Pelo Cordel, Wellington Reis resgata o que há de melhor no bairo da Madre Deus: da escola de Samba ao bloco de sujo, do Boi tradicional ao Boizinho Barrica. De Cristóvão Alô Brasil a Godão.
*Mhario Lincoln
Em 1999, Wellington Reis, cantor, compositor e produtor cultural, lançou um trabalho que resgatava uma tradição antiga da cidade de São Luís: a Malhação de Judas. Esse ritual, que simboliza a morte de Judas Iscariotes, é realizado no Sábado de Aleluia e consiste em surrar um boneco do tamanho de um homem, forrado de serragem, trapos ou jornal, pelas ruas de um bairro e atear fogo a ele. Infelizmente, com o passar do tempo, essa tradição perdeu força.
Mas, Wellington Reis de forma inteligente, deixa para a história das festas populares do Maranhão, uma de suas preciosas (e únicas obras em Cordel) que fala sobre o julgamento de um determinado Judas, com final surpreendente. Desta forma, W.Reis, faz mais do que apenas criar um Cordel. Ele escreve de forma rica e vibrante, sobre a essência de um dos bairros mais culturais do Brasil, que ele aprendeu a amar ao longo dos anos. Ele, na verdade, através de suas septilhas (a maioria bem original), presta homenagem a toda essa cultura, imortalizando as nuances e peculiaridades que tornam esse lugar único.
Além disso, Reis não se limita a retratar o presente. Ele faz uma reverência respeitosa ao passado, citando as melhores produções que já foram reconhecidas nas festas populares maranhenses, mostrando toda a riqueza e a diversidade da cultura maranhense.
Em suma, Wellington Reis, através de RAMUNGONSA é um elo entre o passado e o presente, mantendo viva essa chama irreverente que integra a maioria das criações da Madre Deus.
Leia a íntegra do Cordel, clicando abaixo:
https://mhariolincoln.blogspot.com/2024/04/ramungonsa-julgamento-do-1o.html
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