Maré/Memória. Ficou famoso, igualmente, quanto O Cronista da Cidade. Assim também ele imprimiu uma vigilância ao acervo de São Luís, intelectual e arquitetônico.

Continua após a publicidade

Os Canhões do Silêncio no carnaval — Facultada a palavra por José Neres, ao final da sua sintética e alteada conferência, bastante aplaudida, solicitei a palavra. Lembrei que o monumental Os Canhões do Silêncio de José Chagas foi tema de samba-enredo da Escola Favela do Samba, do Bairro do Sacavém, no carnaval de 1995, comemorando ainda os 70 anos dele, em 1994. Sem ser campeã, foi pivô de uma revolta, que resultou em poema meu, com o compositor Escrete (da irascível raça dos poetas, no dizer de Cícero/Marco Túlio) liderando uma revolta, nas ruas centrais de São Luís, só faltando desafiar as forças armadas com Os Canhões do Silêncio de José Chagas. Assinalei que fui trabalhar na Revisão Literária do Sioge, quando ele pediu o cargo, na autarquia industrial do Estado, ao seu confrade da AML, editor e ensaísta Jomar Moraes, de onde, com melhor condição financeira, evasor do Curso de Direito, voltei à UFMA, aprovado em novo vestibular, para Comunicação Social (Jornalismo), e me entusiasmei à carreira de escritor.  Encerrei: “Foi o meu primeiro compadre de alma, padrinho de batismo da minha primogênita, Amarílis! Foi e é um dos maiores poetas lidos e queridos por mim!”.

Texto: Herbert de Jesus Santos

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
José dos Santos LoboHá 2 anos atrásCuité-ParaíbaParabenizamos aqui esse apreço ao nosso queridíssimo Chagas através de nosso confrade José Neres, homem brilhante e atuante nas literaturas do nordeste. Homem íntegro que sabe valorizar cada cemtímetro quadrado daquele Academia Maranhense de Letras, resgatando um a um seus valores iluminários da humanidade. Serve-me aqui o direito de aclamá-lo e saudá-lo em nome de quem sempre leu, teve íntima amizade e conviveu com Chagas.
Maria de Lourdes SerafimHá 2 anos atrásSão Luís do MaranhãoO GRITO DE CHAGAS: Caranguejo ou peixe, o fato é que o homem posto na lama não sabe o seu nome exato e também ninguém o chama, nem o batiza de novo com esse sal de maré. Não se sabe de que povo nem de que raça ele é. Alguém entendeu?
JC ANTUNESHá 2 anos atrásBrasília DFO bairrismo invertido de São Luís me deixa irrequieto. Saí daí, caro Neres, quando tinha 25 anos. Nunca tive oportunidade de me expressar como artista. Uma ou duas notas em O IMPARCIAL e mais nada. Hoje tenho exposições marcadas até no Japão. Se ficasse aí, teria o mesmo fim de Jesus Santos, Pavão e Péricles Rocha.
Luiz Carlos SampaioHá 2 anos atrásFortaleza CearáNeres, você resgata um dos maiores poetas brasileiros que escolheu (mal) São Luís para se manifestar poeticamente. Uma pena. se fosse Rio ou Fortaleza, ele seria um dos maiores do país.
Linda BarrosHá 2 anos atrásSão Luís -MaranhãoEste ano será de grandes comemorações em homenagem a esse grande poeta, toda a sociedade acadêmica se sentirá recompensada nos versos de Chagas.
Mostrar mais comentários
Curitiba, PR
Atualizado às 12h01
17°
Tempo nublado

Mín. 12° Máx. 19°

17° Sensação
5.14 km/h Vento
83% Umidade do ar
100% (21.89mm) Chance de chuva
Amanhã (02/09)

Mín. 11° Máx. 18°

Tempo nublado
Quinta (03/09)

Mín. Máx. 22°

Tempo limpo
Ele1 - Criar site de notícias