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A MAESTRIA DA INFLUÊNCIA: LIDERAR E HUMANIZAR 

José Carlos Castro Sanches é convidado da Plataforma Nacional do Facetubes.

02/05/2026 às 09h24 Atualizada em 03/05/2026 às 09h36
Por: Mhario Lincoln Fonte: José Carlos Castro Sanches (autor)
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(Original do texto).
(Original do texto).

Por José Carlos Castro Sanches. Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador, poeta e promotor cultural. Site: www.falasanches.com

"A suprema qualidade do líder é, inquestionavelmente, a integridade. Sem ela, nenhum sucesso real é possível." (Dwight D. Eisenhower)

O verdadeiro líder posiciona-se acima das provocações; é um diplomata que não age como se estivesse em uma batalha constante, com a arma em punho para destruir o opositor. Deve ser sábio na conduta de apaziguador, um bom ouvinte, observador sagaz e coerente em suas ações. A prudência nas relações é o que mantém o seu time coeso. Exercitar a ética, a transparência e usar a palavra com moderação são premissas fundamentais para não ferir o coletivo sempre que se pronuncia.

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Não se pode permitir que o ego inflado pelo cargo ou pelo poder suplante a convivência pacífica, que deve ser a essência de uma equipe. Espera-se de um líder visionário a capacidade de equilíbrio diante das tentações que circundam o "palácio" — redoma da qual o líder muitas vezes se apropria para julgar-se capaz de humilhar, defenestrar e lançar a sua ira.

"A gestão é fazer as coisas bem; liderança é fazer as coisas certas." (Peter Drucker)

 

O domínio do líder é configurado por sua autoridade moral, não pelo poder delegado; por sua diligência e resiliência diante das adversidades. Ele se tornará cada vez mais forte quanto mais for capaz de influenciar as pessoas do seu domínio. O líder não deve portar-se como se estivesse em um plenário político, onde cada palavra endereçada aos ouvintes é assimilada como um ataque pessoal a ser respondido com um "ferrão" imediato, visando aniquilar o adversário.

A autoridade distingue-se do poder pela capacidade de o líder crivar o que deve ser respondido e o que deve ser ignorado. Para cada resposta, ainda que ofensiva ou depreciativa, ele deve ser capaz de retribuir com maestria, inteligência e, sobretudo, decência — sem ofensas pessoais, sem alterar o tom de voz, sem o uso de palavrões. Aqui, o que distinguirá um bom líder dos medíocres é a capacidade de persuasão despojada de arrogância, ira, ódio, agressividade ou violência.

"O líder é um vendedor de esperança." (Napoleão Bonaparte)

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Um líder não é, necessariamente, aquele que ocupa um lugar de destaque. É, acima de tudo, alguém capaz de manter a harmonia silenciosa do território sob seu domínio. É aquele que convence pelo exemplo, que traduz a essência do pensamento com amor e ternura, que realiza sem o anseio pelo esplendor da glória e conduz sem afrontar. Sabe usar a palavra para conciliar e agregar, inspirando pelo comportamento exemplar, com atitudes positivas, senso de companheirismo, honestidade, integridade, respeito e responsabilidade. O líder precisa ter equilíbrio para apagar o fogo, não ser a palha consumida para incendiar a chama.
                                                                                                                                                                                                Espera-se que um líder tenha "visão de águia" e use sua capacidade para mover os liderados com entusiasmo e bravura, cultivando um relacionamento interpessoal de reverência e gratidão. Não se espera a postura de um tirano, de um atirador ou de um revolucionário pronto para reagir a qualquer afronta — mas sim o papel de quem sabe fazer a diferença com prudência, disciplina e respeito mútuo.

 

Lições para a Excelência na Liderança

Para fortalecer o papel de um líder inspirador, devemos compreender que a liderança é um exercício contínuo de autoconhecimento e serviço. Abaixo, lições fundamentais para ser um líder melhor:

1.    A Liderança é um Serviço, não um Status: O líder trabalha para remover obstáculos do caminho de sua equipe, garantindo que todos tenham os recursos necessários para brilhar.

2.    Escuta Ativa como Ferramenta de Poder: Ouvir não é apenas silenciar, mas compreender as nuances do que não é dito. A empatia valida o indivíduo e fortalece o vínculo.

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3.    Vulnerabilidade é Coragem: Admitir erros e incertezas humaniza o líder e cria um ambiente de segurança psicológica, onde a inovação pode florescer sem medo.

4.    O Feedback como Presente: Corrigir em particular e elogiar em público. A crítica deve ser construtiva, focada no processo e no crescimento, nunca no caráter da pessoa.

Para consagrar a nossa concepção de liderança inspiradora compartilho com os leitores: “Uma História de Inspiração: O Legado de Anne Mulcahy”.

 

No início dos anos 2000, a gigante tecnológica Xerox estava à beira da falência. Foi quando Anne Mulcahy assumiu o comando. Em vez de se isolar em seu "palácio", ela fez algo criativo e audacioso: passou os primeiros meses viajando para ouvir pessoalmente os funcionários e clientes.

Enquanto consultores sugeriam que ela declarasse falência para se proteger, Anne escolheu a transparência e a resiliência. Ela reuniu sua equipe e, com honestidade brutal, mas carregada de esperança, disse que o caminho seria difícil, mas que eles o fariam juntos. Ela não buscou a glória individual; ela focou em salvar os empregos e a dignidade da marca. Com uma gestão baseada no respeito mútuo e na comunicação clara, ela transformou uma dívida bilionária em lucros sólidos. Anne provou que um líder não precisa de gritos ou tirania para obter sucesso; ela moldou sua equipe através da decência e do exemplo, sendo hoje lembrada como uma das maiores líderes de virada corporativa da história.


                                                                                                                                                                                                                                               "Se suas ações inspiram outros a sonhar mais, aprender mais, fazer mais e tornar-se mais, você é um líder." (John Quincy Adams)
                                                                                                                                                                                               

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Cel. Carlos Furtado Há 1 mês São Luís-MAO texto do amigo Sanches apresenta a liderança como um exercício ético e humano, alicerçado na integridade, na escuta e no exemplo. Ao dialogar com pensamentos de Dwight D. Eisenhower, Peter Drucker e Napoleão Bonaparte, há um reforço que a verdadeira influência não nasce do poder, mas da autoridade moral, uma visão que valoriza a liderança como serviço, capaz de inspirar, unir e humanizar relações em ambientes cada vez mais desafiadores. Parabéns dileto amigo pela lucidez.
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